Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Elétricos | 05/09/2014 | 21h23

Trólebus: novas soluções aumentam viabilidade

Modelos nacionais se equiparam a europeus; Bogotá terá outras tecnologias

MÁRIO CURCIO, AB

A cidade de São Paulo tem 210 quilômetros de rede de trólebus. Durante o 10º Salão e Congresso de Veículos Elétricos que ocorreu no Expo Center Norte (veja aqui), fabricantes, entidades e companhias energéticas abordaram vantagens e defenderam o uso desse tipo de ônibus.

“Um trólebus atual no Brasil não fica nada a dever aos europeus e há tecnologia disponível no mercado nacional”, afirma Ieda Oliveira, gerente comercial da Eletra, empresa especializada nesses coletivos.

A executiva afirma que há muito preconceito por causa de problemas comuns no passado, como quedas de energia e desconexão frequente das catenárias, hastes que captam a energia da linha elétrica. “Hoje a rede aérea é muito mais moderna e todos os trólebus novos têm baterias que garantem autonomia para trafegar por sete quilômetros”, recorda Ieda.

A gerente comercial da Eletra informa também que a instalação da rede aérea tem custo aproximado de R$ 2 milhões por quilômetro (ida e volta), ou seja um décimo do custo por km de um corredor BRT.

BOGOTÁ TERÁ TRÓLEBUS, HÍBRIDOS E MODELOS A GÁS

Até 2021, a cidade de Bogotá vai recorrer a um grande número de trólebus para substituir os veículos a diesel do sistema BRT. Um decreto de outubro de 2013 estabelece um plano de evolução tecnológica para o transporte público integrado a capital colombiana, que prevê a substituição de tecnologias de combustão interna por outras de baixas emissões e melhora da qualidade do ar e redução dos impactos na saúde pública.

Atualmente, a cidade não tem nenhum quilômetro de rede aérea. “Queremos instalar 42 quilômetros até 2017. Em 2021 serão 74 km (...) Até lá queremos transportar 2,5 milhões de pessoas com eletricidade”, afirma Nélson Guauque Cruz, subgerente de desenvolvimento comercial da Codensa, companhia energética local.

“Os ônibus elétricos representam uma nova oportunidade de negócios dentro da Colômbia”, diz Cruz. A cidade de Bogotá já testa também 20 híbridos. “Além dos trólebus, teremos ônibus híbridos e a gás substituindo a frota a diesel.” A Codensa classifica os trólebus como tecnologia madura e confiável e enumera vantagens desses ônibus, como ausência de interferência da altitude no desempenho (Bogotá fica a mais de 2 mil metros de altura em relação ao nível do mar), vida útil dobrada, custos de manutenção 30% inferiores, níveis de ruído 40% menores, configuração similar à dos ônibus convencionais e disponibilidade de fornecedores em todo o mundo.

Segundo a Organização Não Governamental UITP (International Association of Public Transport), a Europa tem ao menos 13 fabricantes de ônibus movidos a eletricidade, que medem entre nove e 25 metros. A UITP acompanha com frequência testes de novas soluções tecnológicas e de layout desses veículos em grandes cidades europeias. A ONG também tem um braço na América Latina, cujos números impressionam: em toda a região são feitos 200 milhões de viagens por dia. A população estimada é de 517 milhões de habitantes, dos quais 30% vivem em cidades com mais de 1 milhão de pessoas.



Tags: Trólebus, Salão e Congresso de Veículos Elétricos, Ieda Oliveira, Nélson Guauque Cruz, UITP, Codensa.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

AB Inteligência