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Tecnologia | 24/02/2015 | 18h17

Toyota mostra processo produtivo do Mirai

Pedidos no primeiro mês superam capacidade anual da linha de montagem

REDAÇÃO AB

A Toyota realizou cerimônia em sua fábrica japonesa de Motomachi para mostrar a produção do Mirai, primeiro veículo movido a hidrogênio fabricado em escala comercial. O automóvel híbrido combina motor elétrico e célula combustível a hidrogênio. Por isso emite apenas água ou vapor de água pela válvula de escape.

Neste ano, Motomachi deve montar cerca de 700 unidades, o que corresponde a uma média diária de três veículos. No primeiro mês de vendas no Japão, em janeiro, a Toyota recebeu mais de 1,5 mil pedidos de compra do carro. Por causa dessa demanda, a empresa aumentará a produção do carro para 2 mil unidades por ano em 2016 e para cerca de 3 mil em 2017.

No início do ano a montadora autorizou o uso livre de royalties de aproximadamente 5,6 mil das licenças de patentes relacionadas ao seu modelo movido a hidrogênio, incluindo pedidos pendentes que detém de forma não consolidada. A iniciativa prioriza o estímulo ao uso massivo de veículos com célula combustível a hidrogênio, em fase de introdução em escala global. Enquanto isso, empresas de energia iniciam a expansão da infraestrutura das estações de hidrogênio.

O uso livre de royalties das licenças de patentes do Mirai pela Toyota deve permanecer durante o período de introdução desta tecnologia no mercado, o que deve ocorrer até meados de 2020. Na decisão da Toyota estão incluídas patentes essenciais para o desenvolvimento e produção de veículos equipados com célula combustível a hidrogênio, tais como as células (quase 2 mil patentes), tanques de hidrogênio de alta pressão (290 patentes) e tecnologia de controle de sistema de célula combustível (3,3 mil patentes).

COMO FUNCIONA O MIRAI

O Mirai tem um motor elétrico, uma bateria, dois tanques de hidrogênio de alta pressão, um conversor elevador de tensão, uma central de comando e a célula combustível a hidrogênio, mais uma estação localizada no centro do assoalho do veículo. É dentro dessa estação que ocorre a reação química para colocar o Mirai em movimento.

O veículo capta o oxigênio da atmosfera pela entrada de ar frontal e o leva até esta estação, para onde o hidrogênio contido nos dois tanques também é direcionado. Dentro dela a célula combustível divide o hidrogênio em duas moléculas, gerando uma carga elétrica. Ao mesmo tempo, o oxigênio se une às células de hidrogênio, formando água.

A energia elétrica é direcionada ao conversor, que alimenta o motor do Mirai, e a água é expelida pela válvula de escape. O motor também é alimentado diretamente pela bateria, recarregada por energia cinética gerada pela desaceleração e frenagem do automóvel.

Assista ao vídeo da linha de montagem



Tags: Toyota, Motomachi, Mirai, hidrogênio, híbrido, célula combustível.

Comentários

  • João Paulo Brito Serra

    Senhores, uma coisa maravilhosa, parece um sonho.Vi e apreciei linha de montagem, acabamento final, inspeção. tudo tem um fluxo invejável. com tecnologia de ponta em todas as operações. Infelizmente, por razões econômicas e políticas, o mundo continua com esse motor de combustão interna, obsoleto, sujo, poluente e de rendimento baixíssimo, cheio de peças móveis e velho, com mais de 100 anos. Pela complexidade do veículo, a produção é ainda baixa, mas acredito que o Toyota logo possa aumentá-la para tornar o carro mais acessível. Quando será que poderemos sonhar com uma maravilha dessas por aqui. Deixo aqui meus parabéns a todos que tornaram possível esse veículo de sonho em realidade.

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