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Maiores montadoras perdem mercado no 1º trimestre

Mercado | 02/04/2015 | 21h40

Maiores montadoras perdem mercado no 1º trimestre

Fiat, GM e VW cederam participação a Hyundai, Toyota e Honda

GIOVANNA RIATO, AB

O início de 2015 mostrou nova dinâmica no mercado brasileiro de veículos, com vendas menos concentradas nas três maiores montadoras: Fiat, General Motors e Volkswagen. Enquanto as vendas totais de modelos leves caíram 16,2% de janeiro a março, para 684,6 mil veículos, estas fabricantes reduziram seus negócios em proporção maior. Quem mais perdeu participação foi a Fiat, que entregou 3,1 pontos porcentuais no primeiro trimestre do ano.

A líder de mercado vendeu 126,1 mil carros no início de 2015. Apesar de ter garantido que o Palio e a Strada ocupassem o topo do ranking de vendas, em primeira e terceira colocação, respectivamente, o número de emplacamentos da marca diminuiu 27,8%. Com isso, a Fiat deteve 19,4% de market share.

A General Motors teve perda menor, de 0,4 p.p., para 17,2%. Ainda assim, a redução do volume de vendas foi grande, da ordem de 18,2%, para 111,9 mil veículos. Mesmo com números negativos, a companhia conseguiu manter o Chevrolet Onix na vice-liderança do ranking nacional. Outra conquista foi garantir novamente a segunda posição entre as principais montadoras do Brasil em volume de licenciamentos, conquista alcançada em 2014.

A Volkswagen permanece sem reação para reverter seu movimento de queda no mercado e registrou nova perda de market share, de 1,2 ponto porcentual, para 16,2%. A empresa reduziu em 22,2% suas vendas até março, para 105,3 mil veículos. Sem o Gol Geração 4, a companhia sequer consegue sustentar presença consistente entre os carros mais vendidos do Brasil. O único modelo da marca que aparece entre os cinco mais emplacados é o Fox, na quinta colocação considerando todas as configurações: Fox e CrossFox. Enquanto isso o Gol desceu para a sétima posição e o Up! para a 11ª (leia aqui).

Já a Ford parece colher os frutos da renovação do Ka, que foi o sexto carro mais vendido do País, com 22,8 mil licenciamentos. A companhia teve queda de apenas 4,2% nas vendas - porcentual bem inferior ao do mercado total - para 67,3 mil unidades. Com isso houve ganho de 1,3 p.p. de participação, para 10,4% do total vendido localmente entre janeiro e março.

Um compacto de entrada também foi o impulso para a Hyundai. Com a boa demanda pelo HB20 a companhia superou a Renault e subiu para o posto de quinta maior no ranking brasileiro. Foram entregues 48,4 mil carros da marca no Brasil ao longo do primeiro trimestre. O volume é 5% menor do que o registrado há um ano, mas ainda assim garantiu que a companhia abocanhasse 0,8 p.p. de participação de mercado.

A Renault, sexta marca que mais vendeu no Brasil no início de 2015, manteve market share estável em 6,7%. Foram licenciados 43,9 mil carros, com queda de 15,1% sobre o início de 2014. Apesar de a performance não ter sido negativa, a companhia terá de recorrer a estratégias mais agressiva se quiser recuperar o posto que foi tomado pela Hyundai.

JAPONESAS AVANÇAM

Entre as 10 principais marcas, apenas as japonesas Toyota, Honda e Nissan conseguiram ampliar o volume de vendas na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. A demanda por modelos da Toyota aumentou 12,4%, para 41 mil unidades, puxada pelo compacto Etios. A alta é expressiva principalmente diante da conjuntura de queda dos emplacamentos. O volume garantiu que a marca aumentasse em 1,6 ponto porcentual sua presença no Brasil, para 6,7%.

A Honda também registrou alta importante, de 12,4%, para 32,8 mil unidades. A evolução da marca é ainda mais impressionante pela falta de um modelo popular com preço competitivo. Apesar de ter renovado sua linha de produtos recentemente, o carro mais acessível da fabricante ainda é o Fit, que parte de cerca de R$ 50 mil. Mesmo assim o market share da companhia avançou 1,3 p.p., chegando a 5%. A tendência é que este fortalecimento se intensifique ainda mais nos próximos meses, como efeito do lançamento do utilitário esportivo HR-V, que começa a ser vendido em abril.

A Nissan completa o trio de marcas japonesas que expandiram suas vendas. Foram 15 mil carros emplacados, 3,4% a mais do que no começo do ano passado. Os negócios ganharam impulso com o New March, versão do compacto fabricada em Resende (RJ). O carro convive com a geração anterior do modelo, que deixou de ser importada do México para também ser feita no Brasil. A empresa alcançou 2,3% de participação no mercado nacional, com leve expansão de 0,4 ponto porcentual.

A Mitsubishi fecha o ranking das 10 principais marcas, com 11,4 mil carros emplacados. A companhia acompanhou o movimento do mercado e teve redução de 16,2% nos negócios. Com isso sua presença nas vendas do País permaneceu estável em 1,7%.

Enquanto as fabricantes japonesas prosperam, as francesas do grupo PSA seguem perdendo espaço no Brasil. A Citroën entregou apenas 8,5 mil carros no primeiro trimestre, resultado que mostra significativa redução de 46,7% sobre o início de 2014. O market share da marca encolheu mais um pouco e chegou a 1,3%. A Peugeot teve queda equivalente, de 44,6%, para 6,7 mil carros. A presença da companhia no País caiu para 1%.



Tags: vendas, ranking, mercado, Fiat, GM, VW.

Comentários

  • Weber de Souza

    As quedas nas vendas que vem acontecendo é normal devido o mercado está retraído. Porem as montadoras ficam esperando apenas o governo fazer sua parte e não reduzem os preços, e continuam vendendo carros com preços e lucros absurdos.

  • Feliciano JR

    Expliquem para o amigo Weber que a carga tributária no país é altíssima , não tem como as montadoras apenas reduzirem o valor dos veículos ! Uma excelente semana a todos !

  • Gilmar Silva

    O tempo é o senhor da razão. A onipotência da Volkswagen, que apesar de ter em seus carros um bom conjunto mecânico no geral, parou no tempo, fixando uma política de preços altos para seus veículos de designer ultrapassados, pobre de acessórios e acabamento duvidoso. Dá desânimo entrar numa concessionária VW, falta de atenção e pouco caso com o cliente. A Ford que se cuide, pois apesar de ter renovado sua linha de veículos, está puxando muito nos preços, exemplo do Novo Focus e New Fiesta. GM está com política comercial estranha para o momento econômico do país, as concessionárias estão fixando preços para os veículos de entrada acima do preço de tabela da montadora. Assim as novas montadoras vão lentamente ganhando espaço no mercado. A Nissan, tb é estranha, não reduz o preço dos veículos nem R$ 1.000,00 na negociação. Enfim o cliente mudou, se as montadoras tradicionais não mudarem suas políticas, assistiremos uma dança das cadeiras no médio prazo.

  • Gilmar Silva

    A Toyota com tradição pela qualidade de seus veículos, também vem pagando o seu "Mico" com a pobreza de acabamento, designer duvidoso, e preço fora de faixa, do Etios. O Consumidor não aceita mais carroças do passado a preço exorbitante. O exemplo da VW está aí para provar.

  • Luiz Leite

    Na realidade essa é uma pedra sendo cantada desde o pós Segunda Guerra e essa história se confunde com a da gestão da qualidade, não tem nada a ver com o momento atual. Simplesmente o Japão procurou dar mais atenção à Gestão da Qualidade, PDCA etc, que os EUA. O resultado está nos ganhos de produtividade das empresas japonesas e aumento do próprio market share das empresas na casa do concorrente, vejam essa matéria de 2011 e como o cruzamento do gráfico se daria por esses anos. Os americanos parecem não terem prestado atenção ao movimento (algo apontado na década de 80, inclusive, pelo filme Fábrica de Loucuras). Assim, tirando a perspectiva de uma quebra de paradigma como o Google Car que pode mudar todo o cenário, acredito ser um caminho sem volta o domínio das japonesas sobre as americanas. Segue link:http://mydatamine.blogspot.com.br/2011/01/us-auto-market-usa-vs-japan-since-wwii.html Abraços!

  • LUCIANO

    Realmente atravessamos um momento muito ruim no mercado de veículos novos, as montadoras ainda fixa preços altos em seus produtos, este critério usado não irá resolver a situação atual. Contudo se as montadores pressionar o governo que ai esta, diga-se de passagem tem conhecimento a fundo de como funciona as montadoras (sindicalista no ABC paulista) na redução da carga tributária sobre os veículos aqui produzidos teremos preços mais justos, contra partida as concessionarias devem esta preparadas para comercialização desses produtos na integra, pois apenas vender, tirar pedido não da mais. Terá que vender produto e benefícios aos consumidores, para que os mesmos saiba o que estão comprado, devido ao uso e conservação do mesmo. Em relação aos designer dos veículos quem tiver o melhor produto irá vender mais, sendo assim o consumidor saíra lucrando.

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