Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias
Jeep Renegade chega completo e caro
O Jeep Renegade Trailhawk: versão topo de linha tem motor 2.0 turbodiesel, tração 4x4 e câmbio automático de nove marchas

Lançamentos | 24/03/2015 | 02h50

Jeep Renegade chega completo e caro

Versão 1.8 flex começa em R$ 70 mil, diesel 2.0 4x4 parte de R$ 100 mil

PEDRO KUTNEY, AB | Do Rio de Janeiro (RJ)

“Queremos liderar o segmento de SUVs no País.” Assim Sérgio Ferreira, diretor geral da Jeep América Latina, define a ambição da marca com seu primeiro produto fabricado no Brasil, o utilitário esportivo compacto Renegade, que começou a ser produzido em série este mês em Goiana, Pernambuco, na primeira fábrica do grupo FCA construída após a fusão da Fiat com a Chrysler. Embora não revele o volume esperado, para ser o número um dessa faixa do mercado brasileiro será necessário vender mais de 50 mil unidades/ano, já que o líder Ford EcoSport vendeu 54 mil em 2014. O carro estará à venda nas 120 concessionárias Jeep (serão 200 até o fim de 2015) a partir de abril, mas já tem 25 mil interessados inscritos no site da empresa. “Isso demonstra todo o interesse real que o Renegade gerou no público brasileiro desde sua primeira exibição, no Salão do Automóvel de São Paulo (em outubro passado), e nos deixa confiantes em um bom desempenho”, afirma Ferreira.

Assim como seus concorrentes, o Renegade vai transitar em faixa superior de renda, onde o mercado parece ter sido menos afetado pela redução da demanda, e por isso mesmo os fabricantes pesam a mão nos preços. A versão de entrada Sport começa em R$ 69,9 mil, equipada com motor flex 1.8 de 132 cavalos (usando etanol) e câmbio manual, e chega a R$ 116,9 mil no topo de linha Trailhawk que tem motor 2.0 turbodiesel de 170 cavalos, tração 4x4 e transmissão automática de nove velocidades. Contudo, incluindo alguns opcionais como teto solar, monitor de pressão dos pneus, airbags laterais, cortina e joelhos, tomada de 127 volts, sensor de ponto cego e sistema de estacionamento automático, o valor passa fácil de R$ 120 mil. Para junho está prometida uma versão de entrada mais barata, por R$ 66,9 mil.

O Renegade será vendido em três versões de acabamento, Sport, Longitude e Trailhawk, com duas opções de motorização para todas elas, 1.8 flex ou 2.0 diesel, além de três tipos de transmissões: manual de cinco marchas e automática de seis ou nove. A expectativa é que 22% das vendas sejam das versões diesel 4x4 e os 78% restantes serão de 1.8 4x2. “Baseamos essa projeção no interesse demonstrado pelas pessoas que viram o carro no Salão do Automóvel e se inscreveram como interessados na compra”, diz Ferreira. Usando a mesma base de dados, estima-se que a versão mais vendida seja a intermediária Longitude 1.8 flex. Veja abaixo os preços sugeridos de todas as opções:

Sport 1.8 Flex manual: R$ 69.900
Sport 1.8 Flex automática 6: R$ 75.900
Sport 2.0 Turbodiesel automática 9: R$ 99.900
Longitude 1.8 Flex automática 6: R$ 80.900
Longitude 2.0 Turbodiesel automática 9: R$ 109.900
Trailhawk 2.0 Turbodiesel automática 9: R$ 116.900

COMPLETO

O Renegade cobra seu preço, mas é bastante completo desde a versão mais simples. O acabamento interno está acima da média indigente nacional: painel e portas têm revestimentos emborrachados, suaves ao toque, e o volante é revestido em couro sintético. Todas as opções vêm de série com sistema de som, ar-condicionado, acionamento elétrico de vidros, faróis de xênon, freio de estacionamento eletrônico, travas e retrovisores e direção elétrica. Além dos airbags frontais e freios com ABS obrigatórios por lei, o Jeep também traz de fábrica o sistema eletrônico de controle de estabilidade e tração ESC.

A versão diesel promete ser a mais potente e econômica do mercado. Os 170 cavalos do motor turbinado, importado da Itália, empurram o Renegade de 0 a 100 km/h em menos de 10 segundos, chegando à máxima de 190 km/h. O câmbio automático de nove marchas ajuda bastante na economia, fazendo o motor girar a apenas 1.000 rpm a 120 km/h, ou seja, quase como se estivesse em ponto-morto. Com isso, o carro oferece a maior autonomia de sua categoria, cerca de 900 km.

O Renegade 4x4 também promete a maior capacidade fora-de-estrada entre seus concorrentes, com o sistema Jeep Select-Terrain já presente em seus irmãos maiores, como o Cherokee, que tem quatro opções de tracionamento nas quatro rodas, dependendo do tipo de terreno: automática, lama, areia, neve e pedras.

A versão 1.8 flex usa o motor E.TorQ da Fiat fabricado em Campo Largo (PR), que passou por algumas modificações para garantir mais torque (em torno de 18 kgfm, com 90% disponíveis a partir de 1.500 mil rpm) e por isso ganhou a terminologia E.torQ Evo. A potência de 132 cavalos, contudo, permaneceu a mesma.

O sistema multimídia, que integra som com seis alto-falantes, navegação GPS, comando por voz e conexão com celular, está disponível como opcional na versão Sport e vem de série nas demais. Opcionalmente, no Renegade Longitude e Trailhawk é possível trocar a tela tátil de 5 polegadas por outra maior, de 6,5 polegadas. Nas duas versões mais caras também pode-se instalar o sistema de áudio Beats, da Apple, com nove falantes e potência de 506 watts. Existem, ao todo, 60 combinações de opcionais e 71 acessórios.

O Renegade tem três anos de garantia com assistência 24 horas e carro reserva incluídos por todo o período. No caso da motorização flex, o intervalo das revisões foi aumentado e ocorre a cada 12 mil quilômetros ou um ano, e a cada 20 mil quilômetros para as versões diesel.

O Jeep Renegade tem qualidade para disputar o cada vez mais populoso segmento de SUVs compactos no Brasil. Não se sabe o quanto esse mercado pode ser elástico para acomodar todos que querem uma fatia dele. O certo é que clientes terão de vir de outras preferências para sustentar tamanha ambição de vendas dos competidores que estão chegando à mesma faixa de areia. Ferreira estima que apenas metade dos compradores do Renegade virão de SUVs e que 50% serão consumidores de outros segmentos, como sedãs e hatches médios.



Tags: Jeep, Renegade, lançamento, preços, FCA, Fiat, Chrysler.

Comentários

  • gilmar

    nesse preço dificil.... ja perde para seus concorrentes

  • Fabrício

    Qual o valor dos pacotes de opcionais?

  • Francisco

    Para mim, o Renegade se torna muito interessante por oferecer a opção do motor diesel. Para quem busca um verdadeiro fora de estrada ele reina sozinho. Andei no HRV. Um carro maravilhoso, com toda a tradição de qualidade da Honda. Decepcionante é a altura livre do solo. Muito baixo para quem se nomeia um SUV. Acho que a Honda vai perder muitos clientes por conta disso. Eu provavelmente estou desistindo do HRV por conta disso. Resta conferir o Jeep...

  • ezequiel

    Achei o Renegade versão sport um bom carro com design interior 5.5 nível de ruido baixíssimo, bom espaço interior, boa posição para dirigir o veículo, tem um para-brisa com visão ampla, masssss acredito que pecou um pouco na questão de potencia, ao fazer teste drive observei que demora muito o desempenho e isso ira fazer falta no caso de uma ultrapassagem onde o veiculo que ja possui o peso de 1393 kg e seu peso será ainda maior quando estiver com 5 pessoas e com bagagens. Isso faz muito diferenço na aquisição. Outro ponto é consumo achei um pouco elevado conforme a propria jeep trouxe , pois com o peso extra no veiculo esse consumo sera ainda maior.

  • Léo

    Pilotei o Renegade top e me impressionei com seu desempenho, tanto é que fiz reserva de um na versão trailhawk, contudo, me causou espécie a condição imposta pela montadora em cobrar por fora certos equipamentos, que, pelo preço considerado astronômico para o que oferece, deveriam ser de série, exceto teto solar.

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

AB Inteligência