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Negócios | 19/09/2014 | 17h56

Honda nada contra a corrente em mercado retraído

Companhia ganha market share e acelera construção de fábrica em Itirapina (SP)

GIOVANNA RIATO, AB

Enquanto a maior parte das montadoras instaladas no Brasil administra fortes retrações este ano, puxadas pela queda de 9,7% do mercado brasileiro de janeiro a agosto, a Honda dá braçadas no sentindo oposto ao da corrente. A companhia alcançou em agosto 4,4% de participação no mercado brasileiro, 0,6 ponto porcentual acima do registrado no mesmo mês de 2013. No acumulado dos oito meses do ano a evolução da marca fica ainda mais nítida: a presença da Honda nas vendas subiu de 2,2% no ano passado para 3,9% este ano.

A expansão é expressiva mesmo diante da redução do volume de vendas da companhia no País, que chegou a 83,7 mil carros de janeiro a agosto. A queda, no entanto, foi menor do que a registrada no mercado total, de 6,1%. Até o fim do ano a companhia espera emplacar 140 mil carros no Brasil e alcançar o mesmo volume de 2013. “O objetivo é aumentar ainda mais o nosso market share”, revela Sergio Bessa, diretor comercial da Honda. A boa expectativa é estimulada pela renovação da linha de produtos da companhia. Em maio a rede de concessionárias da marca começou a vender a nova geração do Fit, em julho foi a vez do novo Civic e no fim de setembro chega às revendas o City atualizado (leia aqui).

Com isso, enquanto as concorrentes buscam maneiras de reduzir os volumes de produção, a fabricante japonesa garante estar trabalhando no topo de sua capacidade produtiva na planta de Sumaré (SP), que tem potencial para fabricar 120 mil carros por ano. “Estamos operando em dois turnos”, conta o executivo. Ele detalha que o objetivo é manter a unidade neste ritmo até que a segunda planta produtiva da companhia no Brasil, em Itirapina (SP), entre em operação, o que deve acontecer em meados de 2015. A nova unidade elevará a capacidade produtiva para 240 mil carros anuais.

A construção da fábrica recebe aporte de R$ 1 bilhão da companhia. Bessa garante que a quebra no ritmo de expansão das vendas no País não abala o plano da companhia. “Se trabalhássemos com base nas expectativas de curto prazo ninguém investiria. O mercado brasileiro tem potencial, ainda não atingiu a maturidade”, avalia, defendendo a necessidade de a Honda instalar a segunda planta no País.

O primeiro carro a ser produzido na unidade, segundo a montadora, será o Fit, que hoje é feito em Sumaré. A companhia aponta que ambas as plantas serão flexíveis, o que permitirá fazer alterações na participação de cada uma delas na produção. A Honda não confirma, mas é esperada também a fabricação do utilitário esportivo Vezel na nova unidade. O modelo é construído sobre a mesma plataforma do Fit, City e Civic.



Tags: Honda, City, negócios, vendas, Sergio Bessa.

Comentários

  • Alfonso Abrami

    Isto é que dá, lançar carros atualizados, e com mínima defasagem em relação ao mundo desenvolvido. Parabéns à Honda.

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