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21/07/2016 | 12h54

Lançamentos

Honda Civic chega à décima geração

Sedã renovado está maior e ficou 16% mais caro na versão de entrada


MÁRIO CURCIO, AB

Nova carroceria ficou 11,2 cm mais longa e 4,5 cm mais larga
O dia 25 de agosto marcará a chegada às concessionárias brasileiras da décima geração do Honda Civic. O carro manteve o motor 2.0 flex de até 155 cavalos, recebeu uma nova opção 1.5 turbo a gasolina de 173 cv, substituiu o câmbio automático convencional por outro do tipo CVT e está à venda em quatro versões. O preço de entrada passou a R$ 87,9 mil, uma alta considerável de 16,1%. A opção topo de linha custa agora R$ 124,9 mil, em alta estratosférica de 32,7% e, por este valor, ambição de concorrer com outros sedãs de marcas premium.

A produção do carro já entrou em testes e começa para valer em agosto na unidade de Sumaré (SP), a mesma inaugurada em 1997 pelo próprio Civic: “Passada a fase de lançamento do carro, acreditamos em um volume de cerca de 3 mil unidades por mês”, afirma o vice-presidente comercial, Roberto Akiyama. Se a expectativa se confirmar, o carro continuará em segundo lugar entre os sedãs médios, segmento liderado com folga pelo Toyota Corolla, que teve média mensal superior a 5,3 mil unidades no primeiro semestre.

A nova carroceria do Civic tem agora 4,64 metros, está 11,2 centímetros mais longa. A largura aumentou em 4,5 cm e a distância entre eixos, em 3 cm. O volume do porta-malas passou de 449 para 525 litros. Apesar de todo esse crescimento, segundo a Honda, o emprego de aços especiais reduziu o peso da carroceria em 22 quilos.

O preço novo inicial de R$ 87,9 mil corresponde à versão Sport 2.0 com transmissão manual - opção que praticamente não é vendida e ocupa espaço na tabela como isca para atrair clientes que acabam pagando mais na concessionária. A Sport automática CVT sobe para R$ 94,9 mil e tem potencial para ser a mais vendida. Todas as outras usam sempre o câmbio CVT. São elas EX 2.0 (R$ 98,4 mil), EXL 2.0 (R$ 105,9 mil) e a topo de linha Touring 1.5 turbo (R$ 124,9 mil). Com essa versão mais completa e potente a Honda quer atingir consumidores de sedãs maiores tanto pelo desempenho como pelo nível de equipamentos.


Com o aumento da carroceria, porta-malas passou de 449 para 525 litros. Controles de áudio no volante e câmera de ré estão em todas as versões.

Além do motor turbinado e com injeção direta (importado), o Civic Touring traz banco do motorista com ajustes elétricos, teto solar, chave presencial com botão de partida a distância, assistente para pontos cegos, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, limpador de para-brisa com acionamento automático e faróis totalmente em LEDs.

Toda a linha 2017 vem de série com ar-condicionado automático digital, câmera de ré, controles de áudio no volante, controlador automático de velocidade e rodas de liga leve de 17 polegadas. E todas as versões CVT trazem aletas para trocas de marcha atrás do volante.

2ª FÁBRICA AINDA EM BANHO-MARIA

Por causa dos volumes atuais de vendas, a fábrica de Sumaré ainda montará por algum tempo toda a linha de automóveis Honda. Além do Civic, a unidade produz o HR-V, líder de vendas entre os utilitários esportivos, mais o hatch Fit e o sedã City.

Sobre a possibilidade de abertura da fábrica de Itirapina (SP), erguida para montagem de Fit e também do HR-V mas ainda em stand-by por causa da retração do mercado interno, Akiyama diz: “Essa resposta tem de vir do próprio mercado.” Ele recorda que a unidade de Sumaré opera em dois turnos e ainda pode ter sua produção ampliada com horas extras e sem a necessidade de abertura de um terceiro turno.

A fábrica de Itirapina ficou pronta no segundo semestre de 2015, conforme o cronograma inicial, mas teve sua inauguração adiada por tempo indeterminado.

Comentários: 7
 

Luiz Miguel Cabral
22/07/2016 | 11h34
Tenho um Civic 2013 e estava aguardando o 2017, porem com este preço de entrada, com certeza vou conhecer o Corolla 2017 CVT! O preço está alto porque a fabrica de Sumaré não suporta aumento de produção e tudo que produz está vendido, metade da Toyota

Alexandre Arnal
23/07/2016 | 01h14
Preço fora da realidade, por esse valor é possível comprar veículos bem melhores, exemplo Mercedes,BMW e sem contar que o acabamento interno é simples demais para o valor que é cobrado.

Ricardo
25/07/2016 | 16h15
Que os carros no BR são caros, isso não resta duvidas...porém a Honda cobrar no Civic 1.5T o mesmo valor de: Fusion Titanium 2.0 GTDI EcoBoot Fwd Aut Golf GTi 2.0 TSI 220cv Aut Esse carro está COMPLETAMENTE fora de preço, somente pra quem é fanático pela marca pra optar por esse modelo.

Geraldo
26/07/2016 | 08h25
Este preço esta bastante fora da realidade atual. Está perto do preço de uma mercedes C180. Com certeza as vendas do Corolla aumentarão.

Erick
26/07/2016 | 10h06
Precificação inadequada... O Carro vai patinar. A impressão que dá é que a Honda não quer crescer e disputar mercado, apenas manter sua participação de mercado. Faltou visão e ambição ao japoneses da Honda, diferente da Toyota ou dos coreanos da Hyundai.

Victor
27/07/2016 | 14h16
Tenho um Civic e minha esposa Fit. Com esses preços e a queda de qualidade/aumento de preço no serviço da Honda, devo voltar para Corolla e experimentar um Kicks ou Toro.

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