Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias
KTM ganha impulso com motos Duke
KTM 390 Duke é montada em Manaus; versão 200 Duke é a próxima

Duas Rodas | 04/08/2015 | 20h30

KTM ganha impulso com motos Duke

Versões de 390 cc e em seguida 200 cc estarão também em lojas Dafra

MÁRIO CURCIO, AB | De Nova Odessa (SP)

A fabricante de motos Dafra já monta em Manaus (AM) e revende no Brasil a KTM 390 Duke, modelo de uso urbano com motor de 44 cavalos e preço sugerido de R$ 21.990. A operação da marca austríaca é controlada pela montadora brasileira desde o fim de 2014, quando iniciou a abertura da rede e a venda de modelos de alta cilindrada ou destinados a competições fora de estrada.

Nesta nova etapa, a empresa deixa de atuar apenas com motos de nicho e começa a produzir modelos de maior volume. “Tínhamos cinco lojas exclusivas KTM (em Goiânia, GO, Belo Horizonte, MG, Rio de Janeiro, RJ, São Paulo, SP, e Curitiba, PR), que receberam o primeiro lote de 120 unidades da Duke 390. Com essa moto mais a 200 Duke, que chega em cerca de um mês, algumas concessionárias Dafra receberão identificação externa e interna para vender KTM”, afirma o gerente de marcas da Dafra, José Ricardo Siqueira. As primeiras Dafra/KTM estarão nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias, São Paulo, Santo André e Mogi das Cruzes.

A 200 Duke ainda não tem preço definido, mas deve ficar pouco acima de motos de 250 e 300 centímetros à venda no Brasil. “Queremos vender 850 unidades da linha Duke até o fim do ano”, diz Siqueira. “Pretendemos montar 200 Duke por mês na soma das duas versões”, diz o gerente. Em caso de aumento de demanda, a fábrica consegue esticar a produção mensal para até 400 unidades por mês.

A KTM 390 Duke foi projetada no centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa em Mattighofen, na Áustria. A produção de suas peças ocorre na fábrica da Bajaj em Pune, na Índia. A linha de montagem brasileira recebeu alguns itens nacionais, entre eles pneus (Pirelli), deslizador de corrente, rolamentos de roda, garfo seletor de marchas, relação final de transmissão, cobre-corrente, bateria (Naja) e cabos. Para não deixar o consumidor na mão por falta de peças, a Dafra teria importado R$ 1,5 milhão em itens de reposição e acessórios. “A oferta de peças com preço razoável desestimula o furto e roubo das motos para a venda de suas partes no mercado negro”, recorda Siqueira.

A 200 Duke entra em linha na segunda quinzena de agosto: “A Suframa está para auditar nossa produção e deve emitir um laudo em 15 dias”, afirma o diretor de engenharia Vitor Trisotto, citando o procedimento da Superintendência da Zona Franca de Manaus. Uma greve neste órgão e outros problemas resultaram em atraso de dois meses na chegada das motos Duke.


Quadro do tipo treliça é de aço, mas balança da suspensão traseira usa alumínio fundido. Painel inclui hodômetros parciais e shift light. Motor de um cilindro gera 44 cv. Freios dianteiro e traseiro são a disco e contam com ABS Bosch de duas vias

AGILIDADE É DESTAQUE NA 390

Automotive Business andou na KTM 390 Duke em um kartódromo no interior de São Paulo. Sua capacidade de fazer curvas surpreende. Até quem anda tranquilo no dia a dia acaba pilotando com sangue nos olhos. A força em baixas rotações é típica dos motores monocilíndricos. Segundo a Dafra, seu torque máximo é de 3,57 kgf.m a 7.250 rpm, mas a 4 mil giros ele já tem muita disposição.

O circuito não permitiu saber o quanto vibra esse motor em velocidades constantes acima de 100 km/h, mas dá para dizer que seu funcionamento pareceu suave. Tem arrefecimento a líquido, duplo comando, quatro válvulas acionadas por balancins roletados, pistão forjado e cilindro revestido de Nikasil, que resulta em menos atrito e mais durabilidade. A cilindrada exata é de 375 cc. Entre as mudanças para o Brasil o propulsor recebeu injetor com maior vazão, bomba de combustível com novas escovas e teve a central eletrônica remapeada.

O câmbio da moto tem seis marchas e engates bem precisos. Segundo a Dafra, a 390 Duke atinge 168 km/h de velocidade máxima e faz 42 km/litro pelo método WMTC. Os freios dianteiro e traseiro são a disco e contam com sistema antitravamento ABS Bosch de duas vias como item de série.

O equipamento pode ser desligado. O painel tem os principais instrumentos concentrados em um display de cristal líquido que inclui indicador de marcha engatada, marcadores de temperatura e combustível, relógio, hodômetros totalizador e parciais. Também há uma luz de alerta para troca de marcha (shift light).

O peso da moto (139 quilos) e a altura do assento (80 centímetros) não são problema para pilotos com cerca de 1,70 metro, mas pode faltar agilidade entre os carros pela largura do guidão e pelo fato de esterçar menos que o desejável.



Tags: Dafra, KTM, Duke 390, Duke 200, José Ricardo Siqueira.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência