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Tupy aposta em alta demanda de CGI no médio prazo
Motor com bloco Tupy equipado com cabeçotes de ferro fundido vermicular

Insumos | 01/06/2015 | 19h30

Tupy aposta em alta demanda de CGI no médio prazo

Ferro fundido vermicular é uma das ferramentas na estratégia de crescimento

REDAÇÃO AB

A Tupy, empresa brasileira de fundição, espera aumentar significativamente o fornecimento de componentes de ferro fundido vermicular (do inglês Compacted Graphite Iron) para o setor automotivo nos próximos quatro anos. Entre os principais clientes da tecnologia atualmente estão Ford, VM Motori, MWM International, Audi e DAF.

O otimismo parte do próprio presidente da Tupy, Luiz Tarquínio Ferro, que comentou a tendência de aumento da demanda por este tipo de insumo durante uma conferência com acionistas da SinterCast, empresa de origem sueca e também especialista em fundição de CGI, da qual a Tupy utiliza tecnologia de controle e processo de produção para o ferro fundido vermicular. O executivo observou que o CGI se tornou uma ferramenta cada vez mais importante na estratégia de crescimento da empresa.

Segundo ele, nos últimos anos, o ferro fundido vermicular tem conquistado um crescente espaço na indústria automobilística, destinando-se principalmente para cabeçotes e bloco de motores. Sua maior resistência mecânica em relação ao ferro fundido cinzento possibilita a produção de motores com maiores pressões na câmara de combustão, tornando-os mais eficientes e menos poluentes. A tecnologia possibilita também a produção de motores mais leves em função das menores espessuras das paredes necessárias ao bloco.

Com vários componentes CGI já em produção em série, Ferro confirmou que já fechou compromissos de fornecimento adicionais aos atuais, capazes de superar a participação de 13% do CGI no volume de vendas para o setor automotivo verificada no primeiro trimestre. No mesmo período do ano passado, esta fatia era de 10%.

Com sua capacidade atual de produção de CGI a partir de suas quatro fábricas – duas no Brasil e duas no México – a Tupy tem o potencial de fornecer um volume de componentes equivalentes a mais de 2,5 milhões de motores. Segundo Ferro, a Ford está entre os maiores clientes, em especial por causa do motor a gasolina EcoBoost turbo 2.7, o mais recente da marca a entrar em produção na fábrica de Ohio, nos Estados Unidos, e que equipa o modelo F-150. O motor de 6.7 diesel V8, usinado e montado na unidade da Ford no México, também já utiliza partes em CGI. No Brasil, o motor 1.0 três-cilindros usado no novo Ka tem o bloco de ferro-grafite fornecido pela Tupy.

“A Tupy está empenhada em liderar a tendência mundial de CGI para tecnologias de elevada performance, eficientes e de motores mais ecológicos”, afirma Ferro, que acrescentou: “Acredito que cada vez mais o CGI irá substituir o alumínio para certos componentes do motor”.

Cerca de 90% dos negócios da Tupy relacionados ao CGI é para o setor automotivo, com veículos comerciais respondendo por 43% e outros 24% para veículos leves de passeio, enquanto 28% demandam de veículos fora de estrada. Do total de componentes em CGI, 52% do negócio tem origem na região do Nafta (Canadá, Estados Unidos e México) e 25% vêm da Europa. América Latina responde por 29%, deixando 4% para outras regiões. A empresa verificou participação importante da América do Norte na formação de sua receita para o primeiro trimestre, em parte, pelo aumento das vendas de CGI para a região (leia aqui).



Tags: Tupy, ferro, ferro fundido vermicular, CGI, Luiz Tarquínio Ferro.

Comentários

  • Gilberto Leal

    Fico muito feliz em poder ver a expansão do uso deste nobre material. Se duvida alguma, os motores em uso no Brasil necessitam de um up grade tecnológico no que diz respeito ao aumento da pressão máxima e gerenciamento de ar de combustão. O ferro fundido vermicular pode proporcionar ainda um melhor equilíbrio acústico e vibracional nos motores mais modernos. Esta ai um bela oportunidade de aprimoramento tanto devido ao material, como devido aos esforços que as engenharias deverão empreender para uso consciente e eficiente deste novo conceito. Parabéns ao pessoal da Tupy, continuem assim. O Brasil precisa de gente e empresas que sabem olhar mais longe!

  • Nelson Brazilio de Lima

    Nosso instituto (IEPD) por trabalhar intimamente com instituições classistas, gostaria de ser esclarecido sobre as consequências positivas ou negativas do grau de tecnologia alcançado pela TUPY. 1)-Parece que tal desenvolvimento tecnológico localiza-se principalmente no México e América do Norte. No Brasil, qual serão as consequências? 2)-A TUPY no Brasil (Joinville e Mauá), também ajudarão à abastecer o mercado Norte Americano? 3)-Os produtos TUPY no Brasil, têm espaço no Mercosul? GRATO....Nelson-IEPD

  • Mario Marcello-

    Podemos dizer que o ff vermicular está entre ff cinzento e o ff nodular.O ferro fundido vermicular foi descoberto a partir do ff cinzento, esse sem o elemento magnesio na sua composição, já o ff vermicular contém esse elemento quimico na ordem de 0,010 % /0,012 % .Hoje muito aplicado na fabricação de motores de corrida, motores a diesel,coletores, etc possibilita motores mais potentes com mesma cilindrada e mais compactos,além da melhor combustão(o ambiente agradece ).Parabens à Tupy e sucesso.

  • Elton

    Eu trabalho na Tupy de Joinville a 5 anos, já trabalhamos com o vermicular, nodular e o comum cinzento, a fabrica Joinville já possui a mais alta tecnologia para fabricação desses componentes, atualmente grande parte de produção dos Ford's sai daqui, os v6 v8 e o 3 cilindros do Ford Ká, além dos varios outros clientes como a Audi, Vm, MWM, DAF, International, Volks, Peugeot, Renault, Scania, Man, Caterpillar, Mercedez e mais algumas, a aquisição no Mexico foi para suprir a demanda alta no mercado exterior.

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