Automotive Business
  
ABLive

Notícias

Ver todas as notícias

Distribuição | 14/08/2014 | 11h23

Mundo digital desafia concessionárias

Google aponta que a internet ainda tem uma série de oportunidades

GIOVANNA RIATO, AB | De Curitiba (PR)

Quando um cliente decide comprar um veículo ele fica no mercado por, no máximo, três meses, não é fiel a nenhuma marca, pesquisa sobre os modelos em que está interessado na internet e, quando chega na concessionária, há boas chances de ele estar mais bem informado do que o próprio vendedor. Este é o perfil do novo consumidor automotivo, traçado em levantamento do Google apresentado durante o Congresso Fenabrave, na quarta-feira, 13. A gigante de tecnologia avalia que atender com sucesso esse novo perfil de cliente será grande desafio para os distribuidores nos próximos anos.

A pesquisa indica que, no Brasil, 53% das pessoas que participaram do estudo relataram como insatisfatória a experiência que tiveram na concessionária. Grande parte da decepção é porque estes consumidores já chegaram com muita informação, mas não encontraram retorno no mesmo nível do vendedor. O agravante da situação é que os revendedores estão com chances cada vez menores de fazer com que este público faça uma segunda visita à casa.

O Google aponta que, nos Estados Unidos, apenas 5% dos clientes vão à concessionária apenas em busca de informações. O processo mais comum é a pessoa pesquisar sobre as opções de carro, ir disposto a conhecer melhor o veículo que pretende comprar e eventualmente fechar o negócio. Prova disso é que a maior parte dos clientes visita apenas uma concessionária em todo o processo de compra. Portanto, é essencial garantir que ele encontre o que procura ao chegar na loja.

Na fase da busca de informações, o estudo sinaliza que seis das 10 principais fontes são on-line. “O cliente automotivo tem a mente aberta. Podemos dizer que fidelidade à marca não existe mais”, explica Kate Balingit, diretora global do segmento automotivo do Google. A especialista conta que três em cada quatro compradores são abertos a influências e estão dispostos a adquirir carros de outras montadoras. Apenas 20% das buscas na internet começam com a marca já definida.

OPORTUNIDADES

No contexto de mudança do mercado por causa da internet, o Google detectou uma série de oportunidades para a rede de distribuição. A empresa constatou que, nos Estados Unidos, 83% dos compradores consultam o site da concessionária em que pretendem adquirir o carro. O número é mais elevado até mesmo do que o porcentual de clientes que fazem buscas no site da montadora, que é de 81%. O levantamento mostra ainda que 82% dos clientes ficam no mercado por até três meses.

“Temos atualmente 2 bilhões de pessoas conectadas no mundo e esse número vai subir para 3 bilhões. É preciso se preparar”, recomenda Kate. Ela defende que, se o site das revendas são tão procurados pelos clientes, as empresas têm de garantir que ele ofereça as informações que as pessoas querem encontrar. Entre elas estão detalhes da localização da loja, imagens do carro, preços e testemunhos e comentários de consumidores que já compraram ali.

Outro nicho que precisa ser melhor aproveitado pelos revendedores na internet, segundo o Google, é a venda de peças e serviços. A companhia aponta que, se o cliente procura por um componentes no mecanismo de busca, aparecem poucos sites de concessionárias. “Muitos clientes declararam que estariam inclinados a comprar veículos on-line se não fossem algumas experiências que só podem acontecer em uma visita pessoal, como o test drive. Com isso, as empresas precisam se esforçar para melhorar a presença na internet”, determina Kate.



Tags: concessionária, distribuição, consumidor, internet, online, Fenabrave.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência