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Indústria | 04/02/2015 | 12h50

FCA contrata 2 mil em Pernambuco e prepara rede Jeep

Fábrica começa a produzir o Renegade e deve ser inaugurada em abril

PEDRO KUTNEY, AB | De Atibaia (SP)

A fábrica de Goiana (PE), onde o Grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles) investe R$ 4,5 bilhões, começou em janeiro a produzir os primeiros Jeep Renegade pré-série, para ajuste de processos, e já tem cerca de 2 mil empregados. “Mil já estão contratados e outros mil estão na fila para entrar em breve na linha de produção”, revelou Cledorvino Belini, presidente da FCA América Latina. Segundo ele, a inauguração oficial da planta deve ocorrer em abril, por dificuldades na conciliação de agendas dos principais convidados para o evento, incluindo o CEO Sergio Marchionne e a presidente da República, Dilma Rousseff.

A maior parte dos empregados contratados são da região de Goiana, das cidades vizinhas localizadas na fronteira entre Pernambuco e a Paraíba. Muitos estão migrando do ambiente rural para o industrial, pois vêm do trabalho nas plantações de cana-de-açúcar. “Ficamos impressionados com o comprometimento dos ex-cortadores de cana em aprender os processos de montagem de um veículo”, diz Belini.

Para formação de engenheiros, o governo de Pernambuco firmou convênio entre as universidades estadual e federal para que o quarto ano do curso seja vinculado com bolsa de estudo na Politécnica de Turim, cidade sede da Fiat na Itália. De 10 a 20 estudantes vão todos os anos para lá e, quando voltam, podem ser aproveitados nos quadros de engenharia da FCA, que também investe em um centro de desenvolvimento em Recife.

Quando estiver a pleno vapor, produzindo 250 mil unidades/ano, a fábrica da FCA deverá empregar 4,5 mil pessoas, mas este número sobe para 9 mil quando somados os fornecedores que já estão instalados ou vão se instalar no parque industrial de Goiana para suprir a linha de montagem.

Belini confirmou que, inicialmente, cerca de 40% dos componentes utilizados pela fábrica já serão fornecidos pelas 18 empresas que se instalaram no parque de fornecedores. Mas o primeiro carro feito em Goiana, o Jeep Renegade, já nasce com 70% de índice de nacionalização. Os motores flex serão produzidos nas plantas da FCA, mas o diesel virá importado da Itália.

A fábrica pernambucana tem alto potencial exportador. De início, será responsável por fornecer o Jeep para toda a América Latina. Na Itália, onde o Renegade já é fabricado, existe fila de espera de seis meses pelo carro, mas o custo de produção no Brasil, segundo avalia Belini, ainda não é competitivo para vender o Jeep brasileiro na Europa. “Mas deverá ser, acredito que o câmbio deverá passar um pouco de R$ 3 (por dólar) este ano e aí começamos a ficar competitivos, mas eu preferia R$ 4”, diz o executivo.

REDE JEEP

Enquanto começa a produzir o Renegade em Goiana, a FCA já tem traçada a estratégia para a rede Jeep. Hoje existem pouco mais de 40 concessionárias no País que vendem veículos Chrysler, Dodge e Jeep. Elas vão continuar vendendo todas as marcas do antigo Grupo Chrysler, mas outras 80 lojas serão abertas apenas para vender a linha Jeep, que assim iniciará as vendas do Renegade no mercado brasileiro em cerca de 120 pontos, número bastante competitivo. Mas a meta é chegar a 200 concessionárias até o próximo ano, o que dará à marca potencial de vendas equiparável ao dos maiores fabricantes no Brasil.

Boa parte das novas lojas Jeep é de concessionários Fiat, que participaram de licitação para vender os produtos de outra marca do grupo em concessionárias paralelas, que devem obrigatoriamente ter área de exposição e oficina separadas. Segundo Belini, essa foi a fórmula encontrada para valorizar a Jeep e preservar a rentabilidade da rede. “Para vender todas as marcas Chrysler seria necessário espaço maior e investimento também maior”, explica.



Tags: FCA, Fiat, Chrysler, Jeep, Renegade, Belini, Pernambuco, Goiana, investimento, fábrica, rede, concessionários.

Comentários

  • Gelsir Domingos Giansella

    O Grupo Fiat já tem tradição no Brasil, de investidor arrojado. O exemplo de sucesso foi o de Betim-MG, que tornou a Fiat campeã de venda no Brasil, já por 12 anos consecutivos. Este novo projeto, acredito que terá êxito semelhante, inclusive para consolidar a marca Chrysler no Brasil. Com o investimento projetado quando o ciclo do setor era de grande demanda, a Fiat, acertadamente, aposta no médio e longo prazo. Sou usuário dos carros Fiat a muito tempo e acredito no sucesso deste grande empreendimento.

  • jose luciano monteiro mendonça

    eu jose luciano gostaria de fazer desta grande familia que e a jeep

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