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Carreira | 12/09/2014 | 16h00

Engenheiros tiveram o maior ganho de salário no setor de autopeças

Em 5 anos, o aumento da categoria foi de 36,5%, segundo Carreira Muller

REDAÇÃO AB

Dentre todos os profissionais do setor de autopeças, os engenheiros foram os que conquistaram o maior aumento real de remuneração nos últimos cinco anos, aponta o estudo “Autopeças 2014”, desenvolvido pela Carreira Muller, consultoria empresarial focada na gestão de pessoas.

A pesquisa contou com a participação de 43 empresas que atuam em 97 unidades e avaliou mais de 300 cargos, desde a presidência até níveis técnicos. A base de dados foi composta pelos seguintes perfis: 45% de analistas e técnicos, 16% de especialistas e engenheiros, 15% de operacionais qualificados, 15% de coordenadores e supervisores e 9% de executivos.

No acumulado dos últimos cinco anos, o aumento real da categoria de engenheiros foi de 36,5%. De 2013 a 2014, o reajuste foi de 6,3%. Com isso, a média salarial anual que era de R$ 97.582 mil no ano passado para um engenheiro, saltou para R$ 103.730 mil este ano, considerando o salário base.

No caminho contrário, executivos que ocupam o cargo de diretoria viram seus rendimentos diminuírem. Considerando apenas o salário base, houve um aumento de 2% entre 2013 e 2014. No entanto, se a conta for feita tendo como base o total de dinheiro anual, que inclui bônus e PLR, constata-se uma retração de 2,2%. De todos os cargos analisados, este foi o único que apresentou queda no nível de remuneração. Assim, a média anual dos ganhos em 2013 era de R$ 549.859 mil e este ano passou para R$ 537.628 mil.

A remuneração de cada categoria:

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O estudo explica que os cargos mais altos tiveram uma evolução mais modesta porque os sindicatos negociam os reajustes com base até determinado teto de salário, que geralmente não atinge a alta liderança.

A evolução do salário base nos últimos cinco anos:

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Para compensar o baixo reajuste salarial, os diretores e gerentes registraram os maiores aumentos nos incentivos de curto prazo, como o PLR e o hiring bonus (pago no momento da contratação), por exemplo. Em razão de um cenário econômico mais aquecido, 2011 e 2012 foram os anos mais propícios para o aumento na maioria dos níveis. Nestes dois anos, tanto direção geral, quanto os diretores e a alta gerência tiveram aumentos superiores a meta estipulada.

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O estudo também analisou a forma como as empresas aplicam os reajustes referentes aos acordos coletivos. A grande maioria, 82%, aplica de forma escalonada e apenas 18% de modo linear. O reajuste médio em 2013 foi de 8% com teto de R$ 6.852 mil em média e a previsão para este ano é de 8,1%.

As movimentações salariais consumiram o equivalente a 2,54% da folha de pagamento das empresas em 2013, apesar de que o previsto para o período tenha sido de 2,29%. Para este ano, a expectativa é que essa porcentagem seja de 2,18%.

Nos casos de promoção, o percentual médio aplicado é de 9,33% sobre o salário e o percentual máximo é de 19,9%. Das empresas participantes, 70% consideram carência (tempo de intervalo entre reajustes) para aplicação de promoção. O tempo médio é de 12 meses.

O aumento salarial por mérito é aplicado formalmente por 48% das empresas. Nessas situações, o percentual médio aplicado é de 5,4% sobre o salário e o percentual máximo de 10%. De todas que responderam, 60% consideram carência para aplicação do mérito, sendo que o reajuste se dá em média de 10 meses.

Os níveis elegíveis para a movimentação salarial por mérito:

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O benefício de hiring bonus (bônus concedido na própria contratação) é praticado por 17% das empresas ouvidas, sendo que o valor médio é de 1,5 salário. Os principais fatores para sua aplicação são: compensação de redução salarial temporária em função da política de contratação; compensação de perda de bônus em função de desligamento da empresa anterior; posições críticas ou estratégicas com faixa salarial pouco competitiva.

Os níveis elegíveis para o benefício de hiring bonus:

Ranking


A estratégia de lump sum, que representa um único pagamento feito em um determinado momento, ao contrário de uma série de pagamentos menores ou parcelas, é adotada por 14% das empresas participantes. O valor médio é de 1 salário e os principais fatores para sua aplicação são: impossibilidade de reajuste devido à política; salários acima da faixa onde não há aplicação de enquadramento; atuação destacada em projetos.

Veja os níveis elegíveis para o benefício de lump sum :

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De acordo com o estudo, o mercado em desaceleração fez com que a rotatividade de profissionais no setor de autopeças caísse nos últimos anos. Veja a evolução do turnover de janeiro a junho:

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A pesquisa também mapeou os principais motivos para o desligamento de funcionários, tanto quando são demitidos, quanto optam por sair da empresa. Veja as principais razões apresentadas em ambos os casos:

Pedidos de demissão
100% - Carreira e desenvolvimento
67% - Salário
54% - Problemas com a liderança
38% - Ausência ou falha no plano de sucessão
8% - Clima organizacional

Demitidos
96% - Baixa performance
92% - Redução de custos
75% - Comportamento
8% - Salários inflacionados
4% - Outros

Para atrair e reter talentos, as empresas disseram usar as seguintes ferramentas:

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Tags: Autopeças, engenharia, salários, remuneração, engenheiros, Carreira Muller.

Comentários

  • Robson Oliveira

    É uma noticia interessante, porém seria possível melhorar a qualidade de imagem da tabela inicial e de agluns gráficos? Em alguns casos é muito dificil observar os valores. Grato.

  • Danilo Penteado

    Noticia

  • Antonio Medeiros

    Concordo com meu amigo Robson, é necessário melhor a qualidade das imagens. Obrigado.

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