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Indústria | 25/05/2016 | 19h00

Venda de pneus às montadoras recua 25%

Repasses caíram 42,2% para as fábricas de motos e 36,7% às de caminhões

MÁRIO CURCIO, AB

A venda de pneus às montadoras no primeiro quadrimestre registrou queda de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado. A maior retração ocorreu no segmento motos (-42,2%), seguida pelo setor de carga (-36,7%). O fornecimento aos fabricantes de máquinas agrícolas também teve recuo significativo (-34,7%). A menor queda (-23%) ocorreu para os veículos de passeio.

Os números foram divulgados pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip). A queda nas vendas totais se acentuou de 3% para 3,2% na passagem do trimestre para o quadrimestre. O presidente da entidade, Alberto Mayer, permanece preocupado com o recuo que ocorre também no mercado de reposição (-2,4%), apesar de a frota circulante estar crescendo. “A explicação vem sobretudo da queda na reposição do segmento de duas rodas. Temos duas leituras muito ruins para isso: os motociclistas estão adiando a substituição (e rodando com pneus carecas) ou comprando itens recauchutados, o que é proibido no segmento e põe em risco a vida do motociclista”, recorda Mayer.

De acordo com o executivo, a produção total de pneus no quadrimestre caiu 6,2%. Com isso, a indústria local fabricou cerca de 1,5 milhão de itens a menos que nos mesmos quatro meses de 2015. Segundo Mayer, as fábricas instaladas no Brasil (sete multinacionais e quatro brasileiras) haviam fechado até março 1,5 mil vagas de 30 mil antes existentes.

As exportações nos primeiros quatro meses tiveram alta de 23,2%, mas sobre uma base pequena. “O importante nesse momento é o sinal positivo. O crescimento reflete basicamente o restabelecimento do envio à Argentina, prejudicado no governo da presidente Cristina Kirchner”, recorda o presidente da Anip. Embarques ao Uruguai, Colômbia e Peru também ajudam a atenuar os efeitos da queda do mercado brasileiro.



Tags: Pneus, Alberto Mayer, Anip, exportação, mercado de reposição, frota circulante, Cristina Kirchner.

Comentários

  • Pércio Schneider

    Com relação aos pneus de moto reformados, não existe comprovação de que coloquem em risco a vida de quem os utiliza. É verdade que são proibidos, mas sem comprovação de risco. A ABR - Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus possui laudos de testes realizados com os mesmos parâmetros do Inmetro para homologar pneus novos em que os pneus reformados foram aprovados. Existem um processo judicial que determina ao IPT a realização dos mesmos testes, determinação essa que jamais foi cumprida. Sugiro entrar em contato com a ABR (www.abr.org.br) para inteirar-se do assunto. Informar que são proibidos, está correto. Alegar que colocam a vida em risco, é irresponsabilidade

  • Roberto de Oliveira

    Com relação aos pneus de moto reformados, o que o Sr. Pércio Schneider está correto, a informação a mais é que o IPT fez os testes e que todos os pneus reformados para moto foram aprovados e que só falta a decisão do juiz sobre o processo de reforma de pneus de moto. reafirmo que o uso de pneu reformado de moto é proibido, mas alegar que colocam a vida em risco, é irresponsabilidade, pois em nenhum detran no Brasil tem estatística de acidente ocasionado por pneu reformado de moto.

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