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Internacional | 23/09/2015 | 16h02

CEO do Grupo Volkswagen renuncia ao cargo

Winterkorn lamenta fraude que pode custar mais de € 80 bilhões para a companhia

REDAÇÃO AB

O CEO do Grupo Volkswagen, Martin Winterkorn, renunciou ao cargo na quarta-feira, 23. O executivo pediu a rescisão de seu contrato de trabalho como consequência do grave escândalo relacionado à manipulação das emissões de poluentes em 11 milhões de veículos a diesel vendidos pelo grupo (veja aqui).

Em comunicado à imprensa, o conselho administrativo da montadora informa que deve indicar um substituto para o cargo até sexta-feira, 25. Defende ainda que Winterkorn não sabia da manipulação das emissões.

A companhia aguarda novos desdobramentos para os próximos dias e informa que as investigações internas tentam apurar todos os participantes no processo que resultará em enormes prejuízos financeiros e à imagem da companhia. O conselho reconhece não só o dano econômico causado, mas também a perda de confiança de clientes no mundo inteiro.

Ao pedir demissão, Winterkorn declarou estar chocado com os acontecimentos dos últimos dias e inconformado com a má conduta em tamanha dimensão. “A Volkswagen precisa de um recomeço, também em termos de pessoal. Estou abrindo caminho para essa nova etapa com minha demissão”, afirmou Winterkorn, lembrando que o processo para esclarecimento e apuração das responsabilidades deve continuar como forma de devolver a confiança à companhia para superar a crise.

PREJUÍZO DE € 80 BILHÕES

As consequências da trapaça da Volkswagen vão estremecer a saúde financeira do grupo. A consultoria Focus2Move estima que a crise seja capaz de gerar custos superiores a € 80 bilhões para a companhia. Será necessário arcar com multas severas dos países onde a empresa vendeu veículos que burlavam o controle de emissões – só nos Estados Unidos a penalidade será de pelo menos US$ 18 bilhões - e investir em forte reestruturação das operações. Além disso, há enorme dano à imagem da marca e consequente distanciamento da liderança do mercado global, que era a meta da empresa para 2018.

A consultoria aponta que número de carros envolvidos é bastante superior ao 11 milhões admitidos pela companhia. A expectativa é de que 40 milhões de veículos tenham sido adulterados e vendidos globalmente. A Focus2Move levanta ainda uma questão que o Grupo Volkswagen terá de responder: A companhia é capaz de produzir carros que atendam à legislação de emissões?

O palpite da consultoria é que não, a Volkswagen não tem tecnologia para passar nos testes de forma honesta com seus carros esportivos, de marcas como Bentley, Porsche e Audi. Com isso, é esperada interrupção das vendas de alguns modelos, o que pode agregar mais alguns bilhões de euros ao assustador prejuízo com o qual a empresa terá de arcar pela fraude.



Tags: Martin Winterkorn, Grupo VW, Volkswagen.

Comentários

  • João Adolfo

    O Brasil é o único país na qual o grupo VW produz caminhões da marca. Será que essa adulteração não se estendeu até aqui? Acredito que as nossas autoridades deveriam verificar isso.

  • Gian

    Oh coitaaaaado !!! ... Aqui no Brasil espero que ela AFUNDE ... sempre sugou e extorquiu os brasileiros com carroças de alto preço ...

  • JORGE ROBERTO

    nao fala isso, estou por comprar uma kombi 79

  • Edi

    Os carros da volks são os que tem o menor preço de manutenção.

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