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Melhora das vendas só a partir de março
Antonio Megale, presidente da Anfavea, divulga os resultados do setor para janeiro

Mercado | 06/02/2017 | 17h08

Melhora das vendas só a partir de março

Após frustração de janeiro, Anfavea prevê estabilidade antes de crescimento

SUELI REIS, AB

A queda de 5,2% das vendas de veículos (147,2 mil emplacamentos) verificada em janeiro, na comparação com igual mês do ano passado, surpreendeu as montadoras, que esperavam pelo fim do ciclo de retrações já no início de 2017. Baseada no histórico de que o primeiro bimestre é sempre o período mais fraco do ano em termos de volumes de vendas, as fabricantes agora apostam em uma curva ascendente só a partir de março.

- Veja aqui os dados de janeiro da Anfavea.

- Leia também: Veja os resultados do setor em janeiro.

- Veja aqui outras estatísticas em nossa página AB Inteligência.

“Janeiro frustrou um pouco as nossas expectativas: o ano começou meio lento; não foi um impacto muito forte, mas é uma queda”, comenta o presidente da Anfavea, Antonio Megale, durante a divulgação dos resultados do setor na segunda-feira, 6. “Ainda é um pouco cedo para prever fevereiro, mas os primeiros dias não foram ruins. O que podemos esperar é um cenário de estabilidade ou de uma queda menor do que os 5% que tivemos em janeiro. Há uma tendência muito clara de redução [da queda], lembrando que a base do ano passado não é muito boa, é baixa e, antes de qualquer crescimento, vamos chegar a uma estabilidade das vendas: este é o caminho para o qual estamos evoluindo”, completa.

Megale destaca dois fatores que, acredita, podem influenciar positivamente para esta reversão de cenário do mercado: a expectativa de mais uma safra recorde - que deve gerar cerca de R$ 240 bilhões (R$ 30 bilhões a mais do que na safra anterior) principalmente nas cidades ligadas às principais culturas e que podem movimentar o consumo -, além da liberação dos saques em contas inativas do FGTS - calcula-se que devam injetar algo em torno de R$ 40 bilhões na economia.

“Com certeza, estes fatores aliados a outros pontos positivos vão trazer uma movimentação maior e com isso esperamos que comece a existir atividade econômica mais robusta; que o desemprego comece a diminuir, que as pessoas ganhem mais confiança e que a gente comece a virar essa roda para o lado positivo. Devemos ver isso já no segundo trimestre”, arrisca.

DESEMPENHO

Este foi o pior janeiro desde 2006 para o mercado de veículos novos, aponta a Anfavea, que apurou a venda de pouco mais de 147,2 mil unidades, entre leves e pesados. Vale lembrar que apesar do índice de queda de 5,2% sobre janeiro de 2016 ser baixo, a base de comparação é fraca: janeiro do ano passado o setor havia registrado retração importante de 33%.

“Janeiro e fevereiro são os piores meses (de vendas) do ano, mas a partir de março haverá sim uma melhora”, afirma Megale.

Todos os segmentos apresentaram queda das vendas em janeiro, exceto o de comerciais leves, cujos licenciamentos subiram 26% na comparação anual. Segundo Megale, parte desse resultado se explica pelo lançamento de uma picape (ele se refere à Fiat Toro), que teve importante participação no segmento: “Capturou até a participação de mercado de outros modelos, inclusive os de utilitários esportivos [SUVs]”, argumentou.

Na comparação com dezembro, todos os segmentos – automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus – tiveram queda expressiva, sem exceções.

- Veja aqui a carta da Anfavea com os dados de venda por segmentos.

Assista abaixo reportagem da ABTV sobre os resultados da indústria em janeiro divulgados pela Anfavea:



Tags: Vendas, Anfavea, Antonio Megale.

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