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30/06/2016 | 19h51

Lançamentos

Kwid será SUV de entrada da Renault no Brasil

Modelo será equipado com duas versões do novo motor 1.0 três-cilindros


GIOVANNA RIATO, AB | De Medellín (Colômbia)

Renault Kwid: mini SUV com preço de hatch compacto popular
O Kwid não será apenas o modelo de entrada da gama da Renault no Brasil, mas o utilitário esportivo mais barato da marca. “A proposta é diferente da de qualquer outro compacto. O carro vai surpreender ao ser um pequeno SUV com bom espaço interno”, promete Olivier Murguet, presidente da Renault América Latina, que adiantou algumas informações da novidade durante a apresentação global da primeira picape grande da marca, a Alaskan. O Kwid começará a ser produzido e vendido no Brasil em breve neste ano.

Dentro da gama da Renault no mercado brasileiro, o Kwid entra no lugar o ultrapassado hatch Clio de terceira geração, que sai de linha. “Estamos enviando as últimas unidades para a rede de concessionárias”, confirma Murguet. Aparentemente, o novo carro de entrada da marca trará boas novidades. O modelo estreia o motor 1.0 de três cilindros da companhia no Brasil, que chegará com duas opções de potência. A configuração que equipará a versão de entrada do carro deve ter cerca de 70 cv, segundo o executivo. “Essa versão já garante ótima performance ao carro”, garante. A segunda versão, mais forte, estará no Kwid e também será incorporada ao Sandero e ao Logan.

Sem falar de preços, Murguet assegura que o Kwid deve trazer preocupação aos concorrentes. A ideia de levar a proposta de SUV para um compacto de entrada pretende evitar que o novo carro da Renault enfrente o mesmo problema de modelos como Fiat Mobi e Volkswagen Up!, que se encaixam no mesmo segmento e seguem com resultados decepcionantes de vendas. A categoria é justamente a mais afetada pela crise que causou forte contração nas vendas de veículos no Brasil.

“Eu sempre disse que só venderia o Kwid no Brasil se conseguisse oferecer ele localmente por um preço justo e competitivo”, determina Murguet, indicando que, conforme esperado, a tabela do modelo deve começar na faixa dos R$ 30 mil. “Não vamos decepcionar. O preço não será nem mais caro nem mais barato do que as expectativas”, garante.

Pelas informações já adiantadas pela Renault, o compacto deve se destacar também ao estrear equipamentos no segmento. Será o primeiro da categoria a oferecer sete airbags de série, incluindo bolsas de ar laterais, além das frontais obrigatórias no Brasil desde 2014. (leia aqui).

ESTRATÉGIA DE PRODUTO FOCADA EM SUV

A notícia de que o Kwid vai se encaixar na oferta de utilitários esportivos evidencia uma mudança importante da estratégia de produto da Renault para o Brasil. “Faremos uma ofensiva consistente na faixa de SUVs”, conta Murguet. Na visão dele, o compacto será a opção mais barata, seguido pelo Sandero Stepway, que também tem este apelo.

Depois dele vem o Duster, que deve ganhar o Koleos como irmão maior e mais caro, importado. “Acho que enfim conseguimos resolver o que precisava para trazer este modelo, que deve chegar em 2017”, revela o dirigente, que promete ainda mais uma novidade no segmento. “Teremos outra surpresa”, diz, indicando a chegada de outro SUV para ocupar o posto de topo da gama da marca na categoria. Deverá ser o Captur, que será fabricado no Brasil em 2017 sobre base mecânica diferente da Europa, usando a mesma plataforma do Duster.

Comentários: 2
 

roberto c. vasconcelos
01/07/2016 | 18h10
A tendencia mundial - a meu juízo - é a de carros compactos, mas que apresentem robustez. Daí os SUV's serem atrativos. Um SUV compacto, me parece, atende essas características. Bom, pelo menos eu tenho esperado esse tipo de veículo. O Taigun da Volkswagen não veio; o Kwid da Renault será muito bem vindo.

tadeu
03/08/2016 | 09h31
"menos caro" da marca

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