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Venda de motos continua em queda livre

Balanço | 05/10/2016 | 16h43

Venda de motos continua em queda livre

Setembro foi o pior mês do ano em emplacamentos e na média diária

MÁRIO CURCIO, AB

A venda de motos no Brasil continua em queda livre, resultando em um minguado setembro, com apenas 69,6 mil unidades emplacadas. O resultado é recorde negativo em três quesitos: 1) o pior mês do ano; 2) a pior média diária, com apenas 3,3 mil unidades; 3) o pior mês desde o distante fevereiro de 2005 (prejudicado pelo carnaval).

No acumulado do ano o setor registrou 776,2 mil unidades, volume 18,1% menor que o registrado no mesmo período de 2015. Os números foram divulgados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionários.

-Veja aqui os dados da Fenabrave

Os resultados mais recentes, muito próximos ou abaixo de 80 mil emplacamentos mensais, levaram a Fenabrave a revisar a projeção para pouco mais de 1 milhão de motos e queda de 18,5% (a estimativa anterior era de 1,12 milhão e recuo de 12%). A justificativa para o problema continua sendo a baixa taxa de aprovação das propostas de financiamento, em torno de 15% apenas.

Nestes nove meses a líder Honda teve 551,6 mil motos licenciadas, queda de 28% ante o mesmo período de 2015. Com 82,2 mil motos, a Yamaha teve retração pouco menor, de 24,5%.

Com 9,5 mil unidades, a Suzuki (sétima colocada) registra queda de 35,1%. E a Harley-Davidson permanece com a maior retração entre as marcas com tradição em alta cilindrada, 30,9%. No acumulado do ano foram 3,4 mil motos apenas.



Tags: Motos, motocicletas, Fenabrave, emplacamentos, média diária, Honda, Yamaha, Suzuki, Harley-Davidson.

Comentários

  • Mauricio Soares

    Trata-se de um setor altamente dependente de crédito, o modelo operacional de conceder crédito para este setor esta defasado e com o custo elevado, onde as instituições financeiras não conseguem chegar na expectativa de retorno financeiro estabelecido pelos acionistas e se mantém conservadoras, requer investimento tecnológicos (Fintech) que reduzam custos operacionais com objetivo de fazer mais com menos investimento, desta forma teremos abertura de novos player`s (instituições financeiras) que passarão a ter interesse em ceder crédito para o varejo de moto, pois com a atual conjuntura a quantidade de bancos com interesse em ceder crédito no varejo de motos e muito baixa e com risco reduzido.

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