Automotive Business
  
ABLive

Notícias

Ver todas as notícias

Mercado | 01/11/2016 | 19h02

Vendas de veículos frustram expectativas em outubro

Com 159 mil unidades licenciadas no mês, mercado permaneceu em queda

GIOVANNA RIATO, AB

Ao contrário do esperado, as vendas de veículos seguiram em queda em outubro. O mês terminou com 159 mil emplacamentos, incluindo leves e pesados, com leve redução de 0,5% na comparação com setembro. Sobre outubro de 2015, no entanto, a queda foi mais severa, de 17,2%. Os números do Renavam foram divulgados pela Fenabrave na terça-feira, 1º.

-Veja aqui os dados da Fenabrave
-Leia também: Vendas de caminhões aprofundam queda

Tanto a entidade dos distribuidores de veículos quanto a Anfavea, que representa as montadoras, sustentavam até então a expectativa de que o último trimestre do ano trouxesse resultados melhores, o que seria indício de recuperação mais consistente ao longo de 2017. A performance fraca do mês passado pode ainda ser reflexo da interrupção na produção das fábricas brasileiras da Volkswagen por falta de fornecimento de alguns componentes.

Em setembro a montadora anunciou que retomaria suas operações. Ainda assim, as concessionárias da marca não parecem estar plenamente reabastecidas, como aponta o fraco volume de vendas da companhia em outubro, de apenas 10,6 mil carros, que fez a Volkswagen despencar para a sétima colocação no ranking mensal de vendas.

AUTOMÓVEIS MELHORAM, CAMINHÕES PIORAM

A única boa notícia dos resultados de outubro é leve alta nas vendas de automóveis. Com 132,2 mil unidades, houve evolução de 1% em outubro na comparação com setembro. Ainda assim, o resultado é 18,1% inferior ao registrado há um ano. No acumulado dos primeiros 10 meses de 2016 a baixa chega a 22,3%, para 1,36 milhão de carros. O segmento de comerciais leves teve queda menor no período, de 19,35%, para 244,6 mil unidades.

Depois de ensaiar melhora em setembro, com redução do tamanho da queda (leia aqui), as vendas de caminhões voltaram a despencar. Foram negociados 3,4 mil veículos em outubro, com contração de 17,7% sobre setembro e de importantes 40,9% na comparação com o anotado no mesmo mês do ano passado. As vendas no acumulado de 2016 somam 42 mil caminhões, com baixa de 31,5%. O segmento de ônibus também segue contraído. As vendas somaram 11,9 mil chassis de janeiro a outubro, com 32,6% de contração.

PROJEÇÃO DIFÍCIL DE SER ALCANÇADA

Os resultados do mercado brasileiro até outubro reforçam que será difícil cumprir as projeções para 2016. A expectativa da Fenabrave é de que as vendas cheguem a 2,06 milhões de veículos. Para que isso aconteça, será necessário emplacar quase 200 mil carros por mês em novembro e em dezembro, algo bastante improvável. Até agora, o mês de maior volume de vendas do ano foi agosto, com 183 mil veículos.



Tags: vendas, veículos, Fenabrave, mercado, projeção.

Comentários

  • Ricardo

    Como as leis de mercado não se aplicam ao Brasil, o que vemos é a seguinte situação: - A crise financeira atingiu a população, que está cautelosa em assumir um financiamento, esse o qual teve juros elevados e restrições de credito ainda mais rígida. Resultado, as vendas recuaram. A lei "natural", a qual não se aplica no Brasil em praticamente nada, as montadoras deveriam reduzir os preços, a fim de manter o volume e ocupação da capacidade produtiva, pois o custo fixo....é fixo! Mas contrariando qualquer mercado no MUNDO, o que vemos é justamente o contrario, as montadoras estão reajustando os preços dos veículos, conforme as vendas despencam, dessa forma estão mantendo a margem de lucro em detrimento ao volume. Infelizmente vivemos em um país as avessas, onde a regra básica é baseada em Cartel e Coporativismo.

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência