Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Balanço | 03/03/2017 | 17h50

Volkswagen reverte crise e volta ao lucro em 2016

Empresa limita salários de executivos e aumenta provisões de dieselgate

REDAÇÃO AB

Após registrar prejuízo de € 5,51 bilhões em 2015, o Grupo Volkswagen retorna ao lucro em 2016 ao reportar ganhos de € 2,79 bilhões, de acordo com seu relatório de balanço financeiro do fechamento do ano. Embora o faturamento tenha crescido 2% no período, para € 217,2 bilhões, a companhia demonstra o efeito do dieselgate em suas contas: as provisões para arcar com as despesas do escândalo subiram de € 7,5 bilhões para € 16,8 bilhões, marcadas no relatório como itens especiais.

O grupo também reverteu o prejuízo operacional de € 4 bilhões em 2015 para um lucro operacional de € 7,1 bilhões em 2016, com margem operacional de 3,3%.

A liquidez da divisão automotiva cresceu consideravelmente, de € 24,5 bilhões para € 27,2 bilhões, alta de 11%. As vendas do grupo tiveram leve aumento, de quase 4%, para pouco mais de 10,3 milhões de unidades em todo o mundo, com uma produção crescendo no mesmo nível. Isso representa uma forte política de gerenciamento de estoque, além de significar um alento quanto a redução de custos. No balanço, a Volkswagen destaca ainda uma persistência maior das dificuldades em mercados como os do Brasil e da Rússia ao longo de todo o ano passado. Por aqui, a montadora vendeu 36% menos em 2016 (leia aqui).

“Como os números mostram, a Volkswagen está muito bem posicionada em termos operacionais e financeiros, o que nos torna otimistas em relação ao futuro. A nova estrutura com mais responsabilidades descentralizadas fortalecerá as nossas marcas e regiões e aumentará a nossa proximidade com os clientes, tornando-nos mais rápidos e mais focados e eficientes, o que nos permitirá fazer um uso mais centralizado nos pontos fortes do nosso grupo e em seu potencial para sinergias”, disse o CEO do Grupo VW, Matthias Müller.

Como parte de seu plano estratégico Together 2025, que visa, entre outras ações a redução de custos – o que também ajudou a companhia a apurar tais resultados em 2016 – a Volkswagen anunciou que está limitando os salários variáveis (bônus) de altos executivos do grupo, a partir de um novo sistema de que envolve os membros do conselho de administração. O limite máximo ficou acertado em € 2,1 milhões para o presidente do conselho e em € 1,35 milhões para os demais conselheiros. A remuneração máxima anual ficou em € 10 milhões para o presidente e em € 5,5 milhões para os demais membros. Segundo a empresa, esta mudança significa uma redução de 40% se comparada com o sistema anterior.

Tais pagamentos estão condicionados a um bom desempenho anual: só serão pagos se a companhia alcançar seus objetivos financeiros. O grupo determina que nenhuma remuneração variável seja paga se o lucro operacional ficar abaixo dos € 9 bilhões, com um retorno de vendas de 4%, incluindo os resultados vindos da China.



Tags: Volkswagen, lucro, lucro líquido, dieselgate, CEO, balanço.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

AB Inteligência