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Carro conectado traz oportunidades

Aftermarket | 16/09/2014 | 21h05

Carro conectado traz oportunidades

Comunicação entre máquina e oficina pode gerar ganhos extras

PEDRO KUTNEY, AB | De Frankfurt (Alemanha)

Primeiro, nos anos 2000, veio a “onda verde” que obrigou fabricantes de veículos e seus fornecedores a oferecer produtos mais sustentáveis e amigáveis ao meio ambiente. Esse movimento já está consolidado e continua evoluindo, mas uma nova onda, com força de tsunami, já se ergueu sobre o setor: a da conectividade. Essa maré sobe rápido, em velocidade pareada com a dos usuários de smartphones, que este ano devem somar contingente de 1,75 bilhão de pessoas em todo o mundo – e a contagem prossegue subindo. Agora a conexão embarca nos carros para transformá-los em “smartcars”, o que por óbvio aumenta a comodidade dos usuários, mas também leva às alturas as possibilidades de interação com os clientes e, por consequência, pode ampliar os ganhos especialmente no mercado de reposição.

Não é à toa que conectividade foi a palavra mais repetida pelos grandes fabricantes de autopeças que expõe seus produtos, serviços e evoluções na Automechanika 2014, feira que acontece em Frankfurt, na Alemanha, de 16 a 20 de setembro. “Os veículos se tornaram geradores de dados na internet das coisas. Agora as oficinas precisam usar esses dados para oferecer serviços”, afirma Helmut Ernst, membro da direção da ZF Services, a divisão de aftermarket da companhia alemã. “Informações adicionais dos carros criam oportunidade de venda de novos produtos”, avalia.

“Comunicação digital tornou-se fundamental para evolução do nosso negócio. A conectividade pode economizar dinheiro e tempo ao prever e comunicar a necessidade de manutenção”, diz Uwe Thomas, presidente da divisão de aftermarket da Robert Bosch. “Mas veículos conectados só conversam com oficinas conectadas”, avisa. “Os veículos estão se comunicando e a ZF Services vai desenvolver e usar soluções inovadoras para se aproveitar dessa conexão no aftermarket”, informa Ernst, citando como exemplo o E-Sesrvice Book lançado pela ZF na Europa, que coloca em um tablet todas as informações sobre produtos e processos que mecânicos precisam saber para executar serviços.

Philippe Desnos, presidente da Delphi Product and Service Solution, também concorda com os benefícios e oportunidades trazidos pela conectividade para o aftermarket automotivo. “Imagine que seu carro está com a bateria no fim da vida. Antes disso o veículo manda uma mensagem para a oficina, que telefona para o proprietário e oferece o serviço antes que qualquer problema aconteça. Esse processo vai acontecer muito em breve e passar a ser corriqueiro na vida das pessoas”, prevê. “Atualmente a telemática é instrumento-chave para o aftermarket”, afirma, lembrando que a Delphi já produziu mais de 100 mil módulos de telemática que conectaram veículos com percurso total somado de quase 200 milhões de quilômetros.

TRANSFORMAÇÃO DAS OFICINAS

A onda de conectividade dos veículos também transforma os processos de manutenção nas oficinas. Com tanta eletrônica embarcada, o uso de diagnóstico computadorizado tornou-se condição obrigatória para reparar a maior parte dos modelos. “O carro quer você dirige hoje é um sofisticado equipamento eletrônico, que pode ter 50 computadores de bordo, aproximadamente 3,8 quilômetros de cabos, mais de 250 conexões e até 3 mil terminais”, destaca Desnos.

“Quanto mais eletrônica, mais diagnóstico eletrônico é necessário para se executar serviços de manutenção. Nesse aspecto, a internet das coisas aplicada aos carros permite até diagnósticos à distância”, explica o engenheiro Hans-Peter Mayen, vice-presidente executivo da divisão de aftermarket da Bosch, que já trabalha no desenvolvimento de ferramentas de “realidade aumentada” para orientar os serviços nas oficinas. Exemplo disso são câmaras conectadas a tablets que reconhecem certas partes de um carro e mostram na tela para o mecânico a arquitetura interna completa dos sistema focado. “A interação adicional torna os processos mais fáceis e eficientes, mas para isso é preciso investir em treinamento e equipamentos”, lembra Mayen.



Tags: Automechanika 2014, Alemanha, Messe Frankfurt, autopeças, aftermarket, reposição, conectividade.

Comentários

  • BARAQUET JOÃO DIEB NETO

    AI A COISA FICA BOM QERIA TER MAIS CONHECIMENTO NESTE SISTEMA OBRIGADO

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