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Argentina e México sinalizam livre comércio

Legislação | 12/03/2015 | 19h38

Argentina e México sinalizam livre comércio

Com fim das negociações, anunciarão bases de novo acordo nos próximos dias

REDAÇÃO AB

Terminou na quarta-feira, 11, a última das duas reuniões dos representantes dos governos de Argentina e México para tratar sobre as importações de veículos entre os dois países. Em comunicado conjunto divulgado pelo Ministério da Indústria argentina e a Secretaria de Economia mexicana, as duas nações concordaram em modificar o Acordo de Complementação Econômica (ACE 55), que dita as diretrizes sobre o comércio bilateral e sinalizam a retomada ao livre comércio, encerrado em 2012 para dar lugar ao sistema de cotas de importação.

“As partes acordaram as bases para modificar o ACE 55 e manter o fluxo de comércio bilateral livre de parcelas para o segmento automotivo, mediante um esquema de capacidades e de intercâmbio compensado”, informa a nota, sem deixar claro como se dará o livre comércio e se há ressalvas para a importação de autopeças.

Ainda segundo o comunicado, as novas bases referentes ao livre comércio serão apresentadas nos próximos dias pela ministra da Indústria argentina, Débora Giorgi, e pelo secretário da Economia do México, Ildefonso Guajardo. Também participaram das reuniões, realizadas nos dias 10 e 11, em Buenos Aires, o secretário de planejamento industrial do Ministério da Indústria Argentina, Horacio Cepeda, e o subsecretário do Comércio Exterior da Secretaria de Economia do México, Francisco de Rosenzweig.

Mesmo sem os detalhes das tratativas, o acordo entre Argentina e México aparenta ser bastante diferente do aprovado entre Brasil e México, que prevê novos limites dentro do sistema de cotas de importação pelos próximos quatro anos e que parte de US$ 1,56 bilhão (leia aqui).

COTAS

Após verificar importante déficit da balança comercial com o México em 2011 e a exemplo do Brasil, a Argentina também decidiu pelo sistema de cotas de importação de veículos fabricados no México: em 2012, os dois países haviam concordado com o limite de US$ 600 milhões sem a incidência do imposto de importação de 35%, fixado pelo governo argentino naquele mesmo ano e pelos próximos três anos, portanto, até 2015 (leia aqui).



Tags: Comércio bilateral, livre comércio, ACE 55, importações, Argentina, México, cotas.

Comentários

  • João Carlos Matheus

    Há que se estabelecer com maior clareza as "bases" deste acordo, considerando os riscos inerentes à diferença de competitividade entre as partes! (Será que a Argentina manteria o acordo quando houvesse um indício desfavorável? Este "acordo bilateral" provocaria algum impacto às exportações brasileiras aos dois países?).

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