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Banco Mercedes-Benz lidera ranking de Finame
"Repetir 2016, um ano tão fraco, é pouco provável, mas não esperamos milagres", diz o presidente do Banco Mercedes-Benz, Bernd Barth, sobre expectativas para 2017

Crédito | 31/01/2017 | 16h48

Banco Mercedes-Benz lidera ranking de Finame

Repasses de R$ 1,56 bilhão financiaram mais de 11,4 mil pesados em 2016

SUELI REIS, AB

O Banco Mercedes-Benz encerrou 2016 na liderança do ranking de repasses via Finame, linha de financiamento do BNDES com participação de 80% nos financiamentos totais de veículos comerciais pesados no Brasil. O banco da montadora desembolsou R$ 1,56 bilhão para financiar 11.473 caminhões e ônibus da marca no ano passado. Em 2015, o Banco Mercedes-Benz figurava na sexta posição, atrás de Itaú-Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Banco Volkswagen – nesta ordem.

Embora tenha alcançado a liderança do ranking, o braço financeiro da montadora se beneficiou mais da queda das operações das demais instituições do que pelo seu próprio desempenho, cujo crescimento foi de modestos 2,6% na comparação com 2015, ano em que seus repasses somaram R$ 1,52 bilhão no Finame.

“Crescemos pouco, mas diante de um mercado que caiu bastante em termos de volume, relativamente expandimos a nossa participação de mercado. Obviamente não é um objetivo ou uma meta ser um líder de repasses do Finame, é uma consequência, mas demonstra a nossa vocação e nosso posicionamento no mercado”, afirma o presidente do Banco Mercedes-Benz, Bernd Barth, na terça-feira, 31, durante sua apresentação sobre o balanço do ano, na sede do banco em São Paulo.

Do total de repasse de recursos via Finame, o Banco Mercedes-Benz destinou pouco mais de R$ 900 milhões para caminhões e R$ 461,5 milhões para a aquisição de ônibus, sendo que este último ficou 62% acima do apurado no ano anterior, quando o banco havia liberado o total de R$ 284,8 milhões.

Com a queda das vendas tanto de caminhões quanto de ônibus em 2016, os desembolsos totais via Finame no Brasil caíram 58%.

“Apesar do ano complicado e difícil, conseguimos resultados importantes, o que demonstra nossa estabilidade como instituição financeira e nossa estratégia de se aproximar cada vez mais do cliente com serviços que respondam às suas necessidades”, reforça o executivo. Em dezembro, a instituição registrou aumento de 19% no montante gerado em novos negócios, que atingiu os R$ 174 milhões contra os R$ 146,3 milhões do dezembro anterior.

Segundo ele, o resultado é fruto do esforço ao longo do ano para estreitar as parcerias com a própria fábrica e com a rede de concessionárias, que também financiam seus estoques por meio do banco. “A crise desperta para o que precisamos e podemos fazer de diferente. Repensamos a forma como lidar com o negócio e em 2016 investimos fortemente em soluções digitais para estar mais próximo dos clientes, renovando o site e abrindo novos canais”, conta. Entre as ações, o banco lançou simulador de financiamentos, solitações online para clientes, um canal exclusivo para renegociação além do envio de propostas pelo vendedor diretamente ao Banco Mercedes-Benz. “É uma nova plataforma que agrega ao negócio, mas ainda não tem efetivamente uma participação significativa. Estamos experimentando essas novas maneiras que faz com que nos relacionemos com o cliente antes mesmo dele ir à concessionária”.

RETOMADA

Alinhado com as perspectivas da Mercedes-Benz, que espera uma evolução entre 6% e 10% do mercado de caminhões para este ano (leia aqui) o banco da montadora espera um 2017 menos tempestivo, dadas algumas condições do cenário econômico.

Para Barth, o próprio desenvolvimento da economia como um todo é um fator, impulsionado por alguns setores como o agronegócio. Alguns programas de financiamento também podem ser um pouco mais favoráveis neste ano, a partir da sinalização de queda contínua da taxa Selic. O executivo também lembra da nova política de financiamento anunciada pelo BNDES (leia aqui), o deve trazer um maior número de empresas para a carteira de financiamentos.

“Repetir 2016 – que foi um ano tão fraco - é pouco provável que vá acontecer. Esperamos que a economia brasileira deva ter um pequeno crescimento, mas não vemos uma retomada acelerada. Tais fatores poderão agregar realmente para que tenhamos um 2017 um pouco melhor, mas não esperamos milagres”, pondera. “Para 2017, nosso objetivo é continuar com a ampliação da nossa participação de mercado, mantendo os níveis que atingimos em 2016 e, se possível, tentar incrementar este resultado.”

Para o segmento de chassis, Barth espera um resultado pouco mais robusto, uma vez que nos últimos dois anos a renovação esperada não aconteceu, principalmente no segmento urbano devido ao congelamento dos repasses de tarifas.

“Então pode ser que seja agora um crescimento um pouco mais forte”, estima. “Sobre o Refrota [programa de renovação de frota de ônibus] estamos estudando, pode dar e vai dar um impulso positivo, mas vai demorar ainda um pouco para sentirmos o impacto.”



Tags: Banco Mercedes-Benz, Finame, financiamento, caminhões, ônibus, Bernd Barth.

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