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Internacional | 27/11/2015 | 18h41

Mobilidade elétrica reduzirá emissão de CO2 em 40% na França até 2030

Estudo aponta os benefícios da adoção de veículos mais limpos na frota circulante

REDAÇÃO AB

A adoção de tecnologias cada vez mais limpas, como veículos elétricos ou os movidos a célula de combustível de hidrogênio, por exemplo, aliada a uma infraestrutura inteligente além de fontes renováveis podem representar ganhos econômicos importantes para a França. Uma das estimativas do estudo En route pour un transport durable – Na rota por um transporte durável, em tradução livre, publicado na quinta-feira, 26, por um grupo de empresas e ONGs com operações no país, incluindo o Grupo Renault, Michelin, Lanxess, Valeo entre outros, aponta uma redução de 40% da emissão de CO2 até 2030, com base nos dados de 2015, e uma economia de € 5,9 bilhões por ano com a importação de petróleo.

Segundo o relatório, que teve análise técnica da Element Energy e Artelys com modelagem econômica pela Cambridge Econometrics, haveria redução total de € 12,4 bilhões em custos anuais de energia elétrica considerando a frota francesa em 2030 ou € 591 ao ano por motorista, levando em conta uma tributação de energia inalterada. Os dados mostram ainda que o setor de refino de petróleo diminuiria a receita em € 470 milhões ao ano ao mesmo tempo em que as receitas anuais para produtores de eletricidade e de hidrogênio aumentaria em € 3,1 bilhões.

O número máximo de veículos elétricos a serem acrescentados à frota sem aumentar a demanda por capacidade de geração de energia seria de 4 milhões de unidades, sempre considerando 2030, sendo que 20 milhões seriam equipados com tecnologia de carregamento inteligente. Todo este aparato geraria algo entre 66 mil e 71 mil novos postos de trabalho no período, sendo que 50% faria parte da cadeia de produção do setor automotivo

A redução das emissões de NOx (óxido de nitrogênio) chegaria a 72% na comparação com os níveis de 2015 e a de material particulado diminuiria 92% na mesma base de comparação.

“Os resultados deste estudo reforçam a estratégia da Renault como o primeiro fabricante europeu ao investir em veículos eléctricos. Eles são hoje uma solução de mobilidade sustentável e acessível a todos. Os 280 mil veículos elétricos em circulação produzidos pela Aliança Renault-Nissan já estão contribuindo para a melhoria do ar e da qualidade de vida nas nossas cidades. A pegada de carbono dos veículos eléctricos, já baixos na França, será ainda mais reduzida pelo contínuo desenvolvimento de energias renováveis”, declarou Jean-Philippe Hermine, diretor de planejamento ambiental e estratégia do Grupo Renault.

“Este relatório demonstra que as tecnologias automotivas com baixo carbono representam um importante potencial de crescimento para a economia francesa. É importante que todos os players do setor apresentem seus meios a fim de desenvolver as suas soluções em conjunto. Na Michelin, acreditamos profundamente nele. Nossos esforços em pesquisa e desenvolvimento para os pneus do futuro e nosso investimento em células de combustível, por exemplo, demonstram esse compromisso”, disse Eric Vinesse, diretor de pre-desenvolvimento da Michelin.

“Mobilidade de baixo carbono não é apenas um desafio para as fabricantes de automóveis. O sucesso só pode ser alcançado se as empresas mais avançadas trabalharem em conjunto para desenvolver soluções inovadoras”, acrescentou Hartwig Meier, chefe de desenvolvimento de Plásticos de Engenharia da Lanxess.

Para ver mais informações e baixar o resumo do estudo (em francês) clique aqui.



Tags: Veículos elétricos, mobilidade, emissão, CO2, Renault.

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