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Tecnologia | 11/08/2016 | 16h38

Audi pesquisa amortecedores regenerativos

Sistema é capaz de melhorar o conforto, gerando economia de combustível

REDAÇÃO AB

A Audi está trabalhando em um protótipo denominado eROT (elétrico rotacional), em que amortecedores rotativos eletromecânicos substituem os atuais hidráulicos. Eles não só melhoram o conforto como transformam em eletricidade os movimentos da suspensão.

Para uma próxima evolução do sistema, em 2017, a montadora acredita em obter economia de 0,7 litro a cada 100 quilômetros. O princípio por trás do eROT é simples.

“Cada buraco, lombada ou curva induz energia cinética no veículo. Os amortecedores atuais absorvem essa energia, que se perde ao ser transformada em calor”, afirma o membro do conselho para desenvolvimento técnico da Audi, Stefan Knirsch.

“Com os novos amortecedores eletromecânicos acoplados a um circuito de 48 volts, podemos utilizar essa energia. O sistema também permite novos ajustes da suspensão”, diz Knirsch. O eROT responde rápido e com um mínimo de inércia. E como é uma suspensão ativamente controlada, ela se adapta ao tipo de piso e à maneira de dirigir do motorista.


Em vez de amortecedores telescópicos o sistema utiliza componentes eletromecânicos rotativos dotados de engrenagens. Os movimentos da suspensão são convertidos em energia elétrica e armazenados numa bateria de íons de lítio.

Com o eROT é possível configurar os amortecedores para uma compressão suave sem comprometer a absorção de energia durante a distensão. Outra vantagem do sistema é a geometria. Os motogeradores instalados horizontalmente no eixo traseiro substituem os amortecedores telescópicos verticais, o que permite ganho de espaço no porta-malas.

O sistema ainda permite a geração de energia elétrica tanto na compressão como na distensão. Para isso um braço mecânico absorve o movimento do cubo das rodas. A peça transmite a força desse movimento por uma série de engrenagens para o motogerador, que a converte em eletricidade.

O resultado dessa recuperação é de 100 a 150 watts, em média, durante os testes em ruas e rodovias alemãs. Em uso diário normal isso corresponde a uma diminuição de emissões de gás carbônico de até três gramas por quilômetro.

A tecnologia eROT baseia-se na utilização de sistemas elétricos de 48 volts. Nas configurações atuais, suas baterias de íons de lítio têm capacidade de 0,5 kW/h e um pico de saída de 13 kW. Um conversor DC (corrente contínua) conecta o subsistema de 48 volts ao sistema primário de 12 volts, que inclui um gerador com capacidade elevada e de alta eficiência.

Segundo a Audi, os resultados iniciais com o eROT indicam que sua utilização futura em carros Audi é plausível. O pré-requisito é um sistema elétrico de 48 volts, componente central da estratégia de eletrificação da Audi.

Na próxima versão, para 2017, o circuito elétrico de 48 volts servirá como sistema primário em um novo modelo da Audi e alimentará uma tração híbrida de alto desempenho.



Tags: Audi, eROT, amortecedores, Stefan Knirsch, 48 volts.

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