Automotive Business
  
ABLive

Notícias

Ver todas as notícias

Lançamentos | 08/08/2015 | 02h00

Honda muda motor das motos CG 150 para 160 cc

Nova linha urbana está 6% mais potente e atende segunda fase do Promot 4

MÁRIO CURCIO | De Recife (PE)

A Honda substituiu o motor da linha CG 150, a mais vendida no Brasil, por outro de 160 centímetros cúbicos, com até 15,1 cavalos, 5,9% a mais que o anterior. As novas motos chegam à rede em setembro em duas versões. A CG 160 Fan tem preço sugerido de R$ 7.990, reajuste de 8,6% sobre a geração anterior. E a CG 160 Titan passou a R$ 9.290, valor 7,5% mais alto.

Para explicar a importância desses modelos no mercado nacional é só dizer que das 749,5 mil motos novas emplacadas de janeiro a julho elas responderam por 205,1 mil unidades, o equivalente a 27,4%. Como comparação, o Fiat Palio, carro mais vendido, deteve 5,9% do total de automóveis zero-quilômetro licenciados no mesmo período.

As novas motos de 160 cc já estão adequadas à segunda fase do Promot 4, programa de controle de emissões por motos que entra em vigor em 1º de janeiro de 2016. A Honda não informa oficialmente, mas dá a entender que o motor de 150 cc vai só até o fim do ano por causa das vendas por consórcio dos modelos CG 150 Start e CG 150 Cargo. Também faz crer que a linha CG 125 trocará o carburador pela injeção eletrônica.

“Todos os motores terão de receber mudanças mais profundas por causa da nova fase do Promot. Até o fim do ano divulgaremos nossa estratégia”, afirma o diretor comercial da fabricante, Alexandre Cury. Outra mudança resultante do programa de controle de emissões começa a ser aplicada em alguns tanques de combustível. Nas CG 160 eles receberam um sistema de recirculação dos vapores para evitar que a moto libere hidrocarbonetos quando parada sob o sol.

O ano que se aproxima traz também para a indústria de motocicletas a obrigatoriedade de aplicação de freios dianteiro e traseiro combinados (CBS) ou com sistema antitravamento (ABS) em parte da produção. Segundo Cury, as Honda atualmente equipadas com essas tecnologias já atendem a legislação. “Adotamos o CBS na Titan desde o ano passado por ser um modelo de grande volume e temos motos que só são produzidas com ABS, como a CBR 500 R.”

De acordo com o executivo, as mudanças na CG 160 não alteraram a base de fornecedores da fábrica de Manaus. São cerca de 150, considerando os principais. “É sempre interessante nacionalizar, ainda que o preço das peças seja ligeiramente mais alto, porque nos dá mais flexibilidade quando ocorre uma modificação de projeto”, diz Cury.

A REDE ATUAL E O MERCADO

Sobre o tamanho da rede de concessionárias, o diretor comercial afirma que permanece estável, com cerca de 1.280 unidades. “Nunca passamos de 1,3 mil. O que tem ocorrido é o fechamento de lojas com reabertura em outros locais com maior potencial. Também tem havido o enxugamento da estrutura, do quadro de funcionários e redução dos custos fixos”, diz. A Honda iniciou o ano preparada para uma queda de cerca de 5%, que já está em 9,9%: “Mas não é nada que a gente não consiga ajustar porque o setor de motos já esperava um ano duro.”

Ainda entre as mudanças que ocorrem na rede está o aumento da aceitação da moto usada como parte do pagamento. “O momento exige. É uma necessidade de quem compra e o concessionário não pode perder mais vendas por causa disso”, diz Cury. Ele afirma que os estoques das CG 150 nas revendas devem durar entre um mês e um mês e meio, tempo suficiente para o abastecimento com os modelos de 160 cc. As concessionárias também já começaram a receber a nova Pop 110i, a Honda mais acessível feita no Brasil.


Além da mudança de motor, a CG 160 Fan (à esquerda) recebeu novo tanque, carenagem de farol da cor da moto e rodas de liga leve. Titan teve mudanças mais profundas. Além de tanque e defletores laterais, a Honda alterou rabeta, carenagem do farol, rodas e o painel, agora com conta-giros.

O QUE MUDA NA LINHA CG 160

O motor agora adotado nas Fan e Titan tem cilindrada exata de 162,7 cc. Como o anterior, utiliza injeção eletrônica e é bicombustível. Seu torque máximo é de 1,61 kgf.m, aumento de 11% sobre o de 150 cc. O projeto é bem diferente do anterior, não foi só um aumento de cilindrada. O cabeçote e a parte onde estão fixados os balancins e o comando de válvulas são agora uma única peça.

O pistão está mais leve e a árvore de balanceamento ou “balanceiro” tem agora dois contrapesos (um de cada lado) em vez de um único centralizado. Essas e outras melhorias técnicas permitiram à Honda estender de 4 mil para 6 mil quilômetros os intervalos das revisões. A garantia se manteve em três anos e a rede Honda não cobra as sete primeiras trocas de óleo (a cada 6 mil km como as revisões).

As duas CG 160 tiveram alterações estéticas, mais profundas na Titan. Seu tanque tem novo desenho, defletores laterais maiores e um bocal de abastecimento com dobradiça, típico de motos grandes. A capacidade se manteve em 16,1 litros. A carenagem do farol e a rabeta mudaram e o painel agora tem conta-giros. A Fan também recebeu as mudanças do tanque, mas com defletores menores. Manteve iguais a rabeta e a carenagem do farol. Esta agora é pintada da cor da moto em vez de preta. O quadro das duas é o mesmo da geração anterior, exceto pelos pontos de fixação do motor.

Automotive Business comparou as CG 160 com as versões de 150 cc. Foi fácil perceber a diferença na pista de asfalto do Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH) de Recife, Pernambuco. A maior força em rotações baixas torna a moto bem mais ágil em diferentes situações. Embora a Honda não divulgue dados oficiais de desempenho, sabe-se que a velocidade máxima subiu cerca de 5 km/h (de cerca de 110 para 115 km/h). O consumo estaria até 8% mais baixo.

O motor 160 não é exatamente uma novidade na Honda. Sua estreia ocorreu no fim de 2014 na NXR 160 Bros, a terceira moto mais vendida no Brasil (115,1 mil unidades em 2015). Nesse modelo a potência máxima é um tiquinho mais baixa (14,7 cv com etanol).



Tags: Honda, CG 150, CG 160, Fan, Titan, Alexandre Cury.

Comentários

  • Rogerio

    É FATO que a Honda nunca fez uma mudança significativa no seguimento CG (Centro de Gravidade), desde que iniciou a fabricação deste modelo em em NOVEMBRO DE 1976 (tendo como garoto propaganda o Rei Pelé), sempre foi um veículo de transporte leve por assim dizer (sem conforto algum, porém de muita valentia e longínquas, a muitos anos foi-se a era que os motores duravam).

  • Rogerio

    Antes CG 125 depois que passou a ser CG 150 uma simples modificação, pois optou-se pelo motor e freios a disco na dianteira das extintas ML's, estas sim uma modelo muito a frente do seu tempo, mas como tudo que é bom para o consumidor normalmente é prejuízo aos Empresários saiu de fabricação, e agora esta montadora nôs apresenta este modelos APARENTEMENTE atualizado/reestilizado.

  • Rogerio

    Não fizessem isso logo os modelos concorrentes a fariam obsoleta, é DESTA VEZ QUEM IA FICANDO PRA TRÁS era a Honda, outrora havia contratos firmados para a não abertura de mercado deste seguimento, mas agora tudo é globalizado, ou se atualiza ou sai do mercado. Vamos aguardar para termos certeza se é boa pro consumidor ou apenas pro fabricante.

  • jalison

    meus amigos ,se os engenheiros da honda nao parafuzarem a rabetas dessas motos nao vai presta pelo menos ate a 2015 nao prestou a rabeta e toda solta,o que ainda um modelo novo e a rabeta toda solta

  • josé de souza

    senhores engenheiros da honda antes de divulgarem os llaçamentos das motos façam um teste bem precisos para que os consumidores não comprem gato por lebre pois de outras montadoras que vendem produtos mais completos e mais baixos do preço afinal de contas estamos numa crise no nosso pais,poia as pessoas agora estão preferindo compra uma moto usada do que uma nova por causa das altas taxas de juros que estamos pagando no pais.

  • Sandro Roberto

    O fato da Honda esta no topo das venda é simplesmente pelo fato dela ter um custo de revenda bem melhor que as concorrentes caso contrario ja teria ate falido pois fazem as motos com tanta miserabilidade de ate colocar parafuso em uma simples rabeta as suas carenagem lateral quebra com tanta facilidade que as antigas que era pedal de partida quebrava so em o usuário da no pedal ao contraio da ybr 125 e a facto. os para-lamas de todas as fan acima de certa velocidade treme tanto que parece que vai sair do garfo de suspensão dianteira . os pisca são tão frágil que não precisa nem fala ao contrario da facto . as fans antigas eles economizaram ate no marcador de combustível e o pior de tudo , com um preço absurdo

  • LUAN CARLOS

    COM ESSA MUDANCA,O MOTOR VAI TER A MESMA VIDA UTIL E MESMA CAPACIDADE

  • silas claudio fialho

    Bom dia a todos, sou cliente da Honda e pago um consocio de uma Fan 160, deu um lance e fui contemplado, mas estou indignado por um detalhe muito aborrecedor... em relação ou frete quer vcs cobram para entregar o bem, acho um absurdo.... pois o bem já tem um custo muito cara, depois vem o emplacamento quer hj já é mais de Mil Reais e tenho de pagar um frete de 315,00 rs, isso realmente é Justo?

  • julianomateus gonçalves

    essarabeta da fan 150 , e uma porcaria nao serve nem pra jogar no lixo

  • LucasSilva

    Acertouna mão das 160 parabéns e ficou lindas com as novos piscas de seta

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência