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Produção de veículos pode ficar abaixo do esperado para 2016

Indústria | 06/10/2016 | 15h31

Produção de veículos pode ficar abaixo do esperado para 2016

Performance de janeiro a setembro é a pior para o período desde 2003

GIOVANNA RIATO, AB

A indústria terá de acelerar o ritmo nos últimos três meses do ano para que a produção de veículos alcance os números projetados pela Anfavea, associação que representa as montadoras. Em coletiva de imprensa na quinta-feira, 6, a entidade manteve a expectativa de que serão feitos no Brasil 2,29 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, volume 5,5% inferior ao registrado em 2015. “Existe um risco de a indústria não alcançar este número, mas vamos esperar a performance de outubro para, se necessário, rever a projeção”, aponta Antonio Megale, presidente da organização.

-Veja aqui os dados da Anfavea
-Leia também: Confira os resultados da indústria até setembro


O resultado de janeiro a setembro indica queda bem mais profunda do que a esperada pela Anfavea. Foram feitos no Brasil 1,55 milhão de veículos no período, volume 18,5% inferior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado. É o pior resultado para os primeiros nove meses do ano desde 2003. A expectativa era de que os volumes melhorassem gradativamente no segundo semestre em resposta ao aumento das exportações e à interrupção da queda do mercado interno. Em setembro, no entanto, esta projeção não se concretizou. Foram 170,8 mil unidades fabricadas no Brasil, resultado 3,9% inferior ao de agosto e 2,2% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado.

Mais uma vez, a interrupção na produção das fábricas da Volkswagen causou quebra nos volumes. A empresa ficou cerca de um mês sem montar nenhum carro e só começou a retomar a operação no dia 16 de setembro (leia aqui). Com a necessidade de repor estoques e cumprir contratos de exportação, a companhia pretende acelerar o ritmo nos próximos meses, o que pode ajudar a indústria nacional a convergir para a expectativa da Anfavea.

As montadoras instaladas no Brasil terão de fazer 250 mil veículos por mês até o fim do ano para cumprir a perspectiva da entidade. O patamar é bastante elevado para a conjuntura atual. Em nenhum mês de 2016 a indústria rompeu a barreira dos 190 mil carros produzidos. A última vez que este nível foi alcançado foi em março do ano passado, quando 255 mil veículos saíram das linhas de montagem brasileiras. Megale aposta, no entanto, em leve aquecimento da demanda nos próximos meses. “Teremos um período mais robusto acompanhando a sazonalidade. Esperamos alcançar patamar mensal de vendas superior a 200 mil veículos ainda este ano”, projeta.

O número de carros armazenados nas fábricas e na rede de concessionárias chega a 212,5 mil unidades, quase equivalente ao registrado em agosto. O volume é o suficiente para 40 dias de vendas.

MENOS FUNCIONÁRIOS AFASTADOS

Megale destaca que a indústria já se ajustou ao nível de produção mais baixo e está preparada para o início de uma aguardada recuperação as vendas. Em setembro, a quantidade de funcionários das montadoras com a jornada de trabalho reduzida por layoffs ou PPE (Programa de Proteção ao Emprego) caiu drasticamente para 7,3 mil pessoas. Em agosto este número era bem maior e chegava a 22,3 mil trabalhadores.

“As montadoras fizeram seus ajustes. O PPE é um grande instrumento que oferece flexibilidade em momentos de crise, mas o ideal é que as empresas não precisem deste recurso”, observa Megale. Segundo ele, algumas montadoras concluíram programas de demissão voluntária em setembro, o que resultou em mais um corte no número de pessoas empregadas nas montadoras, para 124,6 mil.
Assista abaixo a cobertura da ABTV sobre o desempenho da indústria até setembro



Tags: produção, veículos, Anfavea, Antonio Megale, montadora.

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