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Indústria | 22/10/2014 | 19h27

É hora de estimular tecnologia, alerta Mahle

Diretor Ricardo Abreu fala da necessidade de apertar o passo em PD&I

PAULO RICARDO BRAGA, AB

O avanço do programa de rastreabilidade imposto pelo Inovar-Auto, que incentiva o uso de componentes locais na produção de veículos, é visto com bons olhos por Ricardo Abreu, vice-presidente internacional da Mahle e diretor do centro tecnológico da empresa, que fica em Jundiaí (SP). No entanto, ele alerta que ainda é incipiente o esforço em direção à eficiência energética do powertrain e às iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação. “É hora de apertar o passo”, garante.

“Essas são as iniciativas que têm custo mais elevado e incorporam maior risco”, explica, acrescentando que é preciso avançar nessa direção para que a indústria automobilística brasileira seja competitiva e consiga exportar. “É preciso também definir regulamentos de mais longo alcance, de modo a permitir que as empresas estabeleçam suas metas. Não é razoável estabelecer objetivos e olhar apenas até 2017”, complementa.

O executivo da Mahle entende que as empresas estão empenhadas em cumprir a meta obrigatória de elevar a eficiência energética dos veículos em 12,08% até 2017 e a maioria estará interessada em buscar um ponto extra do IPI chegando aos 15,46% e dois pontos extras atingindo 18,84%. O mesmo pode se dizer em relação ao investimento em engenharia de pelo menos 0,5% das vendas líquidas das empresas, que renderá outro ponto adicional no desconto do IPI. O que preocupa Abreu, no entanto, é a falta de direcionamento dos esforços a serem conduzidos pelos fabricantes.

“Só agora, por exemplo, o governo definiu que haverá uma vantagem tributária para os modelos de veículos que tiverem autonomia com etanol superior aos 75% daquela obtida com a gasolina (sem prejuízo para o desempenho com gasolina). É perfeitamente possível desenvolver motores que garantam performance equivalente com etanol ou gasolina”, afirma, apontando como soluções a introdução de turboalimentação e tecnologias como comando de válvulas mais eficiente.

EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS

Abreu não esconde a preocupação com o ritmo da indústria automobilística neste fim de ano, com a queda das vendas no varejo. Ele admite que as encomendas em volume menores afetam as vendas da Mahle, que produz pistões, anéis, eixo-comando, camisas, bronzinas, bielas e peças sinterizadas. “Até agora nada permite dizer que 2015 será muito diferente”, arremata.

Centro de competência de desenvolvimento global da Mahle, o centro tecnológico de Jundiaí obtém 50% de sua receita com exportações. Além de atender programas da própria corporação, o empreendimento está aberto também a encomendas de mercados além do automotivo, incluindo os segmentos de energia, turbinas e agronegócio.

Assista a entrevista exclusiva de Ricardo Abreu a ABTV



Tags: Mahle, Inovar-Auto, motores, rastreabilidade, eficiência energética.

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