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Exportação de veículos começa o ano aquecida

Indústria | 06/02/2017 | 19h29

Exportação de veículos começa o ano aquecida

Negócios cresceram 56%, mas situação do México é motivo de preocupação

GIOVANNA RIATO, AB

As vendas de carros brasileiros a outros países começaram 2017 com resultado positivo. Foram exportados 37,1 mil veículos em janeiro, com aumento de 56% sobre igual mês do ano passado. Na comparação com dezembro, no entanto, a performance é negativa em 40,8%, indicam os dados da Anfavea, associação que representa as montadoras instaladas no Brasil. “Ainda assim, este foi o melhor janeiro em exportações desde 2008. É uma indicação de que o ano vai ser de bons volumes”, aponta Antonio Megale, presidente da entidade.


- Veja aqui os dados de janeiro da Anfavea.
- Leia também: Veja os resultados do setor em janeiro.
- Veja aqui outras estatísticas em nossa página AB Inteligência.

Em valor, o resultado de janeiro foi 47,9% superior ao registrado há um ano e 13,2% inferior ao de dezembro. O faturamento com exportações alcançou US$ 809,8 milhões. O executivo espera que a indústria chegue a 558 mil veículos exportados até o fim de 2017, com evolução de 7,2% sobre 2016. O impulso para o resultado positivo deve vir do fortalecimento de acordos de comércio já estabelecidos, além de novas parcerias. A mais importante delas está em negociação entre Mercosul e União Europeia, mas não é esperada nenhuma formalização para este ano. Megale explica que, quando for fechado, um acordo de livre comércio deverá levar de 10 a 15 anos para ser totalmente implementado, "para que nesse período seja possível equalizar as diferenças de competitividade existentes".

A projeção de exportações para este ano, no entanto, não deve ser alcançada sem desafio. O primeiro deles é a relação com a Argentina, que busca um acordo mais equilibrado do que o atual, que prevê que a cada R$ 1 bilhão importados do país, a indústria automotiva brasileira possa exportar R$ 1,5 bilhão para lá. Os efeitos da parceria, fechada em 2016 com validade até 2020, voltaram a ser estudados pelo governo local.

“A indústria de autopeças deles foi sucateada nos últimos anos e o objetivo é recuperar o setor. É uma medida importante, mas isso tem que acontecer garantindo integração maior entre os dois países, sem restrição aos componentes brasileiros”, diz Megale. Ele reconhece que a preocupação argentina é legítima, mas aponta que o objetivo da Anfavea é assegurar às autopeças brasileiras tratamento equivalente ao das feitas no país.

EFEITO TRUMP NO MÉXICO PODE REFLETIR NO BRASIL

Outra preocupação para o Brasil é a situação do México diante das restrições que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende impor às importações de carros do País. Megale reforça que, por enquanto, não há nenhuma definição que impacte nas relações entre Brasil e México, mas admite que o assunto merece atenção.

“Hoje a indústria automotiva mexicana produz veículos adequados ao mercado dos Estados Unidos e acaba importando carros do Brasil, por exemplo, para abastecer o seu mercado interno. Caso essa situação mude, as empresas podem passar a priorizar a fabricação de veículos para vender ao mercado interno ou até investir em exportações para outros países da América Latina”, avalia Megale. O executivo afirma, no entanto, que este seria um reposicionamento de longo prazo, não uma mudança abrupta.

Assista abaixo reportagem da ABTV sobre os resultados da indústria em janeiro divulgados pela Anfavea:



Tags: exportação, veículos, indústria, Anfavea.

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