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Autopeças | 19/02/2016 | 15h56

JR Diesel registra aumento de 45% na procura de peças usadas em 2015

Faturamento cresce 12% no ano, para mais de R$ 50 milhões

REDAÇÃO AB

A JR Diesel, empresa de desmonte de veículos comerciais pesados com sede em Osasco (SP), registra crescimento de 45% na procura de peças usadas em 2015, segmento que tem sido impulsionado principalmente pela queda na venda de veículos novos. Na contramão da crise, a companhia, especializada na venda deste tipo de peça, elevou seu faturamento em 12% no ano passado, superando os R$ 50 milhões. Em 2015, alcançou o volume de 12 mil caminhões desmontados ao longo dos seus quase 31 anos de atuação no ramo. Em média, a empresa recicla cerca de 1 mil unidades por ano, entre caminhões e ônibus. Até hoje, mais de 75 mil clientes já adquiriram peças usadas da empresa.

Para dar conta da crescente demanda, foram contratados 30 novos funcionários em janeiro, elevando o quadro de funcionários para mais de cem.

Segundo a empresa, uma peça usada ou seminova em bom estado pode custar até 50% menos do que um item novo. Os componentes destinados à venda são selecionados e recebem um selo do Detran, além de possuírem um QR Code que permite ao consumidor consultar a origem e legalidade do material. Cerca de 95% dos veículos desmontados são adquiridos pela JR Diesel em leilões oficiais de bancos e seguradoras, enquanto a outra parte é comprada diretamente de frotistas com pagamento de até 30% da tabela Fipe. Do total do caminhão desmontado, 85% das peças são encaminhadas para reuso, outros 10% para reciclagem, como óleo, bateria e pneus, e os demais 5% são descartados.

PERSPECTIVA POSITIVA

O mercado de peças usadas está em franco crescimento e mantém esta tendência para os próximos anos. A Lei do Desmanche, em âmbitos estadual e federal, representa um pilar importante neste cenário, uma vez que vai impulsionar a entrada no mercado do seguro popular, o seguro de veículos com preços bem mais acessíveis e que permitirá o uso de peças usadas na reparação destes veículos, prática que atualmente é proibida pela Susep, órgão responsável pelo setor segurador no País.

De acordo com um estudo feito pela consultoria Roland Berger, o setor automotivo de reposição movimentou R$ 23 bilhões no Brasil em 2014. A previsão é que o setor supere os R$ 85 bilhões até 2020. Já o crescimento anual da categoria deve ficar em 4,6% também para os próximos quatro anos, incluindo peças genuínas, originais, alternativas e usadas, para veículos leves e pesados.



Tags: JR Diesel, peças usadas, autopeças, reciclagem, faturamento, caminhões.

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