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Brasil insiste e Argentina resiste ao livre comércio
Armando Monteiro do MDIC (esq.) recebe o ministro da Produção argentina, Francisco Cabrera

Legislação | 26/04/2016 | 14h02

Brasil insiste e Argentina resiste ao livre comércio

Renovação de acordo automotivo ainda deverá ser em regime de cotas

REDAÇÃO AB, COM AGÊNCIA BRASIL

O Brasil voltou a defender um acordo automotivo de livre comércio com a Argentina na primeira reunião da Comissão Bilateral de Produção e Comércio realizada na segunda-feira, 25, em Brasília, no gabinete do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, que recebeu o ministro de Produção do país vizinho, Francisco Cabrera. A Comissão foi relançada em fevereiro deste ano e é destinada a ampliar o comércio entre os dois países (leia aqui).

Apesar de pleitear o livre comércio, Monteiro reconheceu que a renovação do acordo no curto prazo deve novamente basear-se em cotas de comércio nos moldes do que está em vigor e que vence no próximo 30 de junho: neste sistema denominado flex, o Brasil pode vender com isenção de impostos no máximo US$ 1,5 para cada US$ 1 importado da Argentina. Em comunicado conjunto publicado pelos dois países, o Brasil admite sua intenção de ver essa margem ampliada, mas os argentinos resistem, conforme já haviam sinalizado em meados do mês passado (leia aqui). Contudo, Monteiro expressou seu otimismo com a possibilidade de conseguir um ajuste e condições equilibradas em relação às que estão vigorando atualmente.

“Nossa posição é que havemos de encontrar, em um prazo curto, um ponto de equilíbrio que justifique essa extensão do acordo. O Brasil tem a compreensão de que precisamos ter um marco mais amplo, que tem de contemplar, também, a perspectiva de um acordo de livre comércio. Para alcançar [esse objetivo], precisamos criar condições para que [o acordo] seja um processo equilibrado e sustentável”, declarou Monteiro após a reunião. Ele ressaltou que Brasil e Argentina negociam acordos respectivos de livre comércio com o México e que seria razoável, portanto, negociarem o mesmo tipo de acordo entre si.

Por sua vez, o representante argentino, apesar de destacar que as proporções do sistema flex são um tema aberto para discussão, disse que por enquanto a posição de seu país é que elas permaneçam no patamar atual. “Ainda não modificamos esse índice”, admitiu. Ele reconheceu ainda que há preocupação dos argentinos com a capacidade ociosa da indústria brasileira e com a queda nas vendas do setor automotivo. Também afirmou que com o governo de Maurício Macri, a Argentina busca aumento da integração econômica. “Entramos em processo de normalização da economia. O grau de normalização é a capacidade que temos de estar integrados ao mundo”, comentou.

TRATATIVAS ATÉ JUNHO

No comunicado, os países informam que ambos se comprometeram em fazer os melhores esforços para levar adiante as negociações que conformem um novo acordo automotivo antes de 30 de junho próximo, quando termina o acordo atualmente em vigor.

Com a retomada das reuniões, ambos os países definiram como objetivos comuns os de integração produtiva, geração de empregos, agregação de valor tecnológico e acesso a novos mercados. Concordaram ainda com o objetivo de alcançar o livre comércio bilateral do setor automotivo, mas de maneira progressiva e em condições de equilíbrio, visando o fortalecendo de estruturas e das capacidades produtivas de cada país.

A próxima reunião da Comissão Bilateral de Produção e Comércio será realizada em junho, em Buenos Aires, capital argentina.



Tags: Acordo automotivo, Brasil, Argentina, Comissão Bilateral, Armando Monteiro, Francisco Cabrera.

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