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Mercado | 05/05/2015 | 14h10

GM Brasil projeta retração de 14% a 17% em 2015

Projeto de novo compacto global segue sem prazo para acontecer

PEDRO KUTNEY, AB

A General Motors do Brasil projeta mercado total no País entre 2,9 milhões e 3 milhões de veículos emplacados em 2015, o que representará cerca de 500 mil unidades a menos em relação ao ano anterior, em retração de 14% a 17% sobre 2014. “Esse resultado já considera uma recuperação importante no segundo semestre, pois no ritmo atual a queda pode superar os 20%. Até o fim de abril a média diária de vendas já tinha caído 21%”, avaliou Jaime Ardila, presidente da GM South America, ao conversar com jornalistas em evento na segunda-feira, 4, que comemorou a marca de 500 milhões de veículos produzidos pela GM no mundo todo desde a fundação da companhia, em 1908.

“O mercado está ruim. O cliente não vai à loja e quando vai fica inseguro para comprar. Acho que só vamos melhorar no próximo ano, com possível redução de juros e inflação, além da recuperação da confiança do consumidor após a implantação completa do ajuste fiscal do governo”, prevê Ardila. “As condições internacionais também devem melhorar em 2016, mas não vejo ainda recuperação das exportações, mesmo com o câmbio favorável, porque leva de dois a três anos para conquistar mercados externos”, completa.

Graças ao bom desempenho dos Chevrolet Onix e Prisma, a GM vêm caindo em proporção menor do que o tombo geral do mercado. Ainda assim, o ritmo não é suficiente para conter a escalada dos estoques, que já estão entre 45 e 50 dias de vendas. “Não é um nível saudável e temos de trabalhar para reduzir isso (ao máximo de 30 dias)”, afirma Ardila. “Não posso reclamar do nosso market share, mas não é para festejar. É preocupante a capacidade instalada (ociosa), isso pode virar um problema”, completa.

Para Ardila, a crise atual é a pior que ele já vivenciou desde que chegou ao País, em 2007. “Desta vez existem menos ferramentas para resolver o problema. Em 2008 tínhamos moeda estável, juro baixo, redução de IPI e crédito abundante. Hoje não temos mais essas condições para ajudar”, lembra o executivo. Contudo, Ardila pondera que o cenário brasileiro é bem melhor do que o verificado nos Estados Unidos e Europa durante a crise financeira desencadeada a partir de 2008. “Aqui temos problemas monetários e fiscais momentâneos que o governo tem ferramentas para arrumar”, diz.

NOVO PROJETO GLOBAL

O projeto do novo carro compacto global, que há mais de dois anos vem sendo estudado e discutido com vários fornecedores para ser fabricado pela GM no Brasil, ainda não encontrou sua equação ideal. Segundo Ardila, “continuamos trabalhando, mas não encontramos uma solução ainda”. O executivo garante que a crise atual não é o motivo da demora em se levar adiante o investimento, que seria adicional ao programa atual de R$ 6,5 bilhões de 2014 a 2018.

“As exigências atuais do cliente estão acima do custo que precisamos atingir para ter um preço competitivo nesse segmento”, explica Ardila. Ele diz que é difícil no Brasil fazer um carro barato com todos os equipamentos que a legislação exige, como airbags e ABS, além de atender as características do mercado local. “Aqui um veículo pequenos tem de levar cinco passageiros, não se aceita menos do que isso”, exemplifica.

Ardila confirma que se trata de um projeto global da companhia e que, necessariamente, o novo carro iria precisar também de um novo motor, mais moderno e eficiente do que os atuais fabricados pela empresa no País. “Precisa ser um três-cilindros”, aponta.



Tags: General Motors, GM, mercado, projeção, projeto, compacto global, investimento.

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