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Comerciais | 29/01/2015 | 20h21

Volare lança miniônibus com foco em acessibilidade

Modelo Access inova segmento com piso baixo e suspensão 100% pneumática

SUELI REIS, AB

Atenta às exigências de acessibilidade na mobilidade urbana, a Volare, divisão fabricante de miniônibus da Marcopolo, se antecipa e apresenta ao mercado nacional o novo Access, modelo cuja principal característica é o piso baixo (low entry), que facilita o uso de rampas em substituição aos elevadores. Montado sob chassi Agrale, o ônibus traz novidades para o segmento, sendo a principal o motor traseiro, além de estrear a suspensão 100% pneumática em modelos da marca, com sistema de rebaixamento total do chassi.

Disponível nas opções urbana e escolar, as configurações variam de acordo com as versões, de 7,3 metros e 9 metros de comprimento: até 35 assentos mais o cobrador; 21 assentos e um box para pessoas com mobilidade reduzida (cadeirantes) ou 16 assentos e três boxes. Equipado com motor Cummins ISF 3.8, de 162 cv de potência, a caixa de transmissão Eaton é mecânica, com cinco velocidades e direção hidráulica, mas há planos para uma opção com câmbio automático Allison para a versão de 9 metros. De série, o modelo conta com ar-condicionado e novo formato de vidros que acompanham a altura dos bancos, tanto na área com piso baixo quanto naqueles localizados no piso elevado.

“A grande vantagem do Volare Access é o conforto e a rapidez para embarque e desembarque: em miniônibus convencionais equipados com elevador, a operação demora 4 minutos em média. Nos veículos com rampa, tanto embarque e desembarque, não passam de 16 segundos – e aqui estamos falando dos ônibus tradicionais e não miniônibus porque não havia modelos disponíveis nesta configuração até agora”, afirma Roberto Poloni, gerente responsável pela engenharia da Volare, citando dados de uma pesquisa da SPTrans, órgão que administra o transporte público em São Paulo.

O executivo conta que o desafio é maior em desenvolver piso baixo em veículos menores uma vez que os ônibus tradicionais se adaptam bem ao low entry e ao motor traseiro. “Costumo dizer que este projeto nasceu ao contrário, começamos pelo fim: primeiro pensando em como aproveitar o espaço, que é significativamente menor, atendendo as necessidades voltadas à acessibilidade e só depois, com a nossa parceira Agrale, adaptamos o chassi, motor e caixa de câmbio.”

Com início de produção marcado para o fim de fevereiro na unidade da Volare em Caxias do Sul (RS), Polini estima que o veículo será vendido na faixa dos R$ 270 mil: “Se adaptarmos com ar-condicionado e suspensão pneumática um miniônibus convencional, que custa em torno de R$ 220 mil, o preço final será equivalente ao do novo Access, que traz mais vantagens”, argumenta.

A empresa escolheu apresentar seu novo modelo primeiro a empresários das companhias responsáveis pelas operações de transporte público em São Paulo. Ele aposta no potencial do veículo a partir da nova exigência que prevê ar-condicionado em todos os ônibus novos que entrarem em operação a partir deste ano na cidade. “Por ora, a solução que encontramos é remanejar os veículos em estoque para outros municípios e trazer a novidade para cá a fim de homologá-la junto a SPTrans, responsável por determinar as configurações dos veículos que rodarão por aqui”.

A perspectiva da empresa também é positiva para o programa Caminho da Escola, voltado para zonas rurais e que deve ganhar extensão para áreas urbanas ainda este ano.

Assista a entrevista exclusiva de Roberto Poloni, gerente de engenharia da Volare:



Tags: Volare, miniônibus, piso baixo, Access, acesssibilidade, mobilidade urbana, Marcopolo, Roberto Poloni.

Comentários

  • darcy sabino pereira

    gostaria saber se o pisa baixo esta omologado pra lotacao e valor resposta o mais breve possivel

  • Daniel Girald

    O motor traseiro é a melhor solução para a maioria dos ônibus mesmo, apesar de alguns operadores ainda insistirem no motor dianteiro. E eu nem me refiro só à questão da acessibilidade, afinal mesmo num modelo com piso elevado seria possível aproveitar o espaço logo abaixo para a instalação de um bagageiro passante no caso de uma eventual versão destinada ao fretamento e transporte turístico.

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