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23/11/2016 | 21h35

Lançamentos

Fiat Mobi de 3 cilindros se destaca em economia

Compacto se torna o nacional com menor consumo entre os 1.0 aspirados


MÁRIO CURCIO, AB | De Tuiuti (SP)

Chamada Drive, opção de três cilindros tem preço sugerido de R$ 39.870
As concessionárias Fiat começam a receber nos próximos dias o Mobi Drive, nome escolhido para a versão com o novo motor 1.0 de três cilindros e até 77 cavalos mostrado em setembro no Uno (veja aqui). O lançamento chega como o mais econômico entre os nacionais 1.0 aspirados – veja os números mais abaixo.

A nova opção tem preço sugerido de R$ 39.870 e já sai de fábrica com ar-condicionado, direção com assistência elétrica, volante com ajuste de altura, limpador traseiro, vidros e travas com acionamento elétrico, entre outros itens.

“A nova opção deverá responder por 20% das vendas do Mobi”, afirma o diretor de marketing Adriano Resende. “O volume mensal deve subir dos atuais 3,8 mil para 4,2 mil, estima. O três-cilindros entra na linha Mobi como opção intermediária. O quatro-cilindros 1.0 Fire continua nas versões Easy, Like e Way.

A Fiat não informa data para a substituição total pelo novo motor: “Quem determina as coisas é o mercado. O 1.0 Fire é um motor consagrado e o Mobi é um carro com diversas faixas de preço. Precisamos oferecer versões de custo mais baixo”, diz o especialista em engenharia avançada Erlon Rodrigues.

Fiat
Motor de três cilindros produz até 10,9 kgf.m com etanol. É o torque mais alto entre os 1.0 sem turbo. Mobi Drive tem volante com ajuste de altura, ar-condicionado e direção elétrica como itens de série. Vidros e travas também têm acionamento elétrico.

Também haverá versões mais completas, como o Mobi Dualogic, que chega em 2017 e será o primeiro Fiat 1.0 no Brasil a utilizar o câmbio automatizado fornecido pela Magneti Marelli.

O motor 1.0 de três cilindros faz parte da família Firefly, que tem também uma versão 1.3 de quatro cilindros já aplicada em versões do Uno. Ambos os propulsores utilizam apenas duas válvulas por cilindro como forma de privilegiar o torque em baixas rotações e reduzir o atrito pelo menor uso de peças móveis. E utilizam sistema de partida a frio sem tanquinho auxiliar de gasolina, outro produto fornecido pela Magneti Marelli. A montadora investiu cerca de R$ 1 bilhão na seção de motores em Betim, que foi ampliada em 22 mil metros quadrados e recebeu 186 novos robôs (veja aqui).

Tudo indica que essa família terá versões futuras com turbo e cabeçotes multiválvulas, mas a Fiat não revela quando. Também não divulga qual o próximo modelo a se beneficiar dos motores Firefly.

BOM DE GUIAR E AMIGO DO BOLSO

Caiu bem no Mobi o novo motor 1.0 Firefly, resultado de uma relação peso-potência favorável e do bom torque de até 10,9 kgf.m a 3.250 rpm. Como o carro tem apenas 945 quilos, acelera de zero a 100 km/h em 12,8 segundos e atinge de máxima 164 km/h (dados fornecidos com uso de etanol).

Os dados de consumo do Mobi Drive causam impacto: são 13,7 km/l na cidade e 16,1 km/l na estrada quando abastecido com gasolina. Com etanol são 9,6 km/l em uso urbano e 11,3 km/l em rodovia.

Numa prova de economia feita entre Betim (MG) e São Paulo (SP) ele fez média superior a 27 km/l. E em um pequeno circuito de Tuiuti, passou dos 30 km/l. Nem por isso é um carro molengão.

Automotive Business avaliou a nova opção em estradas secundárias e também num pequeno trecho urbano. Aprovado! Na prática, o motor desperta mesmo acima de 3,5 mil rpm e aí o carrinho vence fácil longas subidas em terceira e quarta marchas. Com ar-condicionado ligado surge certa preguiça, algo dentro do aceitável entre os modelos 1.0. O funcionamento é suave, nada de ruído ou vibrações.

É importante dizer que o VW Up! tem consumo menor que o Mobi Drive em uso urbano tanto com etanol (9,64 km/l) como com gasolina (14,2 km/l), mas fica ligeiramente atrás na eficiência energética. O Mobi Drive utilizou 1,45 megajoule por quilômetro e o Up, 1,46 Mj.

Fiat
Volante multifuncional é parte de um pacote que inclui sistemas de áudio e entretenimento, faróis de neblina e retrovisores elétricos, entre outros; tela de cristal líquido reúne funções como velocímetro, econômetro, hodômetros parciais A e B, mais alerta de lâmpadas queimadas e temperatura.

Ainda que vá bem em estrada, vale ressaltar que o Mobi é um carro urbano. Mede apenas 3,56 metros. Por causa disso, o porta-malas tem apenas 215 litros, ante 290 litros do Uno. Uma viagem em quatro ou cinco pessoas obrigará a turma a espalhar parte da bagagem nos pés ou levar bolsas e mochilas no colo.

CONECTIVIDADE

Na lista de opcionais é possível escolher entre o rádio Connect, com Bluetooth e entradas USB e auxiliar, ou o sistema Live On. Ele transforma um smartphone na central multimídia do carro, que pode ser acessada pela tela do celular ou pelos botões do volante. A Fiat desenvolveu um aplicativo exclusivo para isso.

O smartphone fica preso por um suporte no meio do painel, bem onde estaria a tela da central. Completo, o Live On incorpora em um único menu os aplicativos mais usados pelo motorista. Tem também uma entrada USB, que pode ser usada para carregar a bateria do celular.

É possível utilizar aplicativos de trânsito, de música, rádios, fotos, internet, fazer e receber chamadas. Há ainda aplicativos exclusivos como o EcoDrive, que orienta a economizar combustível, e o Onde Parei?, que informa o último local em que o veículo foi deixado, facilitando sua localização em um grande estacionamento, por exemplo.

Na lista de opcionais do Mobi Drive há retrovisores elétricos com luz de seta integrada, sensor de estacionamento traseiro, faróis de neblina, alarme, console de teto com espelho auxiliar e rodas de liga leve 14 polegadas.

Assista ao vídeo com detalhes do Mobi Drive:


Comentários: 1
 

Gian
29/11/2016 | 16h35
E paga quem adquiriu um carro novo com motor velho !!! ... A Fiat é especialista em fazer seus "cliente" de bobos ...

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