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Internacional | 28/10/2015 | 19h08

Volkswagen anuncia novo plano estratégico global

Presidente Matthias Müller aponta cinco prioridades para realinhar gestão

REDAÇÃO AB

O presidente do conselho de administração do Grupo Volkswagen, Matthias Müller, anunciou na quarta-feira, 28, um novo plano estratégico global sustentado por cinco pilares que devem conduzir a nova gestão da companhia pelos próximos 10 anos, portanto, até 2025 e cujos detalhes estão sendo preparados para serem apresentados até metade do ano que vem.

“Estou confiante de que a Volkswagen vai sair da situação atual mais forte do que antes”, declarou o executivo durante seu pronunciamento em Wolfsburg, Alemanha, por ocasião da apresentação do balanço financeiro do grupo relacionado aos fechamento do terceiro trimestre (leia aqui).

O executivo elencou cinco prioridades dentro do planejamento. A primeira diz respeito aos clientes proprietários dos veículos equipados com o software que frauda as emissões de poluentes em motores diesel. “Nossos clientes estão no centro de tudo o que os nossos 600 mil funcionários em todo o mundo fazem”, disse ele. “A Volkswagen está trabalhando intensamente para desenvolver soluções técnicas eficazes”, acrescentou Müller informando que a empresa está em contínuo contato com a KBA (German Federal Motor Transport Authority), órgão que regulamenta os transportes na Alemanha para implementar a primeira ação em janeiro de 2016.

O segundo pilar está ligado à condução das investigações dentro da companhia para apurar o que de fato aconteceu: “Temos de descobrir a verdade e aprender com ela”, disse ele apontando que a montadora adotou um caráter extremamente minucioso em sua análise. Para isto, ele anuncia que a Deloitte, especialista em consultoria, está acompanhando as medidas internas. “Os responsáveis pelo que aconteceu devem enfrentar graves consequências.”

O terceiro ponto em destaque no novo plano global é referente a uma reestruturação do grupo que proporcionará, segundo o executivo, mais independência para as marcas e regiões. “O ponto-chave é que a gestão será descentralizada, em maior medida no futuro. Vamos aproveitar as sinergias e assegurar que os recursos são utilizados de forma eficaz e rever detalhadamente nosso portfólio atual de mais de 300 modelos e examinar a contribuição que cada um faz para nossos resultados.”

Como sua quarta prioridade, Müller está levando adiante um realinhamento de cultura e gestão de comportamento dentro da companhia e em todas as marcas do grupo. Ele observou que a busca da perfeição, o compromisso dos funcionários e a responsabilidade social devem ser mantidos. No entanto, afirma que mudanças são necessárias em como a Volkswagen comunica e lida com seus erros. “Precisamos de uma cultura de abertura e cooperação e que neste processo todos mostrem mais coragem, mais criatividade e um espírito mais empreendedor nas suas relações uns com os outros.”

Por fim, Müller anunciou que a quinta prioridade será transformar e prorrogar a meta do grupo em alcançar a liderança global de 2018 para 2025.

“Muitas pessoas fora da Volkswagen, mas também alguns de nós, não entendiam que nossa ‘Estratégia 2018’ é muito mais do que números de produção. Muitas coisas foram subordinadas ao desejo de ser ‘mais rápido e maior’, especialmente sobre o retorno das vendas. O ponto não é só vender 100 mil veículos a mais ou menos do que um grande concorrente. Em vez disso, a verdadeira questão é o crescimento qualitativo”, enfatizou o presidente reafirmando que as diretrizes do plano até 2025 serão desenvolvidas ao longo dos próximos meses e que serão reveladas na metade do próximo ano.



Tags: Volkswagen, plano estratégico, gestão, escândalo, fraude, emissões, diesel, Matthias Müller.

Comentários

  • Léo Germano Dantas

    Lendo a fala do Matthias Müller não sinto segurança e convicção no que ele diz. Como consumidor VW e como cliente fiel à marca, a postura e declaração dele me soa muito mais como política e de um discurso (meio vazio) do que uma justificativa pública convicta de quem está realmente tomando uma atitude que vai resolver (ou pelo menos ir na direção de resolver) o grande pepino que a fábrica tem hoje nas mãos. É o pai que descobriu que a filha está grávida e a pegou agarrada com o namorado na sala e, para resolver, vai conversar com a fábrica de móveis que lhe vendeu o sofá. De medidas inóquas e balões de ensaio o mercado está cheio. É urgente e vital que a Volks tome uma atitude de impacto, imediatamente, e que deixe claro para clientes, consumidores, investidores e mercado que está efetivamente buscando uma solução, sob pena de cair mais em sua participação no mercado e sumir das posições de ponta, abrindo mão de vez do acalentado sonho colorido de voltar a ser líder de mercado.

  • Edward

    Boa matéria.

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