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Tecnologia | 19/09/2014 | 15h47

Colhedoras e outras máquinas se aliam no campo

CNH Industrial mostra formas de aumentar produtividade de cana

MÁRIO CURCIO, AB | De Valparaíso (SP)

Um mar de cana-de-açúcar por onde quer que se olhe. O silêncio que antes era quebrado apenas por pássaros ou pelos golpes de facão agora é interrompido pelos motores das máquinas, muitas máquinas. A colheita 100% mecanizada trouxe uma nova necessidade, a de regularizar ou “sistematizar” o solo com retroescavadeiras, pás carregadeiras e motoniveladoras.

“Com um solo irregular, a colhedora de cana acaba apanhando terra, indesejável no processo de produção de açúcar e etanol”, explica o gerente agrícola da Usina da Mata, o engenheiro agrônomo José Luiz Vieira.

Só da CNH Industrial são três motoniveladoras 865B, sete pás carregadeiras 721E canavieiras e uma escavadeira hidráulica CX220B. Segundo a fabricante, 4,5% dos equipamentos de construção vendidos no Brasil vão para o setor agrícola. Além dessas máquinas, a usina utiliza 21 colhedoras das séries A7000 e A 8000 Case IH. Na usina, o espaçamento entre as canas já permite a colheita de duas fileiras ao mesmo tempo, o que resulta em economia de tempo e combustível. Para transportar a cana-de-açúcar da colheita até a usina são utilizados 36 caminhões, dos quais 20 são Iveco Trakker 720 T42TN.

“Para ser competitivo nesse setor, a única forma é ter boa produtividade”, afirma o superintendente da usina, Newton Chucri. Dá gosto de ver as pás carregadeiras trabalhando sobre uma montanha de farelo resultante do processamento da cana. Esse material é movimentado até uma esteira para ser queimado e gerar energia elétrica.
CNH
Em sentido horário, a partir do alto à esquerda: colhedora pode cortar mais de mil toneladas de cana por dia. Retroescavadeira, motoniveladora e pá carregadeira regularizam área de plantio. Trator reboca implemento que transfere a cana para os caminhões. Pás carregadeiras movimentam matéria-prima resultante da moagem.

Por ter partículas muito leves e finas, obrigou a Case Costruction a adotar um pré-filtro de ar ciclônico na entrada do motor e do ar-condicionado. E o ventilador no radiador é reversível. O alternador também é protegido porque o farelo é altamente inflamável.

“Por ser leve, essa matéria-prima permite a adoção de uma caçamba maior, de quatro e até cinco metros cúbicos em vez de três”, afirma o gerente de marketing da Case Construction, Carlos França.

USINA INVESTE EM AMPLIAÇÃO

Criada para a moagem de 2,5 milhões de toneladas de cana-de açúcar por ano, a Usina da Mata passa por um investimento de R$ 140 milhões para ampliação de sua capacidade, que passará a 4 milhões de toneladas por ano. Com isso, aumentará também a capacidade de geração de energia de 40 mil para 70 mil Megawatts.

A usina já está conectada ao Sistema Interligado Nacional e o excedente atual equivale ao consumo de uma cidade com cerca de 20 mil habitantes. A moagem da usina transforma-se em 55% de álcool e 45% de açúcar, exportado a granel sobretudo para Ásia e Oriente Médio. “Acredito que a proporção passará para 60% de etanol em 2015”, afirma Chucri.

A falta de chuva atrapalha o desempenho do setor sucroalcooleiro. A estimativa inicial da Usina da Mata para este ano era processar 2,76 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, mas foi revista para 2,4 milhões, 13% a menos.



Tags: CNH, CNH Industrial, Case IH, Usina da Mata, colhedoras, pás carregadeiras, cana-de-açúcar, cana, José Luiz Vieira, Newton Chucri, Iveco, Trakker, motoniveladoras, Leonardo Barbieri, etanol, açúcar.

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