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Balanço | 05/08/2014 | 17h57

Grupo BMW tem recorde de vendas e receita no semestre

Pela primeira vez supera 1 milhão de veículos entregues para o período

REDAÇÃO AB

Pela primeira vez, o Grupo BMW ultrapassa o volume de 1 milhão de veículos vendidos em um primeiro semestre. A montadora que também engloba as marcas Mini e Rolls Royce registrou a entrega de 1,02 milhão de unidades em todo o mundo, crescimento de 6,9% sobre a primeira metade do ano passado. Com este desempenho, o faturamento de € 38,14 bilhões também foi recorde e 2,8% maior, considerando a mesma base de comparação, informa comunicado divulgado na terça-feira, 5. O lucro líquido fechou em € 3,23 bilhões, aumento expressivo de 19,6%, exatamente o mesmo índice de crescimento do lucro operacional, € 4,82 bilhões. O Ebit (lucro antes de impostos) encerrou o período em € 4,69 bilhões, 14,4% acima do resultado de igual semestre do ano passado.

No segmento de automóveis, o faturamento subiu 2,8% no semestre, para pouco mais de € 35 bilhões, enquanto o lucro operacional aumentou 23% ao atingir € 3,89 bilhões.

As vendas da marca BMW cresceram 10,2% no primeiro semestre, para um total de 886,3 mil unidades, com destaque para o Série 3, Série 5, Série 6 e X5. Enquanto isso, as vendas da Mini diminuíram 11,4% no acumulado de seis meses, para 131,8 mil unidades, como resultado da transição do Mini hatch para a terceira geração. E no segmento de luxo, a Rolls-Royce viu suas vendas mundiais aumentarem em 33,4%, para 1,9 mil unidades. A expectativa do grupo é de que haja um novo aumento das vendas no segundo semestre com a chegada do Ghost Série II.

O segmento de motocicletas gerou faturamento de € 1 bilhão, 9,8% acima do resultado apurado há um ano. Neste período, as vendas da BMW Motorrad subiram 9,3%, para 70,9 mil unidades. Serviços financeiros do grupo, incluindo o Banco BMW, registrou aumento de 1,6% da receita, ao totalizar € 10 bilhões.

O bom desempenho foi marcado nas principais regiões: na Ásia, as vendas deste primeiro semestre superaram o do ano passado em 18,3%, para 322,9 mil veículos, dos quais 225,4 mil foram entregues na China, onde houve alta de 23,1%. Na Europa, o aumento foi de 2,2%, para um total de 446,1 mil veículos, tendo a Alemanha, seu país de origem, responsável pela compra de 134,3 mil unidades, 0,6% a mais. Nas Américas o grupo registrou incremento de 3,5%, totalizando 221,2 mil unidades: os Estados Unidos compraram 5,1% a mais no período, somando 182 mil veículos.

“A boa utilização de nossas capacidades produtivas globais e o mix de modelos geraram impactos positivos. Ásia e China, em particular, mais uma vez apresentaram crescimento de dois dígitos nas vendas. Nós também fizemos ganhos melhores com relação ao ano anterior nas Américas. A situação dos preços na Europa melhorou um pouco, principalmente no segundo trimestre e as entregas também aumentaram ligeiramente com relação ao primeiro semestre de 2013. A expectativa é de que essa tendência positiva deva continuar ao longo do resto deste ano. O impulso em nossos principais mercados internacionais parece destinado a continuar”, declarou Friedrich Eichiner, membro do conselho e responsável pelas finanças do Grupo BMW.

Após divulgar os resultados positivos demonstrados no primeiro semestre, o chairman do Grupo BMW, Norbert Reithofer, confirmou as previsões da companhia para o ano:

“Com o desempenho registrado no primeiro semestre deste ano, agora estamos visando um aumento significativo no número de veículos entregues aos clientes até o fim do ano atingindo, portanto, um novo recorde de vendas que superará os 2 milhões de veículos comercializados. Estamos no caminho certo para atingir os nossos objetivos. Mesmo num ambiente de negócios que permanece desafiador, é esperado que o número de vendas e o lucro antes do impostos aumentem significativamente”, disse.

Para o executivo, o ritmo dos ganhos no segundo semestre será influenciado por níveis elevados de despesas com novas tecnologias, focadas no desenvolvimento para a redução de emissões de CO2, além da conjuntura macroeconômica: “A economia global ainda enfrenta riscos”.



Tags: BMW, vendas, Mini, faturamento, lucro líquido, Rolls Royce.

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