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Duster segue como SUV brasileiro mais barato

Lançamentos | 30/03/2015 | 20h30

Duster segue como SUV brasileiro mais barato

Renault melhora o carro e mantém preços abaixo da concorrência nacional
VICTOR FRANÇOIS, AB | de Campinas (SP)

Atualizado em 31/03/2015 às 15h09

O Novo Duster passou por uma repaginação visual e, de roupa nova, vem para enfrentar a concorrência pesada que chegou recentemente ao Brasil, como os SUVs compactos Jeep Renegade, Honda HR-V e o Peugeot 2008, além do já estabelecido arquirrival Ford Ecosport, todos fabricados no país. O utilitário esportivo da Renault aliou as qualidades que já tinha, como o amplo espaço interno e preços mais baixos do que os competidores do segmento e ganhou novas armas, como melhoria do acabamento interno e modernização exterior nesse facelift.

Seus principais concorrentes hoje custam a partir de R$ 66,2 mil (EcoSport) e chegam a R$ 116,8 mil (Renegade). A diferença de preço em todas as versões do Duster é de praticamente mil reais a menos em relação ao modelo antigo, segundo o diretor de marketing da companhia, Bruno Hohmann, porém a versão mais barata da antiga geração, que custava R$ 59,6 mil (segundo tabela do Datafolha) e que sequer tinha nome, não foi apresentada. A nova versão de entrada, que agora começa em R$ 62.990 é mil reais mais em conta do que os R$ 63.990 do modelo antigo equivalente. A versão topo vai até R$ 78.490. É importante destacar que o Duster é o mais barato entre os modelos do segmento fabricados no Brasil. Há algumas opções mais em conta, como os importados Chery Tiggo e Lifan X60 , que partem de R$ 54.990 e R$ 59.990, respectivamente.

O Duster continua inconfundível por fora e sua identidade visual segue sendo a de um SUV bruto com linhas rígidas, que na versão 2016 foram ligeiramente suavizadas com os para-choques dianteiro e traseiro redesenhados, hack de teto, novo conjunto óptico com faróis dianteiros reestilizados e com máscara negra, além de lanternas traseiras em LED e com nova disposição de iluminação. O veículo também tem novas rodas, de 16 polegadas na versão de entrada, e a versão topo de linha é equipada com aro 16” de liga leve com detalhes em cinza escuro.

Agora, com a nova identidade visual da Renault já apresentada no Sandero e Logan, o Duster traz na grade frontal redesenhada o logo da marca redimensionado para maior, também majorado na tampa traseira.

Internamente o modelo foi aprimorado e deixou para trás o ar espartano, com excesso de plásticos rígidos e parafusos aparentes. É perceptível o esforço da Renault em melhorar a sensação dentro do carro. Agora mais agradável aos olhos e ao toque, apesar de ainda ter plásticos duros, o Duster parece ter passado no shopping para renovar seus aparatos. Com destaque no console central, a tela sensível ao toque de sete polegadas abriga o novo Media Nav Evolution, que fornece informações do trânsito em tempo real, acesso a redes sociais e outras funções como temperatura externa, eco-coaching e eco-scoring. O dispositivo vem de série para todos os modelos Dynamique e para o Duster Expression ele não está disponível nem como opcional. O carro continua contando com itens clássicos da Renault, como o comando satélite de rádio atrás do volante, e este, nas versões superiores, é multifuncional, com opções de piloto automático e limitador de velocidade e velocidade cruzeiro.

O propulsor do Duster apresenta novidades e na versão 2.0 ganhou 6 cv, agora com 148 cv a 5.750 rpm quando abastecido com etanol e 143 cv a 5.750 rpm rodando com gasolina. Já o motor 1.6 manteve os 110 e 115 cavalos da versão anterior, a gasolina e etanol, respectivamente. A melhoria foi no ganho de 1 kgfm de torque em baixa rotação, passando para 14,6 kgfm a 2.500 rpm, quando abastecido com etanol, e ganho de 0,5 kgfm de torque em baixa rotação, passando para 14,1 kgfm a 2.500 rpm quando abastecido com gasolina.

Segundo o diretor de marketing da companhia, Bruno Hohmann, a rede de concessionárias de São Paulo recebe o carro na primeira semana de abril e o resto do país terá o modelo até o final do mês.

TESTAMOS

Automotive Business teve a oportunidade de dirigir a versão intermediária Dynamique, com motor 2.0 e câmbio manual de seis marchas. Apesar de o modelo dirigido contar com tração 4x2, o Duster apresentou comportamento satisfatório em estrada de terra seca e sem grandes obstáculos, mostrando-se uma boa opção de compra para o motorista que deseja um carro forte a um preço menor - e que agora apresenta melhorias internas em conforto e navegabilidade da central multimídia.

Outro ponto melhorado é o isolamento acústico, com quase ausência de ruídos externos no interior da cabine, mesmo quando conduzido em alta velocidade: ouve-se apenas um ronco suave do motor, diferentemente da versão anterior, em que o som do rolamento dos pneus e outros barulhos podiam ser notados.

Já um ponto negativo fica com o controle elétrico dos retrovisores, localizado entre o câmbio e a alavanca do freio, local de difícil manuseio e nada intuitivo para quem nunca teve um Renault. Vale lembrar que a francesa já corrigiu esse problema no Sandero, porém a marca ainda se esquece dos clientes do Duster.

VERSÕES E PREÇOS:

Expression 1.6 manual 5 marchas – R$ 62.990
Dynamique 1.6 manual 5 marchas – R$ 67.990
Dynamique 2.0 manual 6 marchas – R$ 72.990
Dynamique 2.0 automático 4 marchas – R$ 75.990
Dynamique 2.0 4x4 manual 6 marchas – R$ 78.490,00


Tags: Duster, Novo Duster, Renault, HR-V, Ecosport, Honda, Ford, Jeep, Renegade, SUV.

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