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Novo Ka dá mais participação de mercado à Ford

Mercado | 03/12/2014 | 19h41

Novo Ka dá mais participação de mercado à Ford

Pouco depois do lançamento, compacto alcança posto de 4º mais vendido do País

GIOVANNA RIATO, AB

Ao contrário da maior parte das fabricantes de veículos, que sofreram as consequências da retração do mercado em 2014, a Ford encerra o ano com motivos para comemorar. O principal responsável pelo clima positivo é o Novo Ka. O modelo foi lançado em setembro, quando já teve 7,1 mil unidades vendidas, segundo a montadora. Em novembro foram 10,7 mil emplacamentos, o que garantiu ao compacto o posto de 4º automóvel mais vendido do mercado brasileiro no mês. “Ganhamos um ponto porcentual de market share por causa dos bons resultados”, destacou Rogelio Golfarb, vice-presidente de assuntos corporativos da organização, durante almoço com a imprensa na quarta-feira, 3.

No acumulado dos 11 meses do ano a companhia respondeu por 9,1% do total de licenciamento de carros novos no mercado nacional. Esse número chegou ao pico de 10% em novembro, com a demanda aquecida pelo carro. O Novo Ka coroa o ciclo de renovação da marca, que hoje vende no Brasil apenas modelos globais. “Fomos a primeira empresa a conseguir isso”, enfatiza o executivo, que espera continuar colhendo frutos desta estratégia em 2015, ano que deve ser de estabilidade na comparação com este. “É difícil prever neste momento. Temos a mudança na equipe de governo, que traz nova visão econômica. A princípio devemos manter o mesmo nível.”

A estratégia para manter o fôlego diante da performance fraca parte de dois princípios. O primeiro deles é continuar com bom ritmo de lançamentos. Golfarb afirma que a empresa fará oito ações importantes de produto no próximo ano. O segundo pilar é seguir com a filosofia de oferecer democratização da tecnologia. Golfarb citou o assistente de emergência, sistema que liga automaticamente para o Samu em caso de acidente com deflagração dos airbags (leia aqui). O Novo Ka foi o primeiro carro do Brasil a contar com o dispositivo, que passará a ser oferecido em outros veículos da Ford. “O consumidor não quer mais escolher entre uma coisa e outra. Ele quer eficiência energética, tecnologia e conforto no mesmo carro. Tudo a um preço acessível”, analisa, defendendo que a estratégia da marca é acertada.

Durante o encontro com a imprensa a organização apontou as expectativas de longo prazo para o mercado automotivo. Segundo a montadora, 2015 deve ser marcado pelo crescimento da economia nos Estados Unidos, leve expansão na Europa e também na China. Apesar disso, o país asiático reduziu o seu ritmo de expansão, o que impacta diretamente o Brasil, grande exportador de commodities. Para o longo prazo, a companhia projeta que o mercado global de veículos tem potencial para crescer 30%, saltando das atuais 85 milhões de unidades por ano para 110 milhões de veículos depois de 2020.

AMÉRICA DO SUL

Steven Armstrong, presidente da organização para a América do Sul, reconheceu que o ano foi desafiador na região. “Houve enfraquecimento das principais economias: Brasil, Argentina e Venezuela. As vendas de veículos caíram cerca de 10% no continente. No Brasil a redução foi próxima de 8%”, aponta. Ele lembra que o resultado fez o País cair da quarta para a quinta colocação no ranking de maiores mercados globais. “Não é um grande problema, mas precisamos trabalhar muito para recuperar a posição.”

Os desafios, segundo Armstrong, passam pela inflação crescente, que pressiona os custos para cima, o câmbio e a queda no preço das commodities exportadas pelo Brasil. Diante disso, o executivo espera recuperação efetiva apenas a partir de 2016.



Tags: Ford, Novo Ka, mercado, vendas, compacto.

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