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Metalúrgicos entram em greve na Mercedes
Sete mil trabalhadores decidiram pela greve

Trabalho | 22/04/2015 | 10h52

Metalúrgicos entram em greve na Mercedes

Decisão foi tomada em assembleia como protesto às 500 demissões

REDAÇÃO AB

Os metalúrgicos da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo (SP) iniciaram na quarta-feira, 22, uma greve em protesto contra o anúncio da demissão de 500 de 750 funcionários afastados por um layoff (leia aqui).

A decisão foi tomada após assembleia com 7 mil trabalhadores. “São dois anos de negociações na busca de alternativas e não podemos aceitar demissões sumárias como a empresa está tentando fazer”, afirma o presidente do sindicato, Rafael Marques.

Em comunicado, a Mercedes-Benz reafirmou que os 500 colaboradores fazem parte de um grupo de cerca de 750 pessoas em layoff há quase um ano e que a medida foi necessária como forma de tentar gerenciar o número de funcionários na fábrica, que além desses 750 tem outros 1,2 mil excedentes por causa da queda de vendas de veículos comerciais no mercado brasileiro.

Na quarta-feira à tarde, o sindicato encaminhou ofício aos ministérios da Fazenda, do Trabalho, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e à Secretaria-geral da Presidência da República pedindo urgência na adoção do Programa de Proteção ao Emprego (PPE) e de outras medidas de estímulo à economia.

Similar ao modelo alemão adotado no fim dos anos 1950, o programa prevê que em tempos de crise os trabalhadores possam ter redução da jornada de trabalho e continuem vinculados à empresa, recebendo seus salários. A complementação do salário seria paga parte por um fundo governamental e parte mediante a negociação com as empresas. A proposta foi apresentada pela CUT e demais centrais, que aguardam um posicionamento do governo.



Tags: Mercedes-Benz, sindicato, metalúrgicos, Rafael Marques, Moisés Selerges.

Comentários

  • Edgard

    Demissão em massa em uma indústria é algo que ninguém quer e é sem duvida alguma terrível para aqueles que são demitidos. Porem, o que ocorre no mercado brasileiro (como já mencionei em outros comentários neste site) é o fato de que muitas industrias, principalmente as automotivas exageraram em suas metas de produção nos últimos anos, desconsiderando que um dia o consumo exagerado poderia ter um fim (isto independente de eleição, partido politico, etc...). O Brasil tem capacidade de absorver determinada quantia de bens duráveis (principalmente automotivo) e não adianta querer extrapolar nos números. Dá no que deu : agora a indústria tem que demitir para compensar os excessos de produção e não adianta (de novo) ir chorar para o governo !

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