Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Mercado | 14/04/2016 | 00h45

Porsche obtém recorde no 1º trimestre

Matthias Brück, CEO no Brasil, também comemora crescimento local

MÁRIO CURCIO, AB | De Mogi Guaçu (SP)

A Porsche teve seu melhor trimestre neste início de 2016, com 55.974 carros vendidos em todo o mundo e crescimento de 9,5% sobre o mesmo período do ano passado. No Brasil, durante o lançamento da nova geração do 911 (leia aqui), a subsidiária comemorou as 179 unidades no período e alta de 19,3%. “Nossa intenção é crescer”, afirma o diretor-presidente da Porsche do Brasil, Matthias Brück, que reconhece a dificuldade do momento atual e não arrisca o volume total de vendas para o País até o fim do ano.

A rede atual tem seis concessionárias e duas novas serão abertas até o fim do ano, uma em Recife (PE) e outra em Florianópolis (SC). “Haverá mais revendas no futuro, mas é preciso avaliar”, diz Brück, ainda sem previsão de prazo e locais para abertura de mais pontos.

Em julho de 2015 a Porsche criou a subsidiária brasileira a partir de uma joint venture formada com a Stuttgart, antiga importadora oficial que atualmente detém 25% do controle dos negócios. Durante entrevista a Brück, Automotive Business recordou que a subsidiária chegou meses antes da troca do comando mundial do Grupo VW em decorrência do dieselgate.

Perguntamos se o fato alterou ou pode alterar os planos para a Porsche no País: “É claro que o Grupo VW está avaliando várias questões, mas a Porsche está gerando lucro e não há razão para mudar”, garante Brück. O executivo revela ainda que a presença da subsidiária já colhe resultados da sinergia de grupo e permitirá a utilização do centro de treinamento da Volkswagen, na zona sul da cidade de São Paulo.

Para se instalar no Brasil, a companhia com tradição em esportivos montou escritório, formou uma equipe de 24 pessoas e passou a importar os carros em agosto do ano passado. Perguntamos a Matthias Brück se a presença da subsidiária pode reduzir o tempo de espera e aumentar o poder de negociação na hora de trazer os carros recém-lançados: “A cada dois meses temos de dar um retorno (à matriz) sobre nossa previsão de vendas e com base nisso fazemos nossas solicitações”, diz.

A OPERAÇÃO BRASILEIRA

Em seu programa de avaliação de mercados, a Porsche identificou há cinco anos o potencial do Brasil, que já foi o maior mercado latino-americano e atualmente é o segundo, atrás do México. Isso determinou a instalação da subsidiária em 2015. “É certo que a situação (econômica) atual não estava prevista, mas foi uma decisão acertada, nos preocupamos com resultados de médio e longo prazos”, afirma o diretor-presidente.

Em 2014 e 2015 a Porsche registrou números semelhantes de emplacamentos, 742 e 732 carros, respectivamente. O modelo mais vendido nestes dois anos foi o Macan, cuja participação no mix da Porsche saltou dos 27,6% para 44,3%. No primeiro trimestre de 2016 ele foi o segundo colocado, com 66 unidades, ante 84 do Cayenne.



Tags: Porsche, Matthias Brück, 911, centro de treinamento, Stuttgart, Macan, Cayenne.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência