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Sindicato pressiona e Mercedes-Benz mantém demissões
Trabalhadores decidem paralisar segundo turno na fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo

Trabalho | 22/01/2015 | 17h06

Sindicato pressiona e Mercedes-Benz mantém demissões

Trabalhadores da tarde protestaram com mais uma paralisação em São Bernardo

SUELI REIS, AB

Cerca de 3.300 metalúrgicos devem voltar ao trabalho na quinta-feira, 22, após uma paralisação decidida em assembleia com os trabalhadores da tarde na quarta-feira, 21, na fábrica de caminhões e ônibus da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo (SP). Segundo a montadora, o primeiro turno, que funciona das 7h45 às 17h, operou normalmente. De acordo com o sindicato, a parada foi mais uma manifestação contra a demissão de 160 funcionários da unidade, realizadas em dezembro passado e anunciadas no início deste mês (leia aqui).

O sindicato dos metalúrgicos do ABC tem organizado diversas paralisações ao longo do mês, desde que anunciadas as demissões: a primeira, que durou 24 horas, foi em 7 de janeiro, quando as linhas voltariam a funcionar após férias coletivas durante todo o mês de dezembro; no dia 9, após manifestação na porta da fábrica, representantes do sindicato e da Mercedes-Benz dialogaram sobre as demissões. Na ocasião, a empresa ofertou aos trabalhadores que não tiveram o contrato de trabalho renovados um extra de 5 a 7 salários, conforme o tempo de trabalho, mas não revogou as demissões.

Dos 160 demitidos, 100 deles aderiram ao programa de demissão voluntária (PDV), aberto pela empresa no período de 14 de novembro a 5 de dezembro. Os trabalhadores da planta de São Bernardo também cruzaram os braços no dia 12 de janeiro em uma passeata na rodovia Anchieta e Imigrantes, onde se encontraram com metalúrgicos da Volkswagen, que também havia anunciado a não renovação de contrato de 800 trabalhadores, mas voltou atrás após 11 dias de greve na unidade Anchieta (leia aqui).

Por meio de sua assessoria de imprensa, o sindicato dos metalúrgicos afirma que continuará aberto ao diálogo para tentar reverter a demissão dos 160 trabalhadores. Por sua vez, a Mercedes-Benz, também por meio da assessoria, informa que as demissões fazem parte das ações adotadas ao longo do ano passado para gerenciar o excesso de mão de obra e reforça que mantém estendido até 30 de abril o lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho) de 750 funcionários da planta de São Bernardo do Campo.



Tags: Mercedes-Benz, demissões, greve, paralisação, fábrica, São Bernardo do Campo.

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