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Caminhões terão queda anual próxima a 14%

Mercado | 04/12/2014 | 19h30

Caminhões terão queda anual próxima a 14%

Setor aguarda a redefinição do Finame e o programa de renovação de frota

MÁRIO CURCIO, AB

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) confirmou suas projeções mais recentes, em que o mercado de caminhões fechará o ano com cerca de 133 mil unidades e queda de quase 14%. Os ônibus chegarão a 27,5 mil, com retração de 16,5%.

- Veja aqui os dados da Anfavea

A entidade quer agora ver estabelecidas as novas regras do Finame/PSI: “A indefinição afeta toda a cadeia produtiva. A previsibilidade é essencial para o setor”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Luiz Carlos Gomes de Moraes. A entidade já negocia com a nova equipe econômica a prorrogação do programa (que termina esta semana) até março de 2015 com mesma taxa de 6% ao ano e 100% do bem financiável, para então regulamentar as novas taxas do próximo ano (leia aqui).

O volume de caminhões licenciados em novembro praticamente repetiu outubro, com 12,1 mil unidades. No acumulado do ano, porém, a queda é de 12% no confronto com os mesmos 11 meses de 2013. Os segmentos semileve e leve tiveram quedas mais acentuadas, respectivamente de 31,8% e 18,8%: “Esses caminhões sofreram com as restrições à circulação nos grandes centros, que fizeram os compradores optarem por veículos menores”, afirma o também vice-presidente da associação dos fabricantes, Marco Saltini.

Em relação aos caminhões pesados, em que a queda foi de 14,2%, o executivo aponta como motivos o menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a grandes renovações de frota em períodos recentes: “Muitos empresários substituíram seus caminhões havia pouco tempo e acabaram adiando uma nova troca.”

RENOVAÇÃO DE FROTA COMEÇA COM PILOTO

Durante entrevista coletiva, a direção da Anfavea mostrou-se confiante na adoção em breve de um programa de renovação de frota, que visa a tirar de circulação caminhões com mais de 30 anos. “Com segurança, digo que no início de 2015 o projeto piloto será lançado”, afirma o presidente da entidade, Luiz Moan.

Marco Saltini esclareceu: “Desde que se propôs o projeto, em novembro de 2013, houve a necessidade de fazer ajustes porque há dez entidades envolvidas. Uma das preocupações era a de existir algum fator que fugisse do controle, daí o projeto piloto, para testar na prática o se imaginou no papel”, diz Saltini. Ele acredita que o programa para valer também comece em 2015.

PRODUÇÃO

A produção de caminhões em novembro somou 11,8 mil unidades, resultando em queda de 5% ante outubro. No acumulado do ano, a retração chega a 24,2%. O segmento semileve foi o mais afetado e as 2.175 unidades fabricadas de janeiro a dezembro implicaram recuo de 43,4%.

EXPORTAÇÕES

Em novembro o Brasil enviou 1.560 caminhões ao exterior e registrou alta de 12,3% sobre outubro. No acumulado do ano, as 16,9 mil unidades embarcadas resultaram em queda de 26,7%. O segmento com maior volume exportado é o de pesados, em que os 6.240 caminhões resultaram em queda 31,4%.

ÔNIBUS

Os 2.340 ônibus licenciados em novembro implicaram retração de 18,8% ante outubro. No acumulado do ano foram 25,2 mil veículos, com queda 15,2%. A produção de janeiro a novembro teve 32,3 mil unidades, volume 15,9% menor que o de igual período de 2013. A montagem de modelos urbanos somou pouco mais de 26 mil unidades e registrou queda de 19,1%. Os modelos rodoviários fabricados no período somaram 6.262 unidades, resultando em discreta alta de 0,6%.

A exportação de 662 unidades em novembro resultou em alta de 12%, mas os 6.134 ônibus vendidos ao exterior nos 11 meses revelam queda de 30,5% em relação ao mesmo período de 2013. Quando analisados somente os modelos urbanos, a retração chega a 40,7%.



Tags: Caminhões, ônibus, Finame, Anfavea, Luiz Moan, Marco Saltini, Luiz Carlos Gomes de Moraes, renovação de frota.

Comentários

  • Feliciano JR

    Marco Saltini , caminhões semi leves e leves podem entrar na cidade sim , desde que o implemento e o veículos estejam na dimensão exigida pela legislação VUC . Os compradores de caminhões deste segmento que vc diz que migrou para veículos de categorias menores ... gostaria de saber qual categoria que migraram? e de quanto foi o aumento neste segmento menor ? Agradeço desde já Feliciano JR

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