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Chineses da Lifan admitem montar aqui
Huang Zhen é o diretor-presidente da Lifan (foto: Mário Curcio)

Indústria | 17/10/2014 | 01h15

Chineses da Lifan admitem montar aqui

Decisão depende de aumento de vendas no mercado brasileiro

MÁRIO CURCIO, AB | De Campinas (SP)

A direção da Lifan deixa de lado o tom de “veja bem” que vinha adotando cada vez que se perguntava sobre a construção de uma fábrica no Brasil. A montadora chinesa ainda não define uma data, mas faz crer que está mais perto disso.

“Há uma semana confirmamos o investimento de US$ 300 milhões para erguer uma planta na Rússia, onde alcançamos os resultados esperados. Assim que isso ocorrer aqui também decidiremos por uma fábrica local”, afirmou o diretor-presidente da Lifan, Huang Zhen, durante a apresentação do sedã LF 530 (veja aqui).

A condição para produzir aqui estaria em um patamar anual de vendas entre 20 mil e 30 mil carros por ano, bem acima da meta de 12 mil unidades para 2015. Outro ponto a resolver é que uma linha de montagem no Brasil tornaria ociosa a de Montevidéu (erguida pela Effa e incorporada pela Lifan há dois anos), já que quase toda a produção uruguaia é absorvida pelo Brasil. A unidade opera de segunda-feira a sábado em um turno e monta em três linhas de SKD o utilitário esportivo X60, a picape Foison e mais recentemente o LF 530.

Uma pequena parte da produção permanece no Uruguai ou vai para o Chile. “A Argentina também começará a receber os carros”, afirma o diretor comercial, Jair Oliveira. “Numa situação normal de mercado e com a Argentina comprando os Lifan uruguaios, 70% da produção seria destinada ao Brasil”, diz.

Para turbinar suas vendas, a Lifan também quer ampliar a rede: “Hoje temos 49 concessionárias. Há outras 13 já nomeadas. “O desejo é ter 80 casas em 2015”, diz Oliveira. Com apenas um modelo Lifan zero-quilômetro (o X60) de maio de 2013 a julho deste ano, os concessionários também revendiam usados Lifan e de outras marcas para manter-se abertos.

De acordo com Oliveira, esse modelo de negócio é aceito. A condição é que o concessionário não revenda carros novos de outra marca no mesmo espaço. O executivo informa também que a chegada da picape Foison e do X60 implica aumento proporcional de volume: “Se ele vende 30 unidades do X60 por mês, terá de buscar bom número de compradores também para a picape Foison e para o sedã LF 530. Os carros têm públicos diferentes e o concessionário terá de encontrá-los.”, diz Oliveira.



Tags: Lifan, Foison, X60, LF 530, Jair Oliveira, Montevidéu, Huang Zhen.

Comentários

  • Helio

    Tenho um X60 e o considero um bom carro, em especial no que tange ao custo x benefício. Mas a Lifan deveria, antes de aumentar a quantidade de concessionárias, melhorar a qualidade das que tem pois nota-se que as mesmas não estão preparadas para o público brasileiro. Faltam peças (que as vezes demoram meses para chegar) e um péssimo atendimento. Falta às concessionárias da Lifan mais profissionalismo e estrutura (como pode-se ver em algumas concessionárias da JAC por exemplo). Enfim, acredito que uma montadora no Brasil melhore a situação, em especial se a empresa considerar uma nacionalização na fabricação de peças, o que reduziria a falta das mesmas.

  • paulo motta

    Para uma empresa obter sucesso em vendas no Brasil e principalmente a confiança do consumidor brasileiro entnedo que primeiramente produzir produtos específicos para o mercado nacional, ou seja que agrade ao consumidor brasileiro, ter qualidade, bom acabamento, preço competitivo, uma extensa garantia de 5 anos ou mais (principalmente por se tratar de uma empresa chinesa pois ainda não geram muita desconfiança por aqui) garantia uma rede de consessionarias abrangindo as maiores cidades brasileiras (entenda-se com maior renda percapita), convenio com autocenters para extender a oferta de assistencia técnica nos grandes centros e suprir o atendimento nas localidades mais distantes das concessionárias, abrir um centro de distribuição de peças e assim diminuindo o tempo para conclusão dos serviços. Sem esses requisitos, dificilmente vai obter retorno comercial e atingir as metas propostas pela matriz que é de 20.000 unidades anualmente.

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