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Caminhões: Ford ganha espaço no 1º semestre

Comerciais | 08/07/2015 | 18h12

Caminhões: Ford ganha espaço no 1º semestre

MAN recupera território perdido e Mercedes-Benz permanece estável

GIOVANNA RIATO, AB

A severa redução das vendas de caminhões no Brasil no primeiro semestre de 2015 acabou por favorecer as empresas com portfólio mais diversificado e atuação menos concentrada nos modelos pesados. Enquanto a demanda total caiu 42,3% de janeiro a junho, para apenas 37,2 mil veículos (leia aqui), o emplacamento de pesados diminuiu assustadores 61,4%, para 9,1 mil unidades. Quem melhor tirou proveito deste cenário foi a Ford, que conseguiu ganhar participação mesmo diante da conjuntura desfavorável.

A companhia foi a terceira montadora que mais vendeu caminhões no País na primeira metade do ano, atrás apenas da MAN e da Mercedes-Benz, recuperando a posição perdida para a Volvo em 2013. Foram 7,1 mil emplacamentos, volume 15,3% inferior ao do mesmo intervalo do ano passado. A queda mais branda do que a do mercado total garantiu à fabricante 6 pontos de market share, que chegou a 19,1%. A performance foi impulsionada pelo fortalecimento da presença nos segmentos de semileves e de leves com modelos da linha Cargo e a nova Série F.

Depois de encerrar 2014 com a ameaça de perder a liderança para a Mercedes-Benz, a MAN Latin America consolidou seu posto e recuperou 1,1 ponto de participação de mercado no primeiro semestre deste ano. A companhia, responsável também pela fabricação de veículos da marca Volkswagen, respondeu por 27,4% do total das vendas de caminhões no período. Foram licenciados 10,2 mil veículos fabricados pela empresa, com queda de 39,7% sobre o registrado há um ano. Houve crescimento de 17,5% nas vendas de caminhões da marca MAN, para 361 unidades no semestre.

O segundo lugar no ranking de vendas de caminhões permaneceu com a Mercedes-Benz, que manteve participação estável, com leve queda de 0,4 p.p. até junho. Com 9,5 mil emplacamentos, a empresa teve redução de 43,1% nas vendas. Os resultados foram negativos em dois dígitos em todos os segmentos, mas a maior perda foi registrada nas vendas de pesados, que diminuíram 62,9% para 2,3 mil caminhões entre janeiro e junho.

A rigorosa contração do mercado parece ter dado fim ao ciclo de expansão da Volvo, que evoluiu para patamar mais elevado de vendas nos últimos anos impulsionada pela linha de caminhões VM. Com os negócios fortemente concentrados nos segmentos de semipesados e pesados, a companhia diminuiu seu resultado em 55,6% no primeiro semestre do ano, para 4,3 mil veículos. A queda representou redução de 3,5 p.p. em participação de mercado, que chegou a 11,5%.

A também sueca Scania atua nos mesmos segmentos da Volvo, mas sofreu impacto ainda maior. As vendas de caminhões da marca caíram 63,4% no semestre, para 2,5 mil veículos. O fraco resultado representou perda de 3,9 p.p. de market share e a empresa respondeu por 6,7% do total de caminhões vendido no mercado brasileiro.

Logo atrás da Scania aparece a Iveco, na sexta colocação em vendas. Os volumes da companhia caíram 44,8%, praticamente na mesma proporção da queda do mercado total. Com isso, a fabricante de origem italiana emplacou 2,3 mil caminhões. O volume garantiu participação de mercado de 6,3%, estável em relação ao primeiro semestre do ano passado.

BAIXOS VOLUMES

Com volume significativamente menor, a sétima colocada no ranking de vendas de caminhões foi a Hyundai, que entregou 790 veículos e cresceu na comparação com o ano passado. A presença da empresa no mercado brasileiro foi de 2,1% de janeiro a junho, com aumento de 1,9 ponto porcentual sobre o registrado há um ano.

A DAF, que começou a fabricar seus modelos pesados no Brasil no fim de 2013, segue com a ampliação de seus negócios no mercado local mesmo diante da instabilidade econômica. Foram emplacados 175 caminhões da marca, com alta de 146% sobre a fraca base de comparação do primeiro semestre de 2014, quando as vendas da companhia foram de apenas 71 unidades.

Logo atrás, com 150 caminhões negociados no primeiro semestre, está a Agrale, que anotou redução de 20,6% no volume de vendas. Já a chinesa Sinotruk segue no processo de encolhimento de sua operação no mercado nacional, que fica cada vez mais tímida. A empresa vendeu 51 caminhões no país de janeiro a junho, volume 68,7% abaixo do já pequeno volume registrado no mesmo período de 2014.



Tags: caminhões, ranking, vendas.

Comentários

  • Osnei

    Faltou a Shacman Caminhões neste balanço. A DAF que está localizada aqui em Ponta Grossa tem apenas um modelo de caminhão sendo produzido, porém avaliando o crescimento da empresa no momento poderia ter um número melhor se mais modelos fossem produzidos.

  • Feliciano JR

    Ainda não consigo entender, como a Agrale ainda fabrica caminhões !! até a Hyundai Com apenas 1 modelo vende 5 vezes mais que o volume da Agrale que tem 4 modelos !

  • Itamar

    Caro Feliciano, não possuo nenhum veículo Agrale no momento, mas já tive 3 motos da marca, e posso lhe garantir que eram excelentes produtos, lamentei muito que a marca tenha deixado de produzir motos, mas acreditando que a marca destine o mesmo empenho e dedicação aos caminhões, ônibus, tratores e implementos, e, sendo a única empresa do ramo genuinamente brasileira, terá sempre o meu total apoio. Agora, tirando o meu nacionalismo de lado, acredito que a linha de caminhões, apesar da baixa produção, é complementar ao mix de produtos e auxilia no desenvolvimento dos outros produtos que possuem melhor participação, como a linha de ônibus que inclusive utilizam o mesmo chassis. Um grande abraço e obrigado pela oportunidade de poder falar sobre esta empresa que muito admiro.

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