Automotive Business
  
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

AB | 07/04/2015 | 11h55

Pesquisa revela extensão da crise na indústria automobilística

Participantes do Fórum da Indústria Automobilística contrariaram MDIC

REDAÇÃO AB

Os participantes do VI Fórum da Indústria Automobilística, realizado na segunda-feira, 6 de abril, no Golden Hall do WTC, em São Paulo, demonstraram opinião contrária à do ministro Armando Monteiro, do MDIC, que recentemente garantiu não haver crise no setor automotivo. “É algo que passa longe”, disse ele. Para 62,3% da plateia do evento, no entanto, o setor vive uma crise intensa, como apontou uma pesquisa eletrônica em tempo real. Outros 36,8% opinaram que a crise existe, mas é moderada. E apenas 0,9% responderam que não há crise.

Somente 5,6% do auditório disseram que a retomada dos negócios ocorrerá a partir do segundo semestre, enquanto 38,3% acreditaram que o cenário vai melhorar em 2016 e outros 45,6% apostaram em um avanço apenas em 2017. Para 10,6%, a retomada chegará depois de 2017.

A pesquisa revelou que a desvalorização do real foi desfavorável para as empresas de 62% dos participantes do fórum, contra 24,6% que admitiram efeito favorável e 13,4% que afirmaram que a variação cambial não trouxe efeitos positivos ou negativos. Para 76,2% dos presentes, a inflação de 2015 ficará entre 6% e 9%, enquanto outros 20,8% acreditam que a variação estará acima de 9%.

Na questão sobre o volume de vendas de veículos em 2015, a maioria da plateia (54,2%) apostou em um patamar entre 2,8 e 3,0 milhões de unidades; outros 38,6% disseram que serão comercializados menos de 2,8 milhões de unidades e 6,9% que as vendas vão superar 3 milhões de unidades.

No que diz respeito ao segmento de autopeças, a pesquisa revelou que o excesso de tributos na cadeia de produção é o principal problema enfrentado. Vieram a seguir as margens reduzidas nos fornecimentos (20,6%), custos crescentes de mão de obra (10,9%), preço elevado dos insumos (8,9%) e dificuldade de acesso a inovação e tecnologia (8,6%).

No entender de 49,8% da plateia, a ociosidade nas fábricas ficará delimitada entre 20% e 40%; disseram que o índice estará acima de 40% outros 29,8% e que será inferior a 20% um contingente de 20,4%.

O setor de autopeças tem fôlego mas não vai investir, segundo 44,9% dos participantes do fórum. “As empresas só fazem aportes quando têm segurança de receber encomendas”, ponderou Paulo Butori, presidente do Sindipeças, que participou do fórum. Outros 27,4% responderam que o setor tem fôlego para níveis mais elevados de produção e 27,7% apontaram que o setor não tem fôlego e não investirá.

O VI Fórum da Indústria Automobilística registrou cerca de 900 participantes.



Tags: Fórum da Indústria Automobilística, Sindipeças, autopeças, vendas de veículos.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência