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Produção de veículos cresce 28% no 1º bimestre

Indústria | 07/03/2017 | 15h55

Produção de veículos cresce 28% no 1º bimestre

Mas volume ainda é baixo: 375 mil unidades que equivalem ao nível de 2006

SUELI REIS, AB

A produção de veículos no Brasil acelerou no primeiro bimestre ao registrar crescimento de 28% na comparação com igual período do ano passado: foram 375 mil unidades fabricadas nos primeiros dois meses de 2017, entre leves e pesados, sobre o volume de 293 mil registrado há um ano, apontam os dados da Anfavea divulgados na terça-feira, 7. Embora tenha apresentado alta no comparativo anual, o volume produzido nos dois primeiros meses de 2017 ainda é baixo: equivale ao mesmo nível do primeiro bimestre de 2006, quando a indústria fabricou 374 mil automóveis, caminhões e ônibus.

- Veja aqui os dados do 1º bimestre
- Veja aqui outros dados da Anfavea
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O que parece reação é na verdade uma antecipação da indústria, que espera por uma melhora das vendas a partir de março: “O efeito da sazonalidade faz de janeiro e fevereiro meses mais fracos historicamente. Com mais dias úteis em março, devemos apurar um mês melhor em vendas; com isso a produção está fazendo estoque para atender essa demanda, mas não quer dizer que terá um crescimento substancial”, argumenta o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

Em fevereiro, a produção nacional superou as 200,3 mil unidades, um dos melhores resultados em volume considerando os últimos 12 meses. Este total representou crescimento de 14,7% sobre janeiro e também alta de 39% na comparação com fevereiro de 2016. Para se ter ideia, em todo o ano passado, somente o mês de novembro registrou produção acima das 200 mil unidades. “É positivo, considerando o mês curto”, reforça Megale. “Mas não compensa a capacidade ociosa que está em 52% e quase 80% para o setor de caminhões: um desastre absoluto”, declara.

O segmento de veículos leves ditou o maior ritmo nas linhas de montagem nos dois primeiros meses do ano: a produção de automóveis e comerciais leves ficou 29,3% acima do registrado há um ano, para 362,8 mil unidades. Nos pesados, enquanto a fabricação de caminhões teve leve reação de 3,4% no acumulado de dois meses, para pouco mais de 9,7 mil unidades, o segmento de chassis de ônibus não registrou a mesma sorte, encerrando o primeiro bimestre com queda de 9,6%, com 2,42 mil contra os 2,68 mil de igual intervalo de 2016.

A Anfavea manteve as projeções para o ano, apresentadas no início de janeiro. As montadoras projetam uma produção 11,9% maior em 2017, passando de 2,15 milhões para 2,41 milhões de unidades, das quais 2,31 milhões de veículos leves, alta de 11,3% sobre 2016, e 100 mil caminhões e ônibus, avanço de 26,1%.

“Vamos esperar o primeiro trimestre ou quadrimestre para aferir se os números [da previsão] estão com possibilidades de realização, mas acreditamos que sim, estamos caminhando para isso”, disse o presidente da Anfavea.

ESTOQUES E EMPREGOS

O estoque de veículos da indústria encerrou fevereiro com 205,5 mil unidades, sendo 139 mil nas redes de concessionárias e os demais 66,5 mil nos pátios das fabricantes. Com relação a janeiro, quando o estoque fechou em 187,7 mil, houve aumento de 9,4%. Considerando o ritmo de vendas de fevereiro, que teve 18 dias úteis, o estoque equivale a 42 dias de vendas, um pouco acima dos 39 dias de estoque do mês anterior, de acordo com os dados preliminares da Anfavea.

“São 42 dias que não preocupam; com a espera de um ritmo mais elevado das vendas em março, este índice vai ficar abaixo dos 40 dias este mês”, afirma Megale.

Ainda de acordo com os dados da entidade, houve pequena variação positiva de 0,2% no número de empregos na indústria na passagem de janeiro para fevereiro, fechando em 121,5 mil pessoas. Contudo, no comparativo com fevereiro de 2016, quando a indústria reunia 114,9 mil trabalhadores, há uma queda de 9,1%.

“Consideramos que houve uma estabilidade no número de empregos, uma vez que o índice não é significativo, mas o nível de empregos é equivalente ao de fevereiro de 2008”, explica Megale.

Atualmente, há 10.350 pessoas da indústria afastadas de seus postos de trabalho, o mesmo número de janeiro, das quais 8.681 pelo Programa de Proteção ao Emprego (PPE) e 1.669 pessoas em layoff.



Tags: Produção, indústria automotiva, Anfavea, Antonio Megale.

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