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Powels quer ganhar mercado para VW na América do Sul
Powels: agora comando da América do Sul fica centralizado no Brasil

Indústria | 29/09/2016 | 18h30

Powels quer ganhar mercado para VW na América do Sul

Participação da marca fora do Brasil e Argentina é de apenas 3%

PEDRO KUTNEY, AB | De Paris (França)

Com a recente criação da divisão América do Sul da Volkswagen, a empresa pretende ganhar mercado no restante do continente, onde fora do Brasil e Argentina só tem participação de 3% nas vendas de 27 países, que agora ficarão sob o mesmo guarda-chuva de David Powels, presidente da Volkswagen do Brasil que a partir de outubro passa a acumular o comando de toda a região – uma das quatro que agora integram o desenho internacional da companhia, ao lado de Europa, China e América do Norte.

“Antes a estratégia de vendas e marketing para esses mercados era traçada de Wolfsburg (sede na Alemanha), a 12 mil quilômetros de distância. Com a nova direção (sediada em São Bernardo do Campo) poderemos aumentar as exportações para todos os países sul-americanos a partir das fábricas brasileiras”, afirmou Powels a um grupo de jornalistas na abertura para a imprensa do Salão de Paris (aberto ao público de 1° a 16 de outurbro).

“Temos já uma gama de produtos adequada para esses mercados e agora devemos aumentar o market share sul-americano”, disse o executivo, lembrando que a participação de vendas da marca no Brasil é de 13% a 14% e na Argentina de 16% a 18% atualmente. Uma equipe de 68 pessoas, transferida de Wolfsburg para São Bernardo, vai tocar a operação da divisão com os 27 países, fora Brasil e Argentina.

Segundo Powels, as estratégias da Vollswagen apresentadas em Paris não estão dissociadas do Brasil e América do Sul. “São estratégias globais que de alguma forma se aplicam também à região”, garantiu. Ele reconhece, porém, que será mais difícil implementar no Brasil carros elétricos e direção autônoma que a companhia lança agora na Europa. “Vai demorar mais para chegar, mas as tecnologias de conectividade devem chegar com a mesma velocidade”, diz. “Não tem sentido desenvolver duas vezes a mesma digitalização”, enfatiza.

Para a América do Sul a estratégia será combinar as plataformas globais do Grupo VW com as locais já desenvolvidas para carros como Gol e Fox. “Temos no Brasil mil engenheiros que vão fazer as adaptações aos mercados específicos, mas não temos lá todas as competências, algumas coisas continuarão a ser feitas em conjunto com em Wolfsburg, mas ninguém na sede tem o mesmo conhecimento de quem vive nesses países”, explica.

RECUPERAÇÃO NO BRASIL

Powels avalia que boa parte da perda de mercado sem precedentes da Volkswagen no Brasil se deu por causa das interrupções no fornecimento de autopeças de empresas do Grupo Prevent. “Deixamos de produzir 150 mil carros, foram 11 paradas em 18 meses, isso afetou não só o mercado brasileiro mas também Argentina e México”, destaca. “Mas isso já está resolvido, conseguimos encerrar o contrato e normalizamos a produção. Em outubro e novembro vamos fazer horas extras e trabalhar alguns sábados para alcançar 50 mil carros/mês (o ritmo normal estava em 35 mil/mês) e assim refazer os estoques. Mas o problema é que o cliente que deixamos de atender em junho e julho não vai voltar agora”, lamenta.

O presidente da Volkswagen disse que seguem inalterados o programa de investimento de R$ 6 bilhões no Brasil de 2015 a 2020, com globalização de plataforma e lançamento de quatro modelos completamente novos. Powels não nega que um deles é o novo SUV compacto da marca, mas disse que o lançamento ainda deve demorar cerca de um ano. “O design já está pronto, acho que vão gostar”, disse.



Tags: Volkswagen, David Powels, América do Sul, estratégia, vendas, exportação, mercado, Salão de Paris, Mondial de L’Automobile.

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