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Internacional | 15/12/2015 | 19h26

Subsidiária da GM na Europa, Opel tenta fugir do dieselgate

Marca informa que vai adotar sistema catalítico SCR para reduzir NOx

REDAÇÃO AB

O dieselgate, como ficou conhecido o escândalo desencadeado pela fraude no controle de emissões de carros diesel da Volkswagen, começa a bater forte também às portas da Opel, montadora alemã subsidiária da General Motors na Europa (que também atua com a marca Vauxhall no Reino Unido). Dois testes independentes promovidos em outubro e novembro com a Zafira 1.6 diesel mostraram que, em certas condições, o carro emite mais poluentes do que o previsto pela legislação europeia. A Opel nega o uso de qualquer software para burlar os testes de laboratório – como acontece no caso da Volkswagen –, mas esta semana promoveu uma tentativa de mudar o foco das notícias negativas.

Segundo comunicado divulgado pela Opel na terça-feira, 15, a fabricante informa que irá adotar em meados de 2016 o sistema catalítico SCR (pós-tratamento de gases) em todos os seus veículos diesel Euro 6, considerado mais eficiente para assegurar a conformidade de emissões de NOx de em testes realizados em condições de uso real, o chamado RDE (Real Driving Emissons), que passam a ser obrigatórios nos países da União Europeia a partir de 2017.

A partir do segundo trimestre de 2016, começando com o novo Astra, a fabricante também passará a divulgar dados de consumo de combustível e emissões de CO2 de seus veículos apurados em testes pelo ciclo WLTP (Worldwide Harmonized Light Vehicles Test Procedure), em método desenvolvido pela ONU com o objetivo de representar melhor a realidade dos usuários, além de globalizar os procedimentos para medir a eficiência de motores de veículos leves, que deverá substituir o padrão europeu NEDC (New European Driving Cycle) em 2017.

“Os eventos e discussões nas últimas semanas mostraram que existe enorme foco na indústria automotiva e agora é tempo de agir baseado no aprendizado que tivemos”, diz no comunicado Karl-Thomas Neumann, CEO do Grupo Opel. “É óbvio para mim que a questão do diesel é um ponto de inflexão. O mundo não é mais como antes. Não podemos ignorar isso e está nas mãos da indústria automotiva mudar a percepção da nova realidade”, acrescentou.

RECALL VOLUNTÁRIO

Dois testes com a minivan Zafira 1.6 turbodiesel colocam a Opel na berlinda. O primeiro foi realizado em outubro pela German Environmental Relief (DUH), organização alemã ligada à proteção ambiental, que aferiu o veículo na Universidade de Ciências Aplicadas de Bern, na Suíça. Segundo a DUH os ensaios teriam detectado que o carro emite 17 vezes mais NOx do que o permitido somente quando as quatro rodas estão em rotação, e atendiam os limites quando apenas as duas rodas dianteiras rodavam no dinamômetro (leia aqui). Mais recentemente, outro teste realizado para o programa Panorama, da TV inglesa BBC, detectou o mesmo comportamento durante aferição realizada em laboratório na República Tcheca.

Mesmo negando as discrepâncias nos testes independentes, a Opel afirma que fará “uma ação voluntária de campo com 43 mil veículos, modelos Zafira Tourer, Insignia e Cascada, que rodam atualmente na Europa”, para executar “uma nova calibração” em seus motores diesel. A montadora ainda não foi convocada por nenhuma agência europeia para fazer um recall, como acontece com a Volkswagen.

A Opel negou o uso de software para burlar os testes, afirmou que em ambos os casos pediu sem sucesso o detalhamento dos procedimentos e dos carros utilizados. “Nossas análises nos últimos meses mostram que não temos instrumentos instalados nos nossos veículos para detectar se eles estão em testes de laboratório ou não. Todavia, acreditamos que somos capazes de reduzir ainda mais as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) em nossos motores diesel Euro 6 com a tecnologia SCR, que vamos usar como padrão para atender o RDE”, destacou Neumann.



Tags: GM, General Motors, Opel, Vauxhall, Zafira, diesel, dieselgate, fraude, escândalo, emissões.

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