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Lançamentos | 10/08/2015 | 19h02

Honda Pop troca carburador por injeção

Modelo de R$ 5,1 mil muda geral e passa a ter três anos de garantia

MÁRIO CURCIO, AB | De Recife (PE)

A Honda renovou seu modelo mais acessível. A antiga Pop 100, lançada no fim de 2006 e praticamente sem mudanças de lá para cá, deu lugar ao novo modelo 110i, já adequado à fase 2 do Promot 4, programa de controle de emissões por veículos de duas rodas que entra em vigor em janeiro de 2016.

Com a atualização do projeto e a troca do motor por outro mais potente e moderno, a moto se despediu do carburador teve a garantia aumentada de um para três anos. O preço subiu 10% e está agora em R$ 5,1 mil. Bastante simples, a Pop é uma espécie de “rainha dos consórcios”. Segundo a Honda, ela responde sozinha por mais de 20% das vendas de motos por essa modalidade no Brasil. De todas as Pop entregues este ano, 66% saíram por consórcio. O sucesso vem das prestações baixas. Num plano de 72 meses as parcelas saem por R$ 102,28.

A Pop também vem na contramão do mercado de duas rodas, que depois de um 2011 recorde vem caindo ano a ano. Daquele ano para 2014 os emplacamentos totais recuaram 26,3%, mas os da Pop cresceram 14,3%. E suas vendas até julho de 2015 mostram volume semelhante ao do mesmo período do ano passado, com cerca de 58 mil unidades licenciadas.

“As vendas dos modelos de entrada vêm apresentando crescimento”, recorda o diretor comercial da Honda, Alexandre Cury. A pequena Honda é menos vista nas Regiões Sul e Sudeste. Sua presença é grande mesmo no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, regiões que concentram 97% de suas vendas.

Seu comprador pertence às classes sociais C e D, é quase sempre do sexo masculino e escolheu a Pop como alternativa à bicicleta ou ao transporte público. Resistência, preço baixo e a economia de combustível são fatores mencionados por quem tem uma destas. Em pouco menos de nove anos foram vendidas 820 mil Pop 100.


Lanterna traseira e pisca-piscas foram separados na linha 2016, que também ganhou farol mais potente. Novo motor tem 7,9 cv, quase 2 cv a mais. Painel traz agora luzes de alerta da injeção eletrônica e da reserva de gasolina.

O QUE MUDOU NA LINHA 2016

A Honda fez uma mudança geral na Pop. Como ocorreu com a CG 160 (veja aqui), o motor agora é outro, não foi apenas um aumento de cilindrada (de exatos 97,1 para 109,1 cc). Ele é dotado de roletes que reduzem o atrito no acionamento das válvulas. A taxa de compressão passou de 8,8:1 para 9,3:1. Todas as melhorias somadas à injeção eletrônica de combustível elevaram a potência de 6,17 para 7,9 cavalos.

Segundo o Instituto Mauá, a velocidade máxima da Pop subiu de 81,5 para 91,8 km/h. Ao mesmo tempo o consumo baixou. Também de acordo com o instituto, passou de 45,59 para 49,56 km/l em uso combinado (cidade e estrada). Da Pop antiga a Honda praticamente só manteve rodas, pneus, suspensões e freios. Além do novo propulsor, o quadro, a carenagem e o sistema de iluminação são novos.

A intensidade do farol alto saltou de 4,8 mil para 25,1 mil lux. O conjunto traseiro recebeu lanterna e pisca-piscas em três peças distintas. A geração antiga utilizava um bloco único igual ao da primeira Honda C 100 Biz, de 1998. O tanque de combustível continua pequeno, mas passou de 4 para 4,2 litros.

Automotive Business comparou o desempenho da versão antiga e da nova 110i no Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH) de Recife (PE). A melhora não está só no desempenho, mas também na suavidade de funcionamento. Parte da facilidade de pilotagem da Pop vem de seu peso reduzido, 87 quilos, e do assento baixo, com apenas 75 centímetros.

O câmbio tem só quatro marchas, como antes. E a partida permanece a pedal, mas dá para arriscar a dizer que muitos motoristas usariam uma dessas em dia de rodízio ou como segundo veículo se a carteira de habilitação permitisse.

CICLOMOTORES EM DISCUSSÃO

Com a nova lei federal 13.154, de 30 julho, o emplacamento de ciclomotores (modelos com cilindrada até 50 cc) passa a ser obrigatório em todo o País. Até então o Código Brasileiro de Trânsito deixava para os municípios a fiscalização desse tipo de veículo.

A nova legislação parecia ser aguardada por grandes fabricantes como a Honda, fora desse mercado por causa da informalidade exagerada (motociclistas circulando sem placa nem capacete) e do alto número de acidentes registrado.

Neste primeiro momento, porém, a Honda não parece encorajada a participar desse filão: “O cenário (para os ciclomotores) realmente muda porque a questão fica mais clara. Mas, seguindo o padrão Honda, a que preço sairia um desses? Para atuar no segmento é preciso considerar os custos marginais. Nosso produto mais acessível é a Pop. A simples redução de cilindrada não baixaria seu custo. Assim, nossa intenção é trabalhar com a própria Pop”, afirma Alexandre Cury.

O cumprimento da nova lei federal tende a elevar o número de emplacamentos em 2016. Se todos os ciclomotores passarem de fato a ser lacrados, resultarão em um aumento de 10% ou mais considerando apenas os modelos zero-quilômetro que entrarão para a formalidade. Um estudo feito pela consultoria Autoanálise algum tempo atrás mostrou que se os ciclomotores vendidos em 2012 tivessem sido licenciados, os emplacamentos naquele ano cresceriam 11,6%.



Tags: Honda, Pop, Alexandre Cury, CG 160, consórcio.

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