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Yamaha mostra scooter de três rodas no Brasil
Bons freios e sensação de segurança agradam no scooter Yamaha (fotos: Mário Curcio)

Duas Rodas | 13/02/2017 | 12h08

Yamaha mostra scooter de três rodas no Brasil

Com jeitão futurista, Tricity 125 transmite mais segurança a quem pilota

MÁRIO CURCIO, AB | De Tuiuti (SP)

A Yamaha mostra no Brasil o Tricity, um scooter com três rodas e estilo futurista. As duas dianteiras estão sempre tocando o chão e se inclinam na mesma medida em que o veículo, quando entra numa curva. A ideia não é nova. A Piaggio já produz modelos desse tipo desde 2006.

A vantagem é a maior segurança. Com uma roda a mais a aderência nas curvas e a frenagem são melhores. Em contrapartida, a frente mais larga rouba parte da agilidade em tráfego pesado. E a estabilidade direcional também é menor que a de modelos com apenas duas rodas.

Uma fonte informa que o Tricity já teria sido homologado por aqui, mas a Yamaha não confirma a venda no Brasil. “Não dá para descartar a vinda de nenhum modelo, mas no momento não há nada concreto”, afirma o chefe de marketing da empresa, Eduardo Ugaji. A venda local provavelmente implicaria sua montagem em Manaus a partir de kits vindos da Tailândia.

SEGMENTO EM ALTA

A demonstração do Tricity pela Yamaha não ocorre à toa. O segmento dos scooters tem trazido algum alento aos fabricantes instalados no Brasil, cansados de sucessivas quedas de vendas desde 2011. Naquele ano, o melhor da história do setor (com 2 milhões de motos vendidas no atacado), os scooters representavam 1,8% do mercado total de duas rodas.

Em 2016 essa fatia cresceu para 4,3%. Dentro da Yamaha esse porcentual saltou de 2,9% para 10,8% no mesmo período por causa da chegada no ano passado de dois novos modelos, o NMax 160 e o Neo 125, e olhe que nenhum deles teve o ano pleno de vendas. O primeiro começou a ser entregue às concessionárias em abril e o outro, em setembro.


Rodas dianteiras se inclinam paralelamente à medida que o Tricity entra nas curvas. Espaço sob o banco leva apenas capacetes abertos (sem queixeira). Painel digital inclui relógio, marcador de combustível, computador de bordo e indicador de temperatura externa.

COMO ANDA O TRICITY 125

Chama a atenção já na primeira voltinha a boa estabilidade do Tricity. A dianteira transmite bem mais segurança em curvas que um scooter convencional, tamanha a aderência gerada pelos dois pneus. As freadas também são mais firmes, já que há três pneus em contato com o solo e dois deles estão na dianteira, onde ocorre maior transferência de peso durante as frenagens.

Cada uma das três rodas tem o próprio conjunto de pinça e disco. O Tricity tem motor refrigerado a líquido de 11 cavalos. A transmissão é automática do tipo CVT, como ocorre com a maioria dos scooters. A velocidade máxima está em torno de 90 km/h. Por ser um produto mais elaborado e complexo, o Tricity pesa cerca de 150 quilos, ou algo como 50 kg a mais que um scooter convencional de 125 cc. Isso compromete sua agilidade, especialmente em retomadas de velocidade. Considerando que um produto como estes não chegaria ao mercado hoje por menos de R$ 15 mil, o ideal seria trazer logo de uma vez a versão de 15,1 cv já à venda no exterior desde 2016.

O Tricity tem painel digital com relógio e marcador de combustível à esquerda, mais temperatura externa e computador de bordo à direita. O espaço embaixo do banco leva apenas capacetes abertos, sem queixeira. O tanque de combustível comporta 6,6 litros.



Tags: Yamaha, Tricity, Tailândia, Eduardo Ugaji, NMax, Neo, CVT.

Comentários

  • Dayse

    quando vai ser comercializada no Brasil e valor?

  • Mário Curcio

    A Yamaha não confirma a venda do Tricity no Brasil e por esse mesmo motivo não há preço.

  • nivaldo

    essa moto tinha que vim para o brasil o quanto antes seria o sonho de todos os motoqueiros que não tem uma das pernas e para os deficientes físicos que gosta de moto e gostaria de andar pois numa normal não conseguem , falo assim pois sou deficiente sempre gostei de moto mais nunca tive a oportunidade de andar devido a minha deficiência ,e se vc comprar uma moto normal e mandar adaptar e muto caro sai no preço de 2 motos eu acho que essas revendedoras de motos de grande porte deveria olhar mais para essa categoria de motoqueiro que seria os deficientes físicos nenhuma delas que existe no brasil tem suporte para auxiliar os deficientes. so sei que elas estão perdendo uma fatia grade no mercado de motos , para essa categoria que vem crescendo .

  • Lourdes

    Essa moto é maravilhosa ! Tomara que venha para o Brasil em breve . Amo motocicleta,mas por ter apenas duas rodas tenho medo . Com a tricity, certamente não terei medo de cair . Parabéns pelo projeto . Não tenho nenhum problema físico,mas não me sinto segura em duas rodas .Até porque já não sou mais uma mocinha...rsrs

  • claudioater

    AlôYamaha. Os mais velhos vão adorar. Mais estabilidade e segurança para dirigir. SUCESSO GARANTIDO PARA A 3A IDADE !!! ESTÃO ESPERANDO O QUÊ?

  • Mário

    Senão vão fabricar ou montar no Brasil, pelo menos importem. Prefiro 3 rodas.

  • MariaElizabete Rosa

    Meusonho de consumo bem que poderia ter pra vender no Brasil.

  • PAULO MAGALHÃES

    ÉMEU SONHO DE CONSUMO

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