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Negócios | 20/10/2016 | 16h38

Nissan conclui compra de 34% da Mitsubishi

Empresa entra na aliança com Renault, agora um dos maiores grupos automotivos do mundo

REDAÇÃO AB

A Nissan anuncia a conclusão da compra da participação acionária de 34% da Mitsubishi (MMC – Mitsubishi Motors Corporation), cuja transação foi estipulada pelo valor equivalente a US$ 2,3 bilhões (237 bilhões de ienes). Com esta parcela, a Nissan se torna o seu maior acionista. Em comunicado divulgado na quinta-feira, 20, a montadora informa que sua nova controlada passa a fazer parte da aliança global Renault-Nissan, o que torna o grupo um dos maiores conglomerados automotivos do mundo em volume de vendas, cuja estimativa é de 10 milhões de unidades no ano fiscal 2016, que começou em abril deste ano e termina em março de 2017.

O anúncio foi feito pelo CEO global da aliança, Carlos Ghosn, que confirmou seu novo cargo de presidente do conselho de administração da Mitsubishi a partir de 1º de novembro, quando as mudanças passam a vigorar.

Ghosn declarou que a Nissan e a Mitsubishi vão colaborar na compra conjunta, localização de peças, utilização de fábricas, plataformas comuns de veículos, compartilhamento de tecnologias e uma expansão da presença combinada das empresas em mercados desenvolvidos e emergentes. “A combinação da Nissan, da Mitsubishi e da Renault criará uma nova força no processo global de fabricação de carros”, disse o executivo. “Vai ser um dos três maiores grupos automotivos do mundo, com economia em escala, tecnologias inovadoras e capacidade de fabricação para produzir veículos para atender a demanda dos clientes em todos os segmentos de mercado e em todos os mercados geográficos em todo o mundo”, completou.

O novo presidente da Mitsubishi disse que por meio da parceria, a Nissan terá como meta atingir uma economia equivalente a US$ 232,3 milhões (24 bilhões de ienes, no câmbio atual) no ano fiscal de 2017 subindo para US$ 580,9 milhões (60 bilhões de ienes) no ano fiscal de 2018. Segundo ele, os ganhos vão contribuir para o aumento do lucro por ação de cerca de US$ 0,04 (4 ienes) por ação no ano fiscal de 2017 e de US$ 0,10 (10 ienes) por ação no ano fiscal de 2018.

A conclusão da aquisição da Mitsubishi pela Nissan acontece cinco meses após o anúncio da compra, feito em 12 de maio (leia aqui). Um mês antes disso, em abril, a Mitsubishi admitiu a fraude no teste de consumo de seus motores, cujo caso foi denunciado pela própria Nissan (leia aqui).

“Estamos comprometidos a ajudar a Mitsubishi Motors a reconstruir a confiança do cliente”, disse Ghosn. “Esta é uma prioridade, já que buscamos sinergia e o potencial crescimento a partir da ampliação dessa relação.”

GESTÃO COMPARTILHADA

Como parte desta estratégia, a Nissan nomeou quatro representantes para o conselho da Mitsubishi, incluindo Carlos Ghosn como presidente eleito. Os nomeados são Hitoshi Kawaguchi, chefe da área de sustentabilidade e diretor global de assuntos corporativos, Hiroshi Karube, chefe global e gerente global de ativos, e Mitsuhiko Yamashita, atual representante da Nissan no conselho da Mitsubishi. A pedido do presidente da Mitsubishi, Osamu Masuko, Yamashita entrou na empresa no início deste ano como vice-presidente executivo de desenvolvimento e como membro de seu comitê executivo.

Ghosn anunciou ainda uma série de outras mudanças na gestão, todas com vigência a partir de 1º de novembro, para lhe permitir continuar a se concentrar em manter a dinâmica da Nissan de desempenho e ao mesmo tempo apoiar Masuko na Mitsubishi.

Ghosn propôs ao conselho da Nissan, que aprovou, a nomeação de Hiroto Saikawa, atualmente diretor-executivo, como oficial de co-presidente executivo. Saikawa será sucedido como chefe de competitividade por Yasuhiro Yamauchi, atualmente vice-presidente de compras da aliança.

Veronique Sarlat-Depotte, atualmente vice de Yamauchi, assumirá como vice-presidente de compras da aliança e diretora de compras da Renault e Nissan. Ela será apoiada por Makoto Uchida, que assumirá responsabilidade de compras da Nissan. Além disso, também a pedido de Masuko, a equipe de gestão da MMC será reforçada pelo atual chefe de performance da Nissan, Trevor Mann, que se tornará diretor de operações da Mitsubishi: ele será substituído por José Muñoz, que continuará como presidente da região da Nissan na América do Norte.

“Em uma época de mudanças sem precedentes na indústria automobilística global, essa estratégia será uma aposta em nossos pontos fortes e nas capacidades de gestão para garantir o aumento da competitividade, melhores produtos para os nossos clientes e retornos atraentes para os acionistas”, concluiu Ghosn.

Assista abaixo a declaração de Carlos Ghosn, presidente e CEO da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi (em inglês):



Tags: Nissan, Mitsubishi, aquisição, aliança, Renault, Carlos Ghosn.

Comentários

  • Eduardo Ventura

    Como já estava sendo previsto, numa tendência mundial, os conglomerados de empresas vão se formando e se reforçando... Algumas marcas devem desaparecer daqui a alguns anos. No Brasil, já não se come a pizza em fatias (Fiat, VW, GM e Ford) mas pedacinhos e a palito.

  • Eder Kambara

    Só achei um pouco providencial demais a Nissan ter denunciado a fraude um mês antes do anúncio da compra de ações da Mitsubishi...

  • Carlos Silva

    Ouvi dizer, no Japão, que a Honda comprará o controle acionário da MAZDA.

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